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08
abr
18

Meiga e abusada. Zen. Mina louca. Pistoleira. Malandra. Indecente. Ela já se colocou na pele dessas personagens e outras mais. Com 25 anos, completados no último dia 30, Larissa de Macedo Machado começou na carreira musical em 2010 como a funkeira MC Anitta. Depois, ao abraçar o pop, passou a assinar somente Anitta e viu a fama chegar. Mais recentemente, o nome artístico ganhou um sotaque americanizado para celebrar as primeiras conquistas mundo afora da moça nascida em Honório Gurgel, subúrbio do Rio.

Citada pela conceituada revista “Billboard” no top dez dos artistas mais influentes do mundo, sendo a única brasileira da lista, ela comanda com mãos de ferro a própria carreira e uma equipe de 60 funcionários — número que pode chegar a 200, se incluídos os terceirizados —, além de empresariar dois jovens talentos: os cantores Clau e Micael Borges. De seus quatro álbuns lançados, saíram ao menos duas dezenas de hits, cujos clipes alcançaram quase dois bilhões e meio de visualizações no YouTube. Entre eles, “Essa Mina É Louca” concorre ao Prêmio Extra de TV na categoria Tema de Novela (veja com quem ela disputa na página 42). “Anira”, coisa nossa, agora é internacional e está cada vez mais Poderosa, como já bradava num de seus primeiros sucessos.

Acho que todo mundo tem momentos assim, né? Acorda com a autoestima elevada, dá aquela olhada no espelho e se sente (risos). Quando estou no palco, eu me sinto poderosa. É a realização do meu sonho, de algo que eu quis muito. Mas, tirando isso, sou como você ou como qualquer outra pessoa, que tem dias bons e outros nem tanto“, minimiza a artista, que não gosta de separar a Anitta da Larissa: “Na verdade, as duas figuras são uma só: eu. Posso ser Anitta nos palcos, mas, dentro de mim, nunca deixei de ser Larissa. Os hábitos também não mudaram muito. O que mudou foi a minha falta de tempo, já que a agenda hoje é muito mais cheia. Mas, nos meus dias de folga, gosto de ter amigos e família por perto, ficar em casa tranquila, viajar, assistir a séries… É claro que, hoje em dia, ir ao cinema não é tão simples, mas não há nada que eu deixe de fazer.“.

Se a essência se manteve nos poucos anos de carreira — que aparentam muitos, tamanha a quantidade de façanhas —, o mesmo não se pode dizer do visual. Mutante, Anitta ora está loura, ora morena; ora com a cabeleira vermelha, ora pink. Já desfilou de franja, aplique, fios cacheados e trançados. E as transformações são constantes… Haja vista a nossa capa! Quando decidimos reformular o projeto da Canal Extra, já queríamos a cantora na primeira edição da nova revista. Diante da atribulada agenda da estrela, garantimos a sessão de fotos com antecedência, e logo depois ela surgiu platinada, por conta de uma das polpudas campanhas publicitárias que tem abocanhado (hoje, a musa é garota-propaganda de 13 empresas).

Gosto de ser camaleônica… É divertido poder mexer no visual e usar diferentes cabelos! Sempre nos sentimos mais bonitas e confiantes com uma mudança“, diz.

Aos poucos, o estilo de Anitta foi se modernizando, junto a algumas intervenções estéticas. A adolescente que outrora manipulava suas próprias fotos para parecer mais bonita deu lugar à mulher autoconfiante, que hoje assume publicamente um punhado de celulites em seu rebolado malandro:

Apesar de não ser fácil escapar da pressão por um corpo perfeito, desencanei dessa cobrança. Estou bem comigo mesma. Eu me preocupo mais com a saúde, para cumprir a agenda e, claro, aproveitar as folgas. Algumas críticas são pesadas… É difícil ser indiferente a tudo que falam, mas tento absorver as que podem me acrescentar e usá-las ao meu favor.

Indecente”, seu mais novo hit, sem querer, diz muito sobre um julgamento hostil que a acompanha desde os 17 anos, quando decidiu trocar um emprego na área administrativa de uma grande mineradora pela música:

As pessoas têm um certo preconceito com o funk por ser um ritmo periférico, mas isso nunca fez com que eu deixasse de perseguir meu sonho. Quando decidi recusar a efetivação do estágio para ser cantora, até meu pai não concordou. Segui meu coração.

Se não se considera “má de verdade”, como no refrão da canção em espanhol (“Sou exigente, workaholic, focada, persistente… Mas não sou má. Só na letra da música”, garante), Anitta se define espontânea demais. E percebe que, às vezes, é mal interpretada. De um amigo, ouviu que era melhor se resguardar. Mas nunca se arrependeu do que considera ser uma de suas grandes virtudes.

