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24
jun
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Anitta esteve no Caldeirão do Huck no último sábado, 24, onde falou sobre primeiros passos para a carreira internacional e cantou seus hits, incluindo o single recém lançado “Paradinha“.

  • Performance de “Paradinha

  • Performance de “Sim ou Não

Performance de “Bang

  • Anitta conversa sobre carreira internacional com Luciano Huck

17
jun
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Fenômeno! Foi assim que Pedro Bial anunciou Anitta como convidada do Conversa com Bial, desta quinta-feira, 15/6. Há um ano, Anitta dizia para Pedro Bial que não queria “dar um passo em falso na carreira internacional”.

A verdade é que após algumas viagens de pesquisa e dois anos de estudos para um lançamento no estrangeiro, a gata já aterrissou nos EUA e México, com direito até a uma rebolada no palco de Jimmy Fallon. E no Conversa com Bial, ela relembrou a trajetória.

26
maio
17

Em Nova York, onde gravou seu novo clipe, Anitta revela os primeiros passos da carreira internacional, fala de fama e fracasso e sobre como reage a críticas, levanta a bandeira da autoestima e mantém foco e objetivo no que sempre quis. Ah, ela rebate quem a acha arrogante e diz que tem os pés no chão!

Anitta, 24 anos, pode ter a voz delicada, mas é firme na hora de decidir os rumos de sua vida. Depois de estourar no Brasil, emplacar vários hits e realizar parcerias que vão desde o reggaeton do colombiano Maluma, 23, até o forró de Wesley Safadão, 28, a cantora está pronta para invadir os Estados Unidos.

A popstar, que investe na carreira internacional, esteve em Nova York para gravar o novo clipe de Paradinha, totalmente em espanhol, música que será lançada no dia 31 de maio. CONTIGO! acompanhou a viagem da artista e, durante um passeio pelos diferentes porém icônicos bairros do Soho e Chinatown, Anitta contou que está empolgada com o novo desafio.

Entretanto, garantiu não deixar o sucesso subir à cabeça. “Não me acho a rainha da cocada preta”, revela, em entrevista exclusiva. Alvo de memes e críticas na internet – a maioria por conta de suas intervenções estéticas, entre elas, preenchimento labial –, Anitta confessa que já se magoou ao ler ofensas na rede. “Eu sou só um ser humano, eu sofro!”, diz sobre o que lê na web. Acompanhe o bate-papo!

Contigo!: Por que uma música em espanhol?
Anitta: Eu sou apaixonada pelos ritmos latinos. O brasileiro está se familiarizando novamente com o mercado latino, consumindo o ritmo e curtindo músicas em espanhol. Teve uma demanda deste mercado também depois das parcerias com o J Balvin e o Maluma. Eu acho que, com o tempo, tudo se globaliza. Tem gente de todo tipo de cultura em todo lugar do mundo. Somos todos latinos, acredito neste intercâmbio cultural!

Contigo!: E o que pode adiantar do clipe?
Anitta: É uma música leve, para dançar e se divertir. Tudo ficou nas mãos do Giovanni Bianco (mesmo responsável por Bang). A ideia é colocar todo mundo para dançar. Não posso revelar muito senão estraga a surpresa!

Contigo!: Não vai mais fazer álbuns?
Anitta: Eu não amo fazer álbuns, gosto mais de singles e clipes. Lá fora, a galera ainda tem costume de ouvir um álbum inteiro. Aqui não. O povo ouve o que é trabalhado na rádio. Quando você lança um álbum, você perde as outras músicas. Não pretendo lançar por isso.

Contigo!: Por que gravar nos Estados Unidos?
Anitta: Aproveitei para combinar com a minha agenda de promoção ao lado da Iggy Azalea, 26 (parceira na música Switch). Eu gosto da organização das cidades americanas. A segurança e como tudo funciona. Em Nova York, gosto dos restaurantes, das baladas e dos parques. Adoro passear por aqui, ver as pessoas estilosas pelas ruas.

Contigo!: E os planos de carreira internacional?
Anitta: A música com a Iggy foi uma introdução ao mercado norte-americano e a recepção está sendo incrível. Todas as vezes que viajo aos Estados Unidos, participo de reuniões. Também faço muito coaching para perder o sotaque, cantar de maneira mais natural. Estou dando um passo de cada vez, com calma. O povo brasileiro não pode esperar que eu me torne gigantesca de cara porque não é assim. No Brasil, também foi devagar. Foi sempre gradual, crescendo aos poucos. Lá fora, não sou ninguém.

