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10
maio
18

Em entrevista ao Jenesaispop, Anitta falou sobre parceria (profissional e pessoal) com J Balvin, criticas, apropriação cultural, relação com Iggy Azalea após “Switch” e mais. Confira a entrevista traduzida na íntegra.


Com o surgimento do pop latino, ficou claro que os charts britânicos e americanos são bons, mas não são tudo nesta vida. A cantora brasileira Anitta é um expoente. Sem número 1 no Reino Unido ou na Billboard, o número de acessos de hits como “Downtown” com J. Balvin, a hipnotizante “Vai Malandra” ou “Machika” são contados por centenas de milhões no YouTube. Aproveitando sua visita a Madri na semana passada, pudemos conversar com ela em um hotel do centro sobre os novos tempos da música pop, do pop latino, da apropriação, da importância de uma boa melodia independente da produção ou da mensagem de sua música em torno – ou não – da sexualidade.

J: Brasil é uma potência musical muito grande: há muita gente e muito interesse pela música, por que para você é importante um mercado musical como o da Espanha?
Anitta: É um sonho. Os artistas brasileiros não sentem a necessidade de sair. É quase como um continente porque é tão grande que você pode ser muito feliz fazendo a música que você faz, e depois ir para outros países em férias e ter sua privacidade. Mas para mim é um desafio, quando vejo algo que parece impossível, quero fazê-lo. Muitas pessoas me disseram que era impossível fazer o que faço hoje e é por isso que eu queria fazer isso. Eu não queria no começo, mas uma música minha em português começou a tocar aqui na Espanha, “Show das Poderosas“. Em Portugal é normal, mas a Espanha era muito nova para mim. Em 40 Principales eles me pediram para cantar, eu vim aqui e não consegui falar uma palavra de espanhol. 5 anos atrás. Eu me senti muito mal porque eu amo me comunicar, eu tinha vergonha da tradução na TV ao vivo e eu ficava louca. Quando voltei para o Brasil, contratei um professor de espanhol e foi assim que começou meu desejo de aprender espanhol. Meu professor me contou que a história do reggaeton era a mesma do funk no Brasil, ele me ensinava coisas novas e eu estava muito interessada. Comecei a viajar para conhecer a indústria de outros países, e assim conheci J Balvin. Eu fiz outra viagem apenas para conhecer música.

J: Houve um tempo em que trabalhou com o Major Lazer, Iggy Azalea … teria representado um salto internacional para você, mas na verdade, agora, parece que abre mais portas trabalhar com um artista latino. Quando você acha que houve uma mudança?
Anitta: Eu fiz “Ginza” com J Balvin para o Brasil e uma música com Maluma. Eu acho que foi a união desses movimentos. Aí então Major Lazer, Alesso… Mas J Balvin foi o mais importante de todos. Não só por “Machika” e “Downtown“, mas porque ele me ajudou muito nos bastidores, em coisas que não tinham nada a ver com ele.

J: Coisas como conselhos pessoais?
Anitta: Coisas da minha carreira: “que programa você vai fazer, pegue este telefone, leve esses contatos, vá para essa rádio”… me ligava com pessoas com as pessoas dizendo: “uma amiga vai lá”. E fiz o mesmo por J Balvin no Brasil.

J: Você trabalha cara a cara com seus colaboradores ou via e-mail?
Anitta: Eu sou minha empresária, gerencio minha própria empresa no Brasil e para administrá-la tem que ser por telefone. Eu não gosto do e-mail porque é muito demorado. Eu faço tudo por telefone. Se não, eu não poderia ser minha própria empresária.

J: Eu estava me referindo mais sobre [parceiros de] composição…
Anitta: Às vezes, escrevo uma ideia ou envio “voice notes”. “Eu tive essa ideia, olhe!”, E eles me mandam algo de volta. Eu faço muitas coisas assim em português. Eu trabalho com os mesmos produtores faz 6 ou 7 anos. Estamos muito acostumados com isso. Quando eu digo algo, eles já sabem [o que eu quero].