“Sinceridade não é sinônimo de sair falando o que você pensa sem critério. Fazendo as coisas com bom senso e respeito, não há motivo para constrangimento. Ainda assim, sempre terá quem vai te julgar e criticar, independentemente de você estar certa ou errada. Isso faz parte, e eu já entendi”, afirma ela, que também aprendeu a identificar quem se aproxima só por interesse: “Não adianta ter ao meu lado bajuladores. É muito melhor estar cercada de gente sincera. Já sofri decepções, mas geralmente percebo de cara quem tem uma intenção que não é legal, e aí me afasto.”

Quem a rodeia sabe: Anitta não é de chorar, mas se debulha em lágrimas com filmes de romance e finais felizes. Também não esbanja dinheiro, adora maquiagens baratinhas, apesar de se dar presentes caros de vez em quando. O dia a dia é sempre tão corrido, que mal descansa: às vezes, dorme somente duas ou três horas por noite — além da falta de sono, trânsito, grosseria e fome são capazes de lhe tirar o bom humor. Já quando está com disposição e tempo, a carioca vai para a cozinha. Em fevereiro, durante férias nos Estados Unidos, seu marido, o empresário Thiago Magalhães, de 25 anos, publicou vídeos dela preparando uma massa de pizza caseira.

Gosto de cozinhar, mas tem dias em que estou muito cansada e prefiro pedir alguma coisa ou comer algo que não me dê trabalho. E já encarei faxinão (risos)!“,  revela a famosa, afirmando que a rotina de casada não difere em nada da de solteira: “Continuo trabalhando como antes, raros são os momentos em que fico em casa.“.

E 2018 promete mais labuta. Além de apresentar o “Anitta entrou no grupo”, programa que estreou no Multishow na última terça-feira, a Poderosa prepara um DVD voltado para crianças, o “Clube da Anittinha”; planeja turnê e novas parcerias internacionais (ela sonha trabalhar com a cantora inglesa Dua Lipa e com o rapper canadense Drake); e se prepara para atuar num filme de Rodrigo Pimentel, roteirista de “Tropa de Elite” (“Estamos conversando, a personagem não está definida”, desconversa), e na nova novela de Aguinaldo Silva, pré-intitulada “O Sétimo Guardião”, com previsão de estreia para novembro. Aos preconceituosos, ela lembra dois nomes que transitam muito bem entre o canto e a dramaturgia: “Claudia Raia atua, canta, dança, sapateia e é diva. Ivete canta, atuou lindamente e é diva.

Sem planos para um futuro longínquo, Anitta espera “poder descansar mais” daqui a cinco anos, já que os últimos foram (e estão sendo) intensos. Ostracismo é uma possibilidade muito remota, mas que não lhe causa temor. “Não tenho esse tipo de medo“, assegura, dando logo seu xeque-mate: “Ando com mais medo da violência e da falta de direitos previstos na Constituição de que o povo brasileiro carece.

Anitta elege seus cinco grandes momentos

  • O início de tudo, com ‘Show das poderosas’
  • O sucesso de ‘Bang’ e a repercussão de ‘Paradinha’ no mercado latino
  • Todo o projeto CheckMate. Foram quatro meses muito especiais para mim
  • Minha apresentação no Prêmio Lo Nuestro (nos EUA, em fevereiro deste ano, cantando ‘Downtown’ e ‘Machika’ ao lado de J Balvin e Jeon Arvani)
  • O show na abertura da Olimpíada (em agosto de 2016, no Estádio do Maracanã, com Caetano Veloso e Gilberto Gil)


Fonte: Canal EXTRA

02
abr
18

A cantora carioca de 25 anos canta em espanhol e inglês para aumentar sua participação no mercado externo, se lança como empresária musical e administra sua carreira com mão de ferro.

Quando se fala em Anitta, os números são superlativos. A única brasileira na lista dos 15 artistas mais influentes do mundo, segundo a Billboard, ela tem 27 milhões de seguidores no Instagram e 8,1 milhões no Youtube. Só um de seus clipes, “Bang”, tem 340 milhões de views. Em apenas 24 horas, “Paradinha”, sua primeira música gravada em espanhol e focada no mercado latino, teve mais de 6 milhões de visualizações. Já o clipe “Vai Malandra” ultrapassou a marca de 500 mil visualizações no Youtube em apenas 20 minutos, convertendo-se na melhor estreia brasileira da história, com 8 milhões em menos de oito horas. Em 2017, Anitta foi o nome brasileiro mais procurado nos sites de busca.