Contigo!: Por que acha que é difícil fazer sucesso lá fora?
Anitta: Não é fácil. Dá pra entender porque talvez ninguém conseguiu. É remar uma maré gigantesca. Tem que ter muita determinação, insistência. Não tenho medo de tentar. O que eu tenho no Brasil é incrível, amo meu público, meus fãs, tudo que conquistei. É mais uma questão de alcançar novas metas, mas não vou ficar frustrada se não acontecer…

Contigo!: Qual o segredo do seu sucesso?
Anitta: Eu sou muito criteriosa na hora de escolher o que vou cantar. Eu só lanço aquilo que tenho certeza que o público vai gostar. Acho que este controle me ajuda muito. Ninguém vai lutar mais ou melhor pelo meu sonho do que eu. Só eu vou fazer do jeito que eu quero. Por enquanto, o jeito que eu quero é o que dá certo.

Contigo!: Está dando conta desta agenda repleta de compromissos?
Anitta: Eu não consigo nem dormir, fico morta. Tento equilibrar. Tem compromisso que não tem como passar para depois. É muito sacrificante, mas dá para relaxar de vez em quando. Aí eu aproveito pra ficar em casa!

Contigo!: Você já é considerada uma das maiores popstars do Brasil. O que acha disso?
Anitta: Esse título não me envaidece porque eu não tenho vaidade, não tenho ego gigante. Quando eu ouço as pessoas dizendo isso, tento fazer jus ao que elas pensam e entregar um trabalho cada vez melhor. Realmente o pop não estava acontecendo no Brasil. Eu insisti e agora tem várias outras pessoas fazendo. Isso é muito bacana, me sinto orgulhosa. Mas eu não deixo isso subir à minha cabeça, pensando que eu sou a rainha da cocada preta. Até porque pode surgir alguém amanhã e fazer algo muito melhor do que eu e ter muito mais sucesso também.

Contigo!: Por outro lado, muitas pessoas também acham você arrogante…
Anitta: Estou solteira, feliz e realizada pessoalmente. O fato de vender autoestima e autoconfiança faz as pessoas acharem que isso é prepotência ou falta de humildade. Confiança não tem nada a ver com isso. Você pode ser autoconfiante e ter autoestima e, ao mesmo tempo, ser humilde e simples. Por eu levantar a bandeira da autoestima, me pintam como exibida, dizem que eu me acho. Mas eu posso reconhecer minhas qualidades e manter meu pé no chão.

Contigo!: Você vive sendo alvo de memes na internet, muitos por conta de intervenções estéticas. Te incomoda?
Anitta: As pessoas costumam tratar minhas intervenções estéticas como uma grande questão. Não vejo dessa forma. Você tem que buscar aquilo que te satisfaz. Se está insatisfeita e pode mudar isso, por que não fazer? Eu estou bem feliz comigo. Muitas vezes as críticas me magoaram. Eu só não detalho todas as vezes para não ter que voltar nesses assuntos, mas eu me sinto muito mal. Eu sou só um ser humano, eu sofro também. Hoje estamos num momento do país e do mundo que temos que ter muito cuidado com o que falamos. Tudo é levado muito a sério. Por outro lado, se tenho uma opinião diferente do outro, as pessoas não respeitam. Me entristece, sabe? Você se sente até desestimulado de ser você mesmo, de levar a vida de um jeito leve…

Contigo!: Tem medo de que a fama mude a sua personalidade?
Anitta: Eu sempre paro para pensar nisso. A gente é sempre tão cercado de gente puxando o nosso saco, dizendo que tudo que você faz é maravilhoso, que você pode acabar esquecendo da realidade. Eu tenho sempre pessoas da minha confiança para colocarem meu pé no chão. Falam tanto e eu penso ‘será que sou isso tudo mesmo?’. Jamais teria chegado onde cheguei se eu fosse uma pessoa do mal. Pensar em tudo que conquistei e a forma que consegui conquistar me ajuda muito a me aceitar.

Contigo!: E no caso de um possível fracasso?
Anitta: A vida é feita de altos e baixos, né? Eu acredito que eu não tenho medo de fracassar justamente por saber que a vida é assim. Uma hora você pode fracassar e ter medo disso vai te fazer fracassar cada vez mais. O importante é fazer o que você ama e, se não der certo, ok. O mundo não vai acabar. É só você fazer novamente, tentar de novo. Os erros são feitos para você não errar novamente e seguir em frente.

Contigo!: Você imaginava que um dia fosse chegar tão longe?
Anitta: Esta identidade que eu criei sempre me fez acreditar que eu ia conseguir porque eu sou muito determinada. Eu sabia onde queria chegar. Sempre conquistei tudo que eu quis, na maior dificuldade que fosse, eu sempre fui atrás e dei meu jeito. Isso não é prepotência. É saber exatamente tudo o que eu quero e buscar isso até conseguir. Persistência é tudo na vida.