J: A melodia, produção ou ritmo é mais importante para você?
Anitta: A melodia. A produção pode matar, mas também pode salvar uma música. Mas quando você tem uma boa melodia você não precisa de nada, para mim essa é a melhor música de todas. Quando eu faço uma música só com a voz, essa música é muito bonita. Para mim, essa é a chave: uma música que não precisa de produção. Nós podemos colocar a produção, é claro! “Vamos colocar a produção para ser mais comercial”, obviamente, como em todas as músicas, mas se você canta e não precisa de mais nada, é uma boa música.

J: Este é também o caso de “Vai Malandra“?
Anitta: “Vai Malandra” é uma música que precisa de produção. Se eu cantar ‘Vai Malandra’ para você aqui, não será tão incrível, porque tem uma parte mais falada, menos cantada. Mas a parte cantada (cantarola a parte de “Vai Malandra“), isso é muito forte. Essa melodia é a chave.

J: Quando essa música saiu bombou no Youtube e teve milhões de acessos no Spotiy Brasil, achei que poderia funcionar melhor nos Estados Unidos e na Espanha. Mas não…
Anitta: Com “Vai Malandra“? Eu não esperava nada. Apenas no Brasil. Eu fiz um projeto chamado “Checkmate”: fiz músicas em outros idiomas, um trabalho dedicado a cada lugar. Felizmente foi mais bem sucedido do que eu esperava, minha intenção era apenas ter bons números no Brasil para apresentar que eu canto em inglês, canto em espanhol… mas não tive grandes sonhos. “Vai Malandra” foi a finalização do projeto “Checkmate”, para que meu público no Brasil não dizer que eu não cantava mais em português, que eu não gostava mais do meu país. “Vai Malandra” foi totalmente para o Brasil. Eu nunca imaginei que outros países ouviriam “Vai Malandra” por ser um funk, que é um novo ritmo, que pessoas de outros países ainda não conhecem tão bem. E porque é em português, porque a língua é uma barreira muito grande. Eu fiquei muito surpresa.

J: Mas nos Estados Unidos muitas canções latinas fizeram sucesso.
Anitta: Latinas sim, mas em português não. A comunidade latina que fala espanhol nos EUA é muito grande, mas em português, não muito. E a linguagem faz muita diferença.

J: Os Estados Unidos são importantes para você ou, neste momento, é só mais um país?
Anitta: É bom. Antes eu pensava mais: “Eu quero, eu quero, eu quero!”. Mas agora que tudo está indo muito bem na minha carreira, estou muito realizada. Eu amo a língua espanhola, as pessoas, o público, eu quero aproveitar mais deste momento sem pressa. Eu não preciso de pressa. Eu tenho 25 anos. Se acontecer em outros países, se aparecer uma música que eu gosto, eu vou fazer. Mas eu quero fazer música que eu amo, não fazer música para conseguir algo, um público, um país. Eu quero fazer o que eu gosto. Não fazer uma música porque as rádios vão tocar isso. Se eu não [amo] ela…

J: Por que você gravou o vídeo de “Vai Malandra” em agosto, mas só lançou em dezembro?
Anitta: Porque eu gravei na favela como parte do que seria “Checkmate”, a última tacada, o último movimento. Eu tirei as fotos, e a expectativa era ótima. As pessoas diziam: “O que está acontecendo?” Eles esperaram pela música (Vai Malandra) e toda vez que eu saía com outro tema (“Downtown“, etc), as pessoas diziam: “Não é em português!”. Deixei claro que para eles, o Brasil, a favela, o funk, estariam no final de tudo.

J: O que as pessoas opinam te influencia?
Anitta: Sim, porque eu queria chamar a atenção para todas as músicas. Se eu tivesse lançado um funk no começo, “Vai Malandra” teria sido o maior e os outros não teriam tido a atenção necessária.

J: Em todo caso, sempre haverá críticas: se você cantar em outro idioma, [vão criticar] porque você canta em outro idioma. Se você está na favela, vão criticar por apropriação…
Anitta: Do apropriação eles falavam pouco, mas eu digo que: “olha, estou mostrando algo que faz parte da minha vida”. Agora eu moro em outro lugar? Sim. Agora tenho dinheiro? Sim, mas os 8 ou 9 anos da minha vida foram assim, como fizemos no vídeo.