Por trás disso tudo, uma jovem carioca de 25 anos recém-completados, nascida Larissa de Macedo Machado, edifica uma carreira que, na visão de especialistas de marketing, é um case muitíssimo bem-sucedido. “Sempre pensei e planejei muito. Sou focada e só dou um passo quando tenho certeza de que está tudo do jeitinho que eu quero”, ela diz, em uma conversa também planejada com antecipação.

Com uma média de vinte shows por mês e uma carreira internacional em pleno crescimento, Anitta não sabe o que é tempo de folga. “Quando tenho, gosto de ficar em casa com a família, meu maior bem”. Recém-casada com Thiago Magalhães, de 25 anos, ela mora em uma mansão na Barra da Tijuca com o marido e sua mãe, Miriam. “Ele ama tanto a sogra que a convidou para morar junto”, ri a cantora. “Mas nós acabamos ficando a maior parte do tempo fora de casa”.

A carreira internacional, alavancada em 2017, tem feito a cantora ficar ao menos uma semana por mês nos Estados Unidos e em países da América Latina. Mas nada aconteceu por acaso em sua história. A garota que decidiu mudar seu nome aos 16 anos, por causa da minissérie global “Presença de Anita” – ela se inspirou na personagem vivida pela atriz Mel Lisboa –, também focou na carreira lá fora como uma experiente estrategista. Esmiuçou a fundo o mercado antes de colocar seus pezinhos nesse terreno. “Cara, eu pesquisei muito a história de outras pessoas que fizeram carreira no exterior, analisei os erros e acertos, e vi o que deveria fazer para dar certo, sem deixar o público brasileiro. É um modelo novo, algo que nunca foi criado, e tenho encontrado pessoas que estão me ajudando a fazer isso de uma forma incrível”. Segundo Anitta, o processo não foi fácil. “Foram muitas viagens até que a coisa começasse a funcionar. Parecia um jogo de tabuleiro, sabe, aquele em que você volta para o início do jogo quando algo dá errado?” Se ela pensou em desistir? “Sim, mas a minha vontade era maior, sempre sonhei com uma carreira que envolvesse o Brasil e o exterior”.

Suas gravações em diferentes estilos – do pop ao sertanejo, passando pelo funk e reggaeton – com artistas de vocações diversas se somam às ações conjuntas nas redes sociais e nas parcerias comerciais (hoje são treze marcas publicitárias).

Apenas em 2016 e 2017 Anitta lançou quinze singles, entre eles clipes com a rapper australiana Iggy Azalea (“Switch”), os cantores colombianos Maluma e J Balvin, o DJ sueco Alesso (“Is That For Me”) e os norte-americanos Major Lazer (o grupo fez “Sua Cara”, com participação de Pablo Vittar), Poo Bear (“Will I See You”), e o produtor Maejor (“Vai Malandra”). Lances meticulosamente estudados, especialmente no que tange à divulgação. Em dezembro último, o lançamento em Nova York do single “Vai Malandra”, com clipe gravado no morro do Vidigal, incluiu uma ação do Spotify, com dois enormes telões na fachada de um edifício na esquina da Sétima Avenida. Em novembro, ela já havia ganho destaque na Times Square, um dos pontos mais movimentados de Nova York, em um outdoor de lançamento do single “Downtown”, com J Balvin.

Entrevistada em programas de rádio e televisão nos Estados Unidos e em países da América do Sul, a cantora, fluente em inglês e espanhol, conta que às vezes se confunde com os três idiomas. “É uma fase muito feliz, uma experiência incrível com o mercado espanhol e americano. É uma loucura, mas é muito bom”. Com uma agência internacional para cuidar de suas ações lá fora, mais o time brasileiro – que envolve desde consultores e produtores a personal chef e “life coach” –, Anitta já perdeu a conta do número de pessoas que a assessora. “Há quatro anos abri uma empresa com o Renan, meu irmão, e agora tenho um CEO, que nos ajuda nessa gestão geral”.

Entre as marcas que a procuram, ela diz que escolhe “as que têm a ver” com ela. “Algumas propostas grandes surgiram, mas eu recusei. Não vou porque paga mais, vou pelo que eu acredito”. Outro novo nicho de negócio é gerenciar a carreira de artistas. Como empresária musical ela tem como clientes os jovens cantores Micael e Clau. Há ainda um programa de TV pela Multishow, que começa neste mês de abril: “Anitta Entrou no Grupo”, uma espécie de competição musical com convidados.