Fonte: Contigo!

17
maio
17

Os números confirmam: ela é hoje das maiores artistas pop, senão a maior, do país. Mas o que passa pela cabeça dessa carioca?

Tem um tempo que Anitta anda sonhando com comida. Quando não é comida, é com alguma situação na qual o inglês é o idioma obrigatório. Os sonhos da cantora contam um pouco sobre o que é viver em sua pele hoje. Passar vontade e treinar exaustivamente um inglês americano livre de sotaque é parte de um planejamento que inclui viagens frequentes a Los Angeles, ficar fluente em espanhol, dançar como Beyoncé e mudar uma imagem de moda que até um passado recente era ligada ao funk.

Todo o esforço, combinado a um pesado investimento financeiro, tem como objetivo uma aterrissagem estratégica no disputado mercado fonográfico “internacional”, ou melhor: norte-­americano. “Sou muito planejada, você não vai me ver dar passos no escuro. Enquanto não estiver tudo como acho que tem que estar, não vou em frente“, diz, depois de recusar uma das refeições obrigatórias da dieta feita especialmente pra ela.

Anitta recebeu a Trip na própria casa, uma mansão de três andares em um condomínio na Barra da Tijuca, bairro de emergentes no Rio de Janeiro. Aos 24 anos, dispensa empresários, não é de largar o osso e atribui a isso a chave pro sucesso que colhe agora. “Querer é poder” é como um mantra pra ela.

Dizem que é vizinha de Juliana Paes. Dizem ainda que o imóvel custou R$ 10 milhões, fora os gastos com a decoração, de estética pop com moveis de designers renomados. Alí, mora com a mãe, Miriam, três cachorros e uma porquinha-da-índia.

No dia da entrevista, estavam na casa também Karina, que cuida da venda de shows na Rodamoinho, a empresa que Anitta tem para gerir sua carreira com o irmão Renan, que apareceu durante a tarde; um amigo que havia dormido lá; a ex-BBB e life coach Mayra, responsável pela rotina alimentar da cantora; dois cozinheiros; um jardineiro;  uma ou dias empregadas domesticas; e Paulo, o assessor de imprensa. No terceiro andar, há uma ampla sala de dança onde a cantora treina boxe e coreografias todo dia – pra ver, basta segui-la no Snapchat.

Vinda do funk carioca – foi descoberta aos 17 anos pelo DJ Batutinha, da Furacão 2000, num vídeo no YouTube em que cantava usando um vídeo de perfume como microfone – Anitta tem um tato raro para administração que se reverte, na carreira gerida por ela mesma, em números e feitos de respeito. O ultimo: foi a única brasileira no Social 50 da Billboard americana, um ranking que mede a popularidade de artistas nas redes sociais. Ela aparece em 33º lugar, na frente de Katy Perry, Taylor Swift, Bruno Mars e Lady Gaga.

Na abertura das Olimpíadas, transmitida pro mundo todo, foi escolhida para cantar ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Para a música “Sim ou Não”, convidou o colombiano Maluma, e para o single novo, “Switch”, que lança este mês, a cantora Iggy Azalea. Antes disso, fechou parceria com o diretor criativo ítalo-brasileiro Giovanni Bianco, que já trabalhou com nomes como Madonna. É dele a direção de arte dos vídeos de “Bang” e “Essa Mina É Louca”, dois ímãs de views no YouTube, com 300 milhões e 170 milhões, respectivamente.

E isso considerado os vídeos oficiais. Com os enviados por fãs, um dado que o YouTube leva em conta para medir o tamanho dos artista, Anitta registra 2,5 bilhões de views (na couting). No Spotify, é a quarta mulher mais ouvida desde que o aplicativo foi lançado por aqui – a primeira é a Rihanna.

Nascida em 1993 com o nome de Larissa de Macedo Machado e criada em Honorio Gurgel, bairro carioca de classe média baixa, Anitta de inspirou na minissérie Presença de Anita para escolher o nome artístico. Quando criança, aprendeu a cantar na igreja, levada pelos avós paternos.

Em 2012, assinou com a Warner Music e lançou o clipe “Show das Poderosas”, que a catapultou para a fama: Anitta passou a estar em todos os lugares, fez parcerias certeiras, estudou muito, cuidou – e ainda cuida – de cada detalhe, incansavelmente. Na entrevista a seguir, as estratégias, os interesses, os sonhos e as opiniões (e algumas respostas evasivas de uma das mais influentes artistas brasileiras da atualidade).


Trip: É normal, por conta do seu primeiro sucesso, ‘Show das poderosas’, você ser associada a essa palavra. Mas você se sente poderosa?
Anitta. Se ser poderosa é ser livre para fazer o que você tem vontade e conseguir chegar aonde você quer – se poder significa fazer o que quero –, sim, me sinto.

