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02
jan
18

A artista sensação do momento no Brasil, Anitta, disse à AFP que se considera feminista e que tenta combater o machismo através de seu trabalho, em meio à polêmica envolvendo seu último videoclipe, ‘Vai Malandra’, dirigido pelo americano Terry Richardson.

A cantora, de 24 anos, foi tanto elogiada como criticada por este clipe viral, gravado na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, em que exibe suas celulites, rebola na frente de rappers hipnotizados e aparece tomando sol em uma laje com várias meninas de biquíni de fita isolante.

Para algumas feministas, a hipersexualização exibida no clipe contribui para a objetificação das mulheres, em especial as periféricas, enquanto outras a consideraram um instrumento de empoderamento feminino.

E Anitta, se considera feminista?

Sim. Eu como mulher tento fazer a minha parte. Falta muito ainda para que todas nós tenhamos direitos iguais” aos dos homens, respondeu nesta terça-feira Anitta em uma breve entrevista por e-mail à AFP. “O machismo no Brasil é muito grande. Mas acredito na mudança. Juntas somos mais fortes”, acrescentou.

Um dos pontos mais criticados de ‘Vai Malandra’ foi a contratação, como diretor, do fotógrafo de moda Terry Richardson, vetado recentemente de revistas renomadas como a Vogue por denúncias de assédio sexual.

Quando estourou a polêmica, Anitta disse que quando soube das acusações contra Richardson, após a gravação do clipe, estudou o que poderia ser feito juridicamente, e que, apesar de repudiar qualquer tipo de assédio, decidiu prosseguir com o lançamento do clipe, em respeito às pessoas que tinham trabalhado nele.

– De um 2017 histórico… à Copa da Rússia 2018? –

Com milhões de seguidores em suas redes sociais, Anitta, que acaba de se apresentar no Réveillon da praia de Copacabana para 2,4 milhões de pessoas, se consagrou no ano passado como a rainha do pop no Brasil.

Depois de um 2017 repleto de parcerias internacionais e de lançamentos de singles em inglês, como “Is that for me”, e em espanhol, como “Paradinha” e “Downtown”, com J Balvin, seu nome começa a ganhar força fora do país.

O ano de 2017 “foi muito importante na minha carreira. (…) Considero que marcou minha história para sempre”, disse a cantora, citando o ‘Check Mate’, projeto audacioso em que lançou um clipe por mês de setembro a dezembro, que acaba de concluir com “Vai Malandra”.

O sucesso de “Vai Malandra”, aliás, é significativo: já acumula 90 milhões de visualizações com pouco mais de 15 dias no YouTube.

E é graças a este hit – que chegou a estar no top 20 global do Spotify e que a levou a entrar no top 10 de um ranking da Billboard – que alguns já se aventuram a compará-la com divas como Shakira, Rihanna e inclusive Beyoncé.

Anitta se orgulha, além disso, de ajudar a dar cara nova à riqueza musical do Brasil no exterior, mundialmente associada ao samba ou à bossa nova. “Acho que o fato de estarmos com um funk lá fora mostra ainda mais nossa diversidade musical. [É] Importante pra tanta gente que trabalha com música e com o funk”, afirmou.

Tenho algumas músicas já prontas para 2018. Muita coisa legal está por vir”, disse a artista, misteriosa, sobre os próximos passos da carreira.

Perguntada sobre os rumores de que poderia ter alguma participação na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a cantora a princípio negou, mas demonstrou interesse: “Não houve convite. Eu adoraria, claro!”.


Fonte: ISTOÉ

27
dez
17

A Revista “Época” publicou um artigo falando sobre tudo que aconteceu na carreira de Anitta esse ano, incluindo, o projeto Check Mate e carreira internacional. (mais…)

Thay Postagem por: Thay
22
dez
17

Além da exposição impressionante (o clipe “Vai Malandra” caminha, célere, rumo a 30 milhões de visualizações), o novo trabalho de Anitta suscitou um debate sobre a mulher retratada ali: Objetificada? Fortalecida? “A malandra do clipe é a dona da história”, diz a cantora, que mostra seu corpo sem retoques (“a mulher real tem celulites”), e defende a realidade da favela mostrada no clipe. “Nada foi inventado. Ele expôs a realidade do funk e das favelas cariocas”. Ela conversou com Maria Fortuna.

O Globo: Foi uma decisão sua mostrar o corpo sem retoques? Não disfarçar imperfeições como as celulites seria uma forma de ajudar a mulher a se liberar de padrões irreais?
Anitta: Sim, foi uma decisão minha não fazer o retoque. A mulher real tem celulite, a maioria tem. A estética de “Vai Malandra” é muito verdadeira, mostra uma favela real e com pessoas da comunidade. Fico feliz em saber do impacto positivo que a minha celulite teve nas mulheres. Nós devemos nos unir e parar de julgar os corpos e as escolhas umas das outras.

