Central Anitta » Relattório: Anitta não tem obrigação de suprir nossas carências
29
jun
16

Grande maioria de nós é jovem e cheia de sonhos. Passamos a maior parte de nossos dias idealizando vidas perfeitas e momentos maravilhosos e com uma forte convicção de que a nossa vida será assim, que esses momentos ocorrerão, em breve. Só nos esquecemos de pensar em alguns detalhes. Esse “em breve” não é algo tão breve assim. Na verdade, o “em breve” significa muito tempo e, dentro desse tempo, significa muita luta, muito trabalho, muito esforço, renúncias. Pois é.

Idealizar a luta pelo que queremos e ainda mais quando queremos ter e fazer grandes coisas é, muitas vezes, um tanto que insano às nossas mentes, pois resulta em muita pressão e ansiedade, estas que, com muita recorrência, acabam totalizando em raiva, tristeza, procrastinação de obrigações (o aspirante a colunista que vos fala, no momento, que o diga). É uma verdadeira luta contra o tempo, em nome de cumprir os deveres, assim como também é uma árdua luta contra nossos sentimentos e desejos instintivos sedentos por diversão e bobeira, em nome de, EM BREVE, termos as devidas condições de suprir uma grande parte deles sem precisar se atrelar a um mundo de constantes preocupações. Vamos que vamos.

A pergunta do momento deve ser o que isso tem a ver com Anitta. Certo? Explica-se. Assim como nós, Anitta também é jovem. Não muito diferente de como ocorre conosco, a menina-mulher de vinte e três anos também está em constante luta, fazendo muitos esforços, abrindo mão de muita coisa para estar onde está e o X está aí.

Não são todos os jovens que estão sujeitos e este tipo de deslumbramento, pois há um grupo que sente o tempo passar e, ao invés de passá-lo pensando, prefere usá-lo aproveitando oportunidades que surgem. Anitta faz parte desse seleto grupo que prefere ações a idealizações e, no caso específico dela, toda sua trajetória é feita sob os holofotes da mídia e da arte – o que é relevante frisar devido a questão que abordaremos.

Nossa diva do pop está sempre a procura de estar impecável para todos que se disponham a apreciá-la – característica a qual vem sido enaltecida a cada relattório postado -, mesmo sob as pressões que uma jovem – jovem, assim como nós, lembrando – sofre quase que por questões naturais (naturais considerando que a interferência de fatores externos como padrões sociais de status é algo naturalizado por nós).

Pergunta-se agora aonde queremos chegar com tudo isso. Simples. Somos todos jovens ansiosos, procrastinadores,  cheios de sonho e se Anitta é uma jovem como nós ela também é ansiosa, ela também procrastina (na verdade, nem tanto, a mulher é uma máquina) e também é cheia de sonhos. Ainda em perfeita semelhança conosco, Larissa enfrenta seus instintos ataráxicos, mas praticando disciplina, contra eles, em nome de algo maior – coisa que uns conseguem de imediato, outros penam mais um pouco. Agora vejamos uma diferença: nós não fazemos nada sob os holofotes de todo o país, alimentando expectativas em milhões de pessoas. Anitta, sim – a questão relevante.

Se muitas vezes falhamos não correspondendo os planos daqueles três, cinco ou dez que colocam comida e ingressos pra BANG! Tour nas nossas mesas – nossas famílias – o que dizer da cantora que vive sua vida diante dos planos de todos? Muitas vezes agimos errado por adiar uma tarefa ou desistir de algum plano e isso provoca aborrecimento nos nossos familiares, mas eles também agem errado quando, com insistência e pressão, EXIGEM resultados de nós, quando traçam metas e mais metas para nossas vidas sem ao menos nos perguntar se é o que queremos, o que acontece muitas vezes. Ainda não estamos plenamente formados, somos um turbilhão de emoções, temos muitos erros a cometer e muitas lições para aprender, e iremos aprender e fazer certo o que tiver que ser feito na hora certa. Da mesma forma é com a nossa cantora: uma artista na fase inicial de sua promissora jornada, graças aos seus acertos, emocionantemente turbinada e com o fato inapropriado de estar sempre pressionada. Acho que aqui chegamos ao ponto.

Anitta é, longe de ser algo controlável em suas mãos, responsável por corresponder as expectativas de muitos, e, por isso, nunca irá agradar a todos. Mesmo tentando fazer tudo impecavelmente bem, acertando em quase tudo, sempre haverá alguma nova lacuna a ser preenchida, algo que falta, algo que não está bom: ausência em alguma rede social, ausência de transmissões ao vivo, ausência de comemorar fervorosamente cada centena de visualizações obtidas em clipes… Tudo banalidades.

É natural que a mulher se distancie de algum portal de contato por se sentir esgotada e é natural, também, acharmos tal distanciamento algo ruim, mas devemos levar em consideração os sentimentos de uma jovem garota de vinte e três anos, sentimentos os quais são também presentes em nós e influenciam em nossas atitudes (agimos sempre certo? Fazemos tudo sempre certo? Sempre correspondemos o que é esperado de nós?).

Vai ano, vem ano e o trabalho da cantora, seu nome e sua própria pessoa crescem cada vez mais. Proporcionalmente, o número de fãs e admiradores, ou seja, pessoas que depositam nela grandes expectativas, cresce também, tornando impossível que ela corresponda a toda a essa gente de forma satisfatória. Anitta não tem obrigação de suprir nossas carências, pois estas só podem ser supridas por nós mesmos, de acordo com nossas lutas e com nossas decisões.

Quando compramos um CD ou um DVD, obtemos um CD ou um DVD; quando assistimos um clipe por cem vezes, obtemos, no máximo, cem visualizações para este; quando votamos cem mil vezes em uma premiação, no máximo, obtemos cem mil votos que ajudarão a artista a conseguir o almejado prêmio. Haverá gratidão, sentimento de realização e o reconhecimento de nós e esses nossos esforços como a força motriz que a move neste momento e, sinceramente, isso é tudo. Não podemos reivindicar mais coisas quando nos já é dado o que devemos receber: o agradecimento, a função de essência a tudo que ela é hoje e o seu impecável trabalho a ser apreciado por nós e por todos. Se contentar com isso não é se contentar com pouco, é se contentar com o que, de fato, é nosso.

Sabe aquele seleto grupo, o qual Anitta faz parte, de pessoas que preferem agir a idealizar? É um grupo de entrada acessível a todos, requer disciplina e objetivos e no final de tudo resulta na concretização dos nossos ideais de realizações – nossa cantora é uma prova disso. Talvez se nos inserimos aí, passaríamos a entender melhor o que é uma rotina de deveres e como segui-la a risca, nos mantendo ocupados sem tempo para nos preocuparmos com coisas banais mas com tempo apenas para viver os bons frutos disso. Anitta pode até não ter o mais puro sentimento de amor por cada um de nós, mas com certeza ela sente as coisas boas que a emanamos quando estamos bem, confortáveis, deixando-a bem, confortável, também. E isso é tudo.

Central Anitta Postagem por: Central Anitta
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