J: Como foi a sua vida quando criança e adolescente?
Anitta: Muito simples. Eu ficava muito em casa porque não tinha dinheiro para sair. Morava em um bairro no Brasil que para ir perto da praia era muito perigoso. Eu não tinha dinheiro para pagar condução, então ficava em casa brincando com amigos da minha rua, ou com minha mãe, minha família. Uma vida feliz mas perto de casa. Brincando na rua com as outras crianças, mas muito felizes.

J: E é daí que vem a ideia do biquíni com fita isolante? De não poder comprar um…
Anitta: Não, não de mim. Eu costumava fazer este banho de sol, porque é muito quente no Brasil, mas a praia estava longe e você tem que gastar muito dinheiro [para ir]. Então você fica em casa tomando banho de sol. Essa ideia da fita surgiu nesses lugares no Brasil onde eu morava. Mesmo que eu não more mais lá, ainda visito minha família, dou doces para as crianças e vejo tudo. Começou a moda da fita e eu coloquei no meu vídeo. Eu trouxe a garota que criou essa ideia para o vídeo (Erika Bronze).Ela é a primeira de todas que aparecem no clipe, colocando as fitas.

J: Sua música tem um componente sexual muito forte. A música pop sempre teve isso, de Elvis, Michael Jackson… Você acha que o componente sexual torna isso, como arte, menos valorizado?
Anitta: É parte do interesse das pessoas: quando querem se divertir, quando querem dançar, quando querem coisas que fazem você pensar em diversão, elas pensam em sensualidade. Eu tenho minha sensualidade, eu amo dançar, nas letras também. Mas o que estou tentando fazer é usar isso para passar mensagens mais importantes. Como a favela: era para mostrar uma coisa feliz em um momento muito difícil para o Brasil. Eu queria mostrar uma parte bonita. Com a minha celulite eu queria falar com as meninas: se você tem celulite, não vai chorar por isso. As mulheres têm. Quando olham para as revistas, pensam que apenas elas possuem imperfeições, e queria mostrar que eu, sendo artista, também tenho. Quando convidei a drag queen de “Sua Cara“, foi para passar uma mensagem: também merece respeito, também merece trabalhar. Porque no Brasil as travestis não são muito respeitadas. Meu público é muito jovem e nessa idade eles não gostam muito de ouvir. “É chatooooo!” Eu tento passar uma mensagem de uma maneira engraçada, quando eles ouvem a música de uma maneira engraçada, eles dizem: “olhe, uma drag queen”, e eles começam a debater sobre isso sem sentir que estão fazendo algo importante. Quando coloquei a flor da Amazônia no meu vídeo foi porque o presidente do país quis liberar o desmatamento e achei muito importante que elas prestassem atenção a isso. Sem falar, eu coloquei e as pessoas disseram: “Obrigado, porque o turismo é muito baixo e é importante que as pessoas queiram vir porque traz dinheiro, incentiva a economia”. Eu sempre tento fazer algo que faça as pessoas pensarem, não apenas uma música que faça as pessoas dançarem.

J: Uma colega escreveu um artigo que eu achei muito interessante, dizendo que ela achou que viu nos vídeos de Madonna, a Madonna sendo sua própria fantasia sexual, com 7 garotos, etc., mas Beyoncé dedicou-se mais do que tudo à fantasia masculina. Qual seria o seu caso? Você se direciona mais para o público masculino ou faz os vídeos para si mesmo?
Anitta: Eu faço para as mulheres, porque eu quero que as mulheres se sintam livres para fazer o que elas querem. Há mulheres que gostam [de mostrar sua sexualidade], mas têm medo de ser julgadas e têm que ser livres para escolher o que querem fazer. Eu tenho uma música chamada “Will I See You” com Poo Bear, o compositor de Justin Bieber, e no vídeo eu estou completamente nua. Mas a música é romântica, é a música mais difícil que eu cantei, e eu queria mostrar esse lado oposto. Eu posso cantar bem e ser sensual, ser romântica e ser sensual. Para ser romântica, não preciso deixar minha sensualidade de lado, essa é a mensagem que queria transmitir. Eu me dedico muito para as mulheres, para que elas olhem para o que eu estou fazendo, encarem as críticas e digam: “Eu também posso fazer isso”.