O Globo: Como encara as críticas sobre objetificação da mulher?
Anitta: Quando decidi encerrar o CheckMate (série de clipes, com um lançamento por mês) com “Vai Malandra”, eu quis voltar às minhas origens e mostrar a realidade das favelas cariocas. O funk é um ritmo que veio da periferia. É um gênero tão rico, tão brasileiro, e cheio de cultura, mas ao mesmo tempo não tem o reconhecimento que merece. A “malandra” do clipe não é objetificada, ela é a dona da história. E ela não é representada somente por mim, mas por todas as mulheres que participaram do clipe, na cena da laje ou na do baile. O clipe mostra diversos tipos de beleza, com diversas cores, pesos e gêneros. E toda essa beleza também é real, assim como a minha celulite.

O Globo: Acha que o clipe retrata bem o Brasil?
Anitta: Sim. O clipe expôs a realidade do funk e das favelas cariocas. Mostramos o bronze na laje, os bailes, o mototáxi, e a alegria que existe nas comunidades. Se você subir o morro, vai ver tudo isso que mostramos. Nada foi inventado.

O Globo: Já tem gente dizendo que o biquíni de fita isolante vai ser a fantasia do próximo carnaval…
Anitta: Desde agosto, quando gravamos o clipe, o biquíni de fita isolante virou hit. É muito legal ver isso (risos). Me divirto vendo os fãs reproduzindo os looks dos clipes e tô animada para ver as fantasias do carnaval.


Fonte: O Globo

13
dez
17

aos 24 anos, Anitta pode considerar que já tem uma trajetória de destaque, mas ainda vê desejos a realizar. Por exemplo, organizar o próprio festival e fazer outras parcerias internacionais, entre elas com o rapper canadense Drake.

Adoro Daddy Yankee, sempre escuto muito as músicas dele, o Bad Bunny também. Mas eles são pessoas mais possíveis para mim, por eu conhecer a galera do meio. Farruko também. Já no mercado em inglês, acho que o Drake é um sonho de consumo“, afirmou a cantora em entrevista à Agência Efe em sua casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Não é de hoje que ela vem abrindo esse caminho. Com parcerias com Maluma e J. Balvin, entre outros artistas, Anitta disse que viu no reggaeton a oportunidade de trazer algo novo para seu público no Brasil.

Há uns dois ou três anos, eu viajei para alguns países de língua espanhola para entender o tipo de música que o mercado popular ouvia, que seria compatível com o que o meu público no Brasil escutava, e aí eu conheci o reggaeton“, argumentou a cantora, para quem o funk e o estilo latino têm muitas semelhanças.

Eu sempre quis trazer novidades para o meu público, de música, de parcerias, de ritmos, e o reggaeton foi uma dessas oportunidades.

Em relação à possibilidade de fazer carreira internacional, Anitta disse não ver a diferença de idioma como um problema. Para ela, o fundamental é ter perseverança.

A língua é uma barreira grande [para a carreira internacional], mas não extrema. O mercado sempre vai preferir consumir a língua local, mas se você persistir e mostrar que é possível eles acabam consumindo o que você toca também

Por enquanto, Anitta não pensa em uma turnê fora do Brasil. Seu objetivo, atualmente, é fortalecer o trabalho que já vem fazendo no exterior, para só depois pensar em show fora

Primeiro eu quero concentrar a minha energia e o meu esforço em divulgar o trabalho e torná-lo grande nesses mercados, para depois sair com a minha música para me apresentar

Outra meta da cantora é ter um evento próprio. Entre um show e outro, Anitta idealiza o seu próprio evento no Brasil, um plano que vem nutrindo há algum tempo, apesar de ainda não ter estipulado uma data.

Tenho essa vontade, sim. Estou mexendo alguns pauzinhos, mas não é tão rápido, principalmente pelo fato de que eu estou, ao mesmo tempo, gerindo várias outras coisas na minha carreira e a carreira de outras pessoas. São muitas coisas, então não é com a mesma rapidez que seria se eu tivesse cuidando apenas disso. Se eu tivesse cuidando apenas disso, seria bem mais rápido

Com a carreira a mil, a garota nascida em Honório Gurgel, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, apontou que seu objetivo a curto prazo é continuar trabalhando para conquistar o que for possível.

Eu estou realizando todos os meus sonhos. Tinha muita vontade de fazer uma música entrar nos tops globais, e já tenho isso. Esse era um sonho que eu não sabia quando iria alcançar. Nem imaginava que este ano eu conseguiria isso, e aconteceu. Não tenho a ambição de ser a maior do mundo, a maior das maiores em tudo. Só desejo que as coisas aconteçam do tamanho que elas têm que acontecer. Espero dar continuidade a isso

A pausa para ser mãe, que chegou a ser especulada pela imprensa, por enquanto, ela deixa no ar. “Tenho essa vontade, mas não tenho certeza de quando ainda. Daqui a cinco anos eu vou parar? Não sei. Pode ser antes, pode ser depois“, afirmou.