Dinheiro, segundo ela, só é prioridade no campo profissional. “Aí sou muito planejada e controladora, fico superligada. Presto muita atenção para fazer o melhor para a carreira. Já na vida pessoal não tô nem aí”, solta. “Sou desprendida, não tô nem aí… Quer um carro, eu dou, quer uma casa, eu dou”. Na festa de final de ano da sua empresa, em dezembro, ela fez um churrasco na sua casa e sorteou um carro e uma viagem para os funcionários. “Cara, sou muito realista, verdadeira, obstinada”, ela se autodefine. “Quando olho para trás eu tenho uma sensação de dever cumprido, e também fico orgulhosa da minha família. Minha mãe parou de trabalhar para cuidar de mim e do meu irmão. Eu não estaria aqui se ela não tivesse se dedicado tanto”. Filha da artesã Miriam Macedo e do vendedor Mauro Machado, que se divorciou de Miriam quando Anitta tinha um ano e meio, a cantora nasceu e cresceu numa casa simples de Honório Gurgel, no subúrbio carioca. Desde pequena, queria ser cantora e famosa. Participava do coral da igreja do bairro e vivia com microfones improvisados – frascos de shampoo e perfumes – na mão.

Aos 16 anos, formada em um curso técnico de administração, foi aprovada como estagiária da Vale do Rio Doce. No mesmo período, descobriu o funk e começou a postar vídeos no Youtube. Um deles despertou a atenção da gravadora independente Furacão 2000. A partir daí, e com o sucesso do hit “Show das Poderosas”, em 2013, Anitta começou a se transformar na marca que é hoje.

Para a cantora, momentos marcantes da sua carreira foram a apresentação na abertura das Olimpíadas, em agosto de 2016, ao lado de Caetano e Gil, e o show com o tenor italiano Andrea Bocelli, em São Paulo, em outubro do mesmo ano. “As pessoas tinham dúvidas e preconceitos em relação a mim, recebi muitas críticas, mas eu me preparei e quebrei mais uma barreira, mostrei do que sou capaz”. Com Bocelli, ela foi vaiada assim que subiu ao palco do Allianz Parque. Depois da apresentação, foi aplaudida de pé e, quando deixou o espaço, desabou no choro.
Mas Anitta espremeu bem o seu limão e fez uma superlimonada. Desde cedo ela soube aprender com as experiências. “Isso acontece com as pessoas de classe baixa, que estudam em escolas públicas do Brasil, onde a televisão é a maior ferramenta. Você não tem acesso aos livros, você aprende a escolher coisas boas na tevê. Aprende com o que tem à mão. Não existe uma forma certa de adquirir conhecimento”, pondera a cantora, lembrando que o que mais gosta de ver é documentário. “De todos os tipos: de guerra, de história, de animais… Adoro séries, mas não tenho tido tempo de seguir”.

O funk é a minha porta de entrada e sou muito grata por todas as oportunidades que ele trouxe, não só para mim, mas para muita gente que nasceu nas favelas do Brasil. as pessoas desconhecem como o funk ajuda uma parcela carente da população”, diz a cantora. Gravado no Vidigal, o clipe de “Vai Malandra” mostra Anitta de biquíni de fita isolante fazendo o “quadradinho” e tomando sol na laje. Ela foi elogiada por mostrar um close de seu bumbum com celulite, sem photoshop, logo na primeira cena. “a mulher real tem celulite. Fico feliz em saber do impacto positivo que a minha celulite teve nas mulheres. Nós devemos nos unir e parar de julgar os corpos e as escolhas umas das outras“, declarou, após a divulgação do clipe, para o jornal O Globo. Em sua luta contra os padrões de beleza ela também emprega garotas plus size como dançarinas.

Os minutos com Anitta estão acabando e ela faz uma pausa, pensativa, quando pergunto sobre o que realmente importa na sua vida. “O principal é o amor. Não adianta ter sucesso e dinheiro se a gente não amar e ser amado. Imagina se agora vem um terremoto e cai tudo… O que vai sobrar é a nossa família. É lá que você encontra carinho de verdade. É a família que me faz ficar com os pés no chão.


Fonte: 29HORAS

25
fev
18

No Programa da Sabrina do último sábado, 24, Anitta recebeu Sabrina Sato em sua mansão, no Rio de Janeiro, em uma matéria especial e cheia de revelações.