J: Eu li que álbum não é importante para você, que você prefere músicas soltas.
Anitta: Porque às vezes as pessoas, para completar o número de músicas em um álbum, colocam qualquer música e eu não gosto disso. Eu só quero as melhores.

J: Você não escutou álbuns inteiros quando criança?
Anitta: Escutava, mas acho que agora é um momento diferente. As pessoas ouvem uma música e se cansam, procuram outra. Eles se cansam muito rápido de tudo. Para mim, é mais inteligente fazer uma música, outra … com pequenos espaços entre elas, não tão próximas umas das outras.

J: Mas então você nunca vai ganhar o Grammy de melhor álbum.
Anitta: Não me importo!

J: O que você sabe sobre música espanhola?
Anitta: Eu escutei um pouco, ouvi mais músicas em espanhol, eu já sabia mais em inglês. Eu amo Alejandro Sanz, eu cantei para ele no Grammy Latino, eu cresci ouvindo sua música, o que é incrível. E eu amo Luis Miguel. Eu amo! Eu quero ouvir mais coisas porque adoro falar sobre referências antigas, saber sobre referências antigas.

J: Como está sua disciplina diária em termos de composição ou gravação? Você manda ritmos e canta sobre eles, o contrário…?
Anitta: Não. Eu acordo e se eu tiver uma inspiração, eu pego o telefone e digo [para um dos produtores]: “olha essa ideia”. Se não tenho inspiração, não fico em casa e digo: “Tenho que fazer (forçadamente) uma música”. Às vezes eu estou em casa, no banheiro e vem para mim, e é isso. Eu prefiro assim.

J: E sua empresa é toda sobre Anitta, certo?
Anitta: Sim.

J: Eu suponho para fazer um produto tipo a Rihanna, com perfume, acordos com marcas…?
Anitta: Não. Eu tenho uma empresa porque não tenho um empresário no Brasil. Tenho meu escritório com meus funcionários, um para lançamentos, outro para shows… A empresa é meu escritório, onde faço minha carreira, porque não tenho um empresário.

J: Você sabe alguma coisa sobre Iggy Azalea desde a sua colaboração? Foi uma música muito legal…
Anitta: Não tenho contato, mas foi muito importante para mim.

J: Está sumida…
Anitta: Há momentos na carreira de cada artista. Mas eu gostei da música e ela foi muito generosa comigo, foi a minha primeira apresentação na televisão dos EUA, no programa Jimmy Fallon: uma grande conquista para o meu país. Foi um momento muito importante.

J: O que você acha que aconteceu com ela? Você acha que ela pode ter perdido a carreira pela questão de apropriação?
Anitta: Eu não sei … acho que é uma coisa do momento. Às vezes a pessoa não dá importância a isso. No momento eu tenho 4 músicas no top 20 do Brasil, mas eu não as fiz pensando em ter números. Foi uma consequência, como “Indecente“. Essa música era que eu estava em Miami e meu aniversário estava chegando. Eu estava com os compositores de “Machika” e “Downtown” e queria convidá-los para uma festa porque eu amo a festa e fiz uma em minha casa. Eu pensei: “em 20 dias eu quero fazer um vídeo ao vivo na minha festa de aniversário”. E é por isso que lancei a música, perguntei à gravadora se autorizava este lançamento [mesmo estando com outros singles no mercado]. Eu pensei: “Eu quero me divertir, fazer a música com meus amigos, depois pensamos na divulgação”.

J: E [as músicas] vão se sustentar espontaneamente?
Anitta: Não. Algumas músicas eu tenho que planejar. Estou planejando os próximos para que todos possam ouvir e opinar, mas às vezes faço isso apenas por prazer.

J: Que música “avulsa” você tem orgulho? De álbuns antigos ou que não tenham sido tão bem sucedidos.
Anitta:Will I See You“, não foi um grande sucesso porque é romântica, a música romântica é mais difícil de pegar. É uma bossa nova. Uma música mais lenta…


Fonte: JeneaisPop
Tradução: Central Anitta

05
maio
18

Anitta concedeu entrevista ao site El Mundo durante sua passagem pela Espanha. A cantora falou sobre o início de sua carreira, influências, polêmicas e o Clube da Anittinha, projeto infantil que deve ser lançado no segundo semestre de 2018.