Fonte: G1/Agência Efe

Central Anitta Postagem por: Central Anitta
30
nov
17

Com um look meio retrô, mas ao mesmo tempo super atual, Anitta é capa da edição 225 da revista TOP Magazine. Além de um ensaio maravilhoso, também já está disponível uma entrevista super bacana onde a cantora fala sobre sua carreira, gostos, futuro e outros assuntos.

Confira abaixo trechos da entrevista, vídeos dos bastidores e também algumas fotos desse photoshoot.


Anitta: Essa Mina é Louca e não fica Paradinha. Seu Ritmo Perfeito já atravessou as fronteiras brasileiras e Sua Cara já está estampada na imprensa internacional. Ela Não Para! Anitta, essa Mulher, veio pra nos dar CheckMate e causar um estouro… Bang!

Na internet, ela é chamada de “Rainha do Lacre” (uma versão 2017 do antigo “namoradinha do Brasil”), já que qualquer coisa que faça vira assunto. Cantora, compositora, produtora, coreógrafa e empresária, tem todos os seus passos cuidadosamente pensados. Estrategista como poucas, movimenta milhões de cifras, seguidores, views e execuções em rádio e streaming. Tudo o que Anitta toca vira ouro! E muitas marcas já estão surfando na onda dessa carioca de apenas 24 anos – é embaixadora da Renault e seu rosto é um dos que mais aparecem em propagandas de TV. De origem humilde, Larissa de Macedo Machado começou a cantar aos 8 anos, no coral de uma igreja, no subúrbio do Rio de Janeiro. Foi lançada como MC Anitta, mas de lá pra cá ficou mais pop, sem deixar de lado o funk, ritmo que defende com unhas e dentes. Agora, “Anira”, como é carinhosamente chamada pelo público após iniciar a carreira internacional, está focada em feats com artistas estrangeiros e sonha em cantar com o rapper canadense Drake. Até lá, causa muito barulho por aqui com o inovador projeto CheckMate, no qual um clipe é lançado por mês em seu canal no YouTube, como Will I See You e Is That For Me (que estreou nas rádios americanas no fim de outubro, mas antes já estava entre as 50 mais tocadas no Spotify dos EUA). Em um raro momento de folga, ela bate um papo com a TOP…

TOP: O que você diz para quem falou lá em 2013, quando lançou Show das Poderosas, que faria sucesso só com a música de estreia?
Anitta: Eu não digo nada. Eu trabalho, porque isso diz mais que qualquer coisa.
TOP: Como está sendo o projeto CheckMate?
Anitta: A intenção era fazer uma estratégia nova no Brasil. Com o primeiro single, queria conquistar outro público que nunca desbravei antes, então não tinha parâmetro de números, porque é um trabalho bem diferente, não é popular e comercial da maneira que costumam me ver. Está tocando em rádios adultas, mas os jovens não estão acostumados. Minha mãe me manda mensagem o tempo inteiro, diz que está viciada na música, não para de ver o clipe. Os outros singles vão vir numa crescente de ritmos, estilos, línguas…
TOP: Quando teve certeza de que era o momento de investir na sua carreira internacional?
Anitta: Quando me deu vontade. Já tinha conquistado muita coisa aqui no Brasil e queria quebrar barreiras e rótulos. Estudei bastante tempo para fazer da melhor maneira possível.
TOP: Como foi descobrir e lançar uma cantora de sucesso como a Pabllo Vittar?
Anitta: Eu adoro pesquisar novas pessoas, coisas que estão aparecendo ou que têm um nicho. Gosto de trazer para perto, e convidei a Pabllo para cantar comigo no Carnaval. Falei “cara, você vai bombar muito!”. E o Diplo, que é parte do grupo Major Lazer, é um amigo de longa data. Fizemos Sua Cara no final do ano passado, e na finalização, ele sugeriu um projeto de parcerias. Soube da Pabllo e perguntou o que eu achava de colocar um backing vocal (uma participação curta). Eu falei “Nãããooo! Coloca mais”. Ele perguntou se eu não me importava e eu disse “coloca todas as participações dela”. Porque sabia que ia ficar incrível. As pessoas têm esse medo da competição, acham que vão roubar seu lugar. Eu sou o contrário, acho que quanto mais união, melhor para todo mundo. O público vê vários artistas fazerem sucesso ao mesmo tempo, se apoiando, sem briga, e trazem isso para a vida deles. Acaba sendo uma vitrine de que é possível dar certo, ser feliz na sua profissão, na sua vida, sem competir com o outro. Amo passar esse tipo de mensagem. Eu falei “cara, vamos fazer um clipe, porque o Brasil vai amar!”. Ficou lindíssimo, é o mais acessado de todos da minha carreira.

Bastidores + entrevista:

Fotos:

A revista já está à vendas nas bancas!

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