Além de mobilizar o cenário musical e artístico com seu projeto “Check Mate”, no qual ela se propôs a lançar um clipe diferente por mês com parcerias internacionais, a estrela se casou com o empresário Thiago Magalhães, e não esconde a felicidade por suas realizações profissionais e pessoais:

“Eu sou muito simples. Não gosto de ficar ostentando, de fazer coisas mirabolantes, eu sou tranquila. Gosto de ficar em casa com os amigos”

Sempre com a agenda cheia de compromissos, Anitta explica como está conciliando o trabalho com a vida a dois:

“A gente está tendo que tomar decisões juntos. Ele abre mão muito mais do que eu das coisas dele para ficar comigo. A gente conversa e está se organizando. Mas sempre tem um jeitinho. Quando as pessoas se gostam, vão dar um jeito de acontecer”

Para 2018, ela tem os planos de passar cerca de três meses fora do país e lançar um DVD para crianças chamado “Clube da Anittinha”.

Assista:


Fonte: R7

02
jan
18

A artista sensação do momento no Brasil, Anitta, disse à AFP que se considera feminista e que tenta combater o machismo através de seu trabalho, em meio à polêmica envolvendo seu último videoclipe, ‘Vai Malandra’, dirigido pelo americano Terry Richardson.

A cantora, de 24 anos, foi tanto elogiada como criticada por este clipe viral, gravado na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, em que exibe suas celulites, rebola na frente de rappers hipnotizados e aparece tomando sol em uma laje com várias meninas de biquíni de fita isolante.

Para algumas feministas, a hipersexualização exibida no clipe contribui para a objetificação das mulheres, em especial as periféricas, enquanto outras a consideraram um instrumento de empoderamento feminino.

E Anitta, se considera feminista?

Sim. Eu como mulher tento fazer a minha parte. Falta muito ainda para que todas nós tenhamos direitos iguais” aos dos homens, respondeu nesta terça-feira Anitta em uma breve entrevista por e-mail à AFP. “O machismo no Brasil é muito grande. Mas acredito na mudança. Juntas somos mais fortes”, acrescentou.

Um dos pontos mais criticados de ‘Vai Malandra’ foi a contratação, como diretor, do fotógrafo de moda Terry Richardson, vetado recentemente de revistas renomadas como a Vogue por denúncias de assédio sexual.

Quando estourou a polêmica, Anitta disse que quando soube das acusações contra Richardson, após a gravação do clipe, estudou o que poderia ser feito juridicamente, e que, apesar de repudiar qualquer tipo de assédio, decidiu prosseguir com o lançamento do clipe, em respeito às pessoas que tinham trabalhado nele.

– De um 2017 histórico… à Copa da Rússia 2018? –

Com milhões de seguidores em suas redes sociais, Anitta, que acaba de se apresentar no Réveillon da praia de Copacabana para 2,4 milhões de pessoas, se consagrou no ano passado como a rainha do pop no Brasil.

Depois de um 2017 repleto de parcerias internacionais e de lançamentos de singles em inglês, como “Is that for me”, e em espanhol, como “Paradinha” e “Downtown”, com J Balvin, seu nome começa a ganhar força fora do país.

O ano de 2017 “foi muito importante na minha carreira. (…) Considero que marcou minha história para sempre”, disse a cantora, citando o ‘Check Mate’, projeto audacioso em que lançou um clipe por mês de setembro a dezembro, que acaba de concluir com “Vai Malandra”.

O sucesso de “Vai Malandra”, aliás, é significativo: já acumula 90 milhões de visualizações com pouco mais de 15 dias no YouTube.

E é graças a este hit – que chegou a estar no top 20 global do Spotify e que a levou a entrar no top 10 de um ranking da Billboard – que alguns já se aventuram a compará-la com divas como Shakira, Rihanna e inclusive Beyoncé.

Anitta se orgulha, além disso, de ajudar a dar cara nova à riqueza musical do Brasil no exterior, mundialmente associada ao samba ou à bossa nova. “Acho que o fato de estarmos com um funk lá fora mostra ainda mais nossa diversidade musical. [É] Importante pra tanta gente que trabalha com música e com o funk”, afirmou.

Tenho algumas músicas já prontas para 2018. Muita coisa legal está por vir”, disse a artista, misteriosa, sobre os próximos passos da carreira.

Perguntada sobre os rumores de que poderia ter alguma participação na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a cantora a princípio negou, mas demonstrou interesse: “Não houve convite. Eu adoraria, claro!”.


Fonte: ISTOÉ

27
dez
17

A Revista “Época” publicou um artigo falando sobre tudo que aconteceu na carreira de Anitta esse ano, incluindo, o projeto Check Mate e carreira internacional. (mais…)

Thay Postagem por: Thay
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