EM: Começou em uma igreja.
Anitta: Meu avô tocava e minha avó ia a igreja todos os domingos, assim comecei acompanha-la e cantar com meu avô. Tudo que aprendi sobre música, foi alí [na igreja]. Não tinha dinheiro para pagar aulas, nem para aprender outros idiomas. A igreja me ensinou tudo.

EM: Recentemente você colaborou com J Balvin. Foi pela industria ou gosto pessoal?
Anitta: Gosto pessoa. Antes de trabalhar com outra pessoa, penso em como poderá contribuir para necessidade da minha música. Não chamaria alguém visando seus números ou sucesso, e sim se realmente acredito que é bom e combina com o que faço. Com J Balvin foi assim. Não me importa ter números, se não é algo artístico. Agora que cheguei onde queria, onde sonhava, não tenho mais o objetivo de ser a número 1, só quero ser feliz.

EM: O clipe de “Downtown” tem mais de 200 milhões de visualizações. Se tornou um sucesso rápido?
Anitta: As vezes não acredito. Tenho 25 anos, comecei muito jovem, com 17 anos e com minha mãe me ajudando. Eu não saia, não vazia coisas de meninas da minha idade, só pensava em músicas e em trabalho. Agora vendo o resultado de tudo isso, para mim é incrível.
Não sinto que tenha pulado nenhuma etapa porque sonhei com isso durante muito tempo, desde pequena pensava que queria ser cantora, pedia para minha mãe me levar a programas de tv infantil para cantar, porém não tínhamos dinheiro. Era em outro estado do Brasil e não podíamos ir.

EM: E agora, sente que já alcançou o lugar que queria chegar?
Anitta: Estou completa, meu sonho sempre foi poder mostrar a outros países a cultura do Brasil. Isso é muito difícil, o idioma é uma barreira muito grande e ter conseguido isso depois de tanto tempo, para mim, é uma realização. Eu estou muito feliz, quero continuar fazendo meu trabalho, mas sem a pretensão de ser a número 1. Tô aproveitando, fazendo o que gosto, o que me dá prazer, somente isso. Não estou focando nos números de outras pessoas. Estou feliz.

EM: Lembra do primeiro passo que deu até aqui?
Anitta: Faz cinco anos que estive em Madrid pela primeira vez, quando cantei Show das Poderosas. Estava muito feliz porque as pessoas estavam escutando minhas músicas em português e eu ainda não falava nada em espanhol. Foi por estar aqui que aprendi a falar espanhol, pois ficava muito nervosa precisando de tradutor. Eu sou muito comunicativa e me incomodava não poder falar com as pessoas. Quando voltei ao Brasil, a primeira coisa que fiz foi me matricular para fazer aulas de espanhol, para aprender o idioma.Trabalhava ao mesmo tempo e quando tinha uma brecha, saia para as aulas. Agora, com músicas, aulas e assistindo a série La Casa de Papel, tenho aprendido um pouquinho.

EM: Disse que quer trazer a cultura do Brasil, quem são suas influências brasileiras?
Anitta: Marisa Monte é uma cantora brasileira que me inspira. Não é como o que eu canto. Ela é romântica e tranquila, sua voz é incrível. Não faz muitas entrevistas, fotos, não é uma pessoa que trabalha a imagem, mas sim sua música. Também escuto muito Ivete Sangalo, mas ela é mais pela personalidade, pelo seu carisma e sua maneira de fazer as coisas.

EM: Falando sobre o Brasil, parece que cada coisa que você fala ou faz, se torna pelêmica. Como isso afeta em sua vida?
Anitta: Até hoje, sou uma pessoa que tem opinião sobre todas as coisas. Meu marido me disse algo muito importante há pouco tempo, um dia que estava muito cansada porque em uma entrevista eu não me expressei muito bem e as pessoas no Brasil me atacaram por conta disso. Meu marido disse “Olha, quem não erra na vida? Errar é humano, a diferença é que você tem uma câmera e pessoas para ver cada erro que comete, mas todo mundo erra”. E comecei a enxergar as coisas assim. Temos que ter mais cuidado porque somos pessoas publicas e responsáveis pela mensagem que mandamos, mas não errar nunca é impossível. Eu trabalho e faço minhas coisas sempre pensando em minha responsabilidade. Com ou sem polêmicas, tento falar as coisas que penso.

EM: Tem sentido pressão por parte da industria sobre seu modo de vestir, sua estética ou seu comportamento?
Anitta: Não tem sido a indústria. Eu fiz cirurgia plástica, falo em todo canto e pra todo mundo, isso já foi publicado em todas as revistas do Brasil. Eu nasci, não gostava muito de como eu era, trabalhei, fiz meu dinheiro e mudei as coisas que não me agradava. Se você quer mudar, vai e mude. Eu fiz a cirurgia, mas tenho celulite, eu gosto de comer hambúrgueres, você vê, porque eu não vou esconder ou fingir que eu não tenho algo ou que eu não gosto de alguma coisa. Eu não vou ter vergonha do meu corpo. É o que estou tentando dizer.

EM: E você sente a pressão de ter que se renovar ou fazer algo melhor do que já fez?
Anitta: Sim, mas mais de mim mesma que dos outros. Sempre quero estar diferente porque enjoo. Vivo dois anos em uma casa e me canso. Amo mudar.

EM: E está trabalhando em algo novo, diferente?
Anitta: Estou criando uma animação da Anitta, Anittita em espanhol. São histórias educativas para as crianças, para ensinar a perdoar, falar outras línguas, estudar, fazer amigos, ser uma pessoa que cuida da natureza. São músicas como as minhas, feitas da mesma maneira, mas as letras são educativas, para que as crianças deixem seus celulares e passem a brincar com outras crianças.


Fonte: EL MUNDO
Tradução: Central Anitta

04
fev
18

Pelo terceiro ano consecutivo, Anitta pisou no palco do Planeta Atlântida em um show que reuniu músicas do início da carreira e recentes parcerias internacionais. Ao som de “Bang“, por volta da meia-noite deste domingo (4), a “malandra” apareceu ao lado do balé e não perdeu tempo: entrou logo na coreografia. Uma das atrações mais aguardadas do festival, Anitta mostrou, mais uma vez, aos gaúchos que é uma artista completa.

Toda trabalhada no brilho, com o cabelo preso e brincos de argola, a artista pop enfileirou hits. Depois de “Sim ou Não” e “Ritmo Perfeito“, do segundo álbum de estúdio, Anitta fez uma pausa para cumprimentar o público. “Boa noite, Planeta Atlântida!”

No último ano, Anitta também se apresentou no palco Planeta. Em 2016, a apresentação foi com Flora Matos e ConeCrew, no palco Atlântida. “É um prazer imenso estar aqui hoje, mais uma vez. Mais especial ainda! Cada ano melhor!“, vibrou.

A apresentação foi ficando cada vez melhor, e o momento tão esperado pelo público e que já é tradicional, finalmente chegou. “Cês pensaram que eu não ia rebolar meu bumbum hoje?“, e fez o famoso “quadradinho” ao som de “Movimento da Sanfoninha“.

Como se não bastasse, engatou o sucesso do momento, o funk “Vai, Malandra“, levando os fãs à loucura. O show terminou com a música que a lançou na carreira artística “Show das Poderosas” e com promessa de retorno: “Até o ano que vem. Um beijo! Tchau!

Assista:


06
dez
17

Como já foi divulgado, Anitta será uma das artistas participantes da campanha Coca-Cola Fan Feat. No último sábado, 02, nós da Central Anitta estivemos na maior fábrica da Coca-Cola do mundo, que fica em Jundiaí, para acompanhar de perto as produções das latas e para saber mais sobre a promoção.

Confira, com exclusividade, as informações da campanha Coca-Cola Fan Feat:

• A campanha começa no dia 26/12/2017, logo após o Natal.

• A campanha contará com nove artistas: Anitta, Luan Santana, Valesca, Thiaguinho, Pabllo Vittar, Simone & Simaria, Ludmilla, Projota e Solange Almeida.

• Os três mais votados gravarão uma música juntos, um clipe e um show.

• Para votar: compre uma embalagem de Coca-Cola, entre no site coca-cola.fm e cadastre-se. Depois reconheça a imagem da sua embalagem.

• Cada fã pode votar até dez vezes por dia.

• Para acumular pontos para experiências incríveis com seus ídolos, cadastre as notas fiscais das embalagens compradas após o seu voto.

• Em algumas lojas, haverá um “boost” de pontos e cada embalagem valerá mais pontos pra ganhar as experiências.

• Aqueles que mais acumularem pontos podem ganhar experiências como: backstage do clipe do feat vencedor, encontro com os ídolos e par de ingresso para o show com os vencedores.

Contamos com a participação de todos os fãs da Anitta. Vamos levar mais essa?! ♥

13
maio
17

Anitta foi destaque no jornal Excelsior, um dos maiores jornais do México. Na capa da publicação, o jornal nomeou a cantora como “a rainha do pop brasileiro”.


Confira a materia completa e traduzida:


Excelsior: A cantora Anitta já conquistou o Brasil, seu país de origem, e agora busca expandir seu reinando no México.

O nome Anitta tem uma relevância muito grande no Brasil. Ela simplesmente é a rainha do pop carioca. Literalmente, sua música está por todo canto e seu canal no YouTube possui mais de um bilhão de visualizações.

A sensualidade é uma de suas principais armas. Em seus clipes é evidente que o rebolado está do seu lado e é tão quente que no clipe de “Sí o No”, Maluma é um de suas vítimas e existe rumores de que os dois estão vivendo um romance.

Mas tanto sucesso não foi fácil, pois Anitta viveu uma infância sem muitos luxos.

Viveu em uma casa do tamanho de um quarto médio, sem ar condicionado; almoçava, mas não jantava e não tinha dinheiro. Toda uma historia de vida para se tornar o fenômeno da música em seu país.

Tudo o que vivi foi uma experiência de aprendizagem e cada experiência contribuiu para o meu crescimento e desenvolvimento profissional como artista.  Meu trabalho agora é levar alegria, mensagens positivas e entretenimento para todos que me escutam e que me acompanham. Faço isso nos meus shows, meus álbuns e clipes.

Uma de suas historias mais fortes que nos revelou, foi que teve dias em que sua mãe dava apenas um pedaço de frango no almoço para sobrar para a janta.

A música lhe acompanha desde pequena, quando imitava seus cantores favoritos, cantava na rua, no coral da igreja e gravava músicas para o seu canal no YouTube.

Se formou na escola do funk, gênero que até hoje prevalece em sua música, porém mesclando com pop. Seu primeiro disco homônimo foi lançado em 2013, seguido do Ritmo Perfeito (2014) e Bang (2015), sob o selo da Warner Music.

Meu perfil de música tem sido mais amplo. Comecei no funk, mas sempre escutei e experimentei outros ritmos. Sempre cantei outros ritmos nos meus shows e desde o álbum Bang, que foi um grande marco para os meus fãs. O último disco teve a missão de mostrar que sou uma mulher que pode estar em qualquer gênero.

E por falar em diversificação, Anitta está ansiosa para entrar no mercado latino-americano. Sua primeira tentativa forte foi ao lado do colombiano Maluma, com a música “Sí o No”. O clipe foi gravado na Cidade do México ano passado.

Eu o conheci através da internet depois que fiz um post sobre a música “Borro Cassette”. Os fãs começaram a falar sobre uma parceria e nos pediram. Tivemos uma química muito rápida e nos tornamos amigos, então eu cantei com ele em espanhol na versão de “Sí o No”. Adorei a experiência e farei novamente.

O clube em que gravamos tinha a estrutura exata que queríamos para esta produção e, bom, é claro que eu quero ir para o México me apresentar. Espero e acredito que será em breve.

Meu trabalho está sendo iniciado para a carreira internacional. Atualmente, estou investigando e estudando muito para, em seguida, dar mais um passo nesse caminho. Quero fazer tudo com muita tranquilidade e sabedoria.


Fonte: Excelsior

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