Trip: A fama faz você pensar duas vezes antes de fazer algo?
Anitta: Não existiu até agora uma situação em que eu tenha chegado à conclusão de que não faria algo por ser uma pessoa pública. Não me privo. E nunca fui de fazer coisas erradas. Sempre medi muito as coisas e procurei respeitar o próximo. Quando você respeita o próximo, não tem erro. Meu limite é onde o do outro começa.

Trip: O sucesso não tirou nada de você?
Anitta: Não. Sou muito feliz com a minha vida. Sou dona da minha agenda, dona das minhas decisões. Tudo que faço é uma escolha minha. Esta entrevista, por exemplo, eu soube, eu quis e eu decidi que seria este dia.

Trip: Até coisas banais você consegue fazer normalmente?
Anitta: Tem uma coisa banal: comer. Amo comer exageradamente. Mas não tenho certeza se me privar de comer seja uma exigência do sucesso, talvez tenha mais a ver com saúde. Se não fosse famosa, cairia na mesma limitação.

Trip: Você faz dieta?
Anitta: Como de forma saudável. Quando escapo, escapo. No mais, dá pra você comer gostoso e saudável. É só recorrer às pessoas certas para te ajudar.

Trip: A quem você recorreu?
Anitta: Agora, à Mayra Cardi, que veio da Califórnia para passar um mês me acompanhando aqui em casa. Ela ensina as pessoas a mudarem a rotina de exercícios e cardápio. Cuida da alimentação, do treino e até da mente. Te ajuda a não ficar pensando em comida o dia inteiro, como eu ficava.

Trip: Você disse que a dieta não tem muito a ver com a fama. Mas, para uma artista pop, o quão importante é o corpo? É preciso ser magra?
Anitta: Sem hipocrisia: é importante. O trabalho que faço envolve dança fôlego e disposição, mas nem sempre saúde quer dizer magreza, ter um corpo lindo e não ser saudável. A pessoa pode ser magra, ter um corpo lindo e não ser saudável. É importante, pra mim, ter um corpo saudável por causa da dança, e pela forma como gosto de me vestir no palco. É difícil você dançar com muita roupa, por exemplo. Os movimentos ficam travados. Mas não sou refém disso. Não fico mal por isso, sabe? Não vivo em torno disso. É uma parte de um todo. Se você estpa bem, resolve isso bem.

Trip: Vivemos um momento de liberação feminista. Como você vê essa ideia de as mulheres se aceitarem como elas são?
Anitta: Acho que as pessoas tem que fazer o que se sentem felizes fazendo. Quando to a fim de cuidar do corpo e ficar incrível, faço isso e tá tudo certo! Tudo em exagero é ruim. Comer em exagero é ruim, pensar exageradamente em dieta também.

Trip: Você sempre se gostou?
Anitta: Não. Esteticamente falando, nem sempre.

Trip: Quando foi isso?
Anitta: Na adolescência. Mas não sofria com isso. O fato de eu não me gostar não significava que eu acordava e ficava reclamando com o espelho.

Trip: Você lembrava do que não gostava?
Anitta: Ah, não gostava de tudo que aparei depois, né? De tudo em que fiz plástica.

Trip: E quais foram as plasticas?
Anitta: Já fiz plástica no nariz, no corpo. Mas não quero especificar.

Trip: Você pensa em fazer outras?
Anitta: As pessoas me perguntam isso o tempo todo. Mas não, não fico com essa obsessão, pensando em fazer mais uma plástica. Tipo: “Não vejo a hora de fazer outra plástica”. E, se eu fizer, não vai ser porque eu estou infeliz. Pra mim plástica é algo simples. É como eu acordar e decidir que quero deixar o cabelo crescer ou decidir ficar loira.

Trip: Mas plásticas são procedimentos definitivos.
Anitta: Não. Se você quiser, você pode ficar mudando a plástica que fez.

Trip: Mas aí comparar com pintar o cabelo…
Anitta: Olha, me sinto completamente outra pessoa ao pintar o cabelo. Me sinto outro ser humano. Se estou com um cabelo que não me agrada, nem me reconheço.

Trip: Então, ao fazer os procedimentos você tinha vontade de se sentir completamente você?
Anitta: Não. Era vontade de fazer o que queria. As pessoas tem a necessidade de potencializar o motivo da plástica, ne? E nem pra todo mundo existe esse motivo tão grande assim. Para mim pelo menos, não. E, sabe, é justamente isso que está começando a mudar aos poucos na sociedade. As pessoas estão começando a entender que aquilo é difícil pra um, não é pro outro. Para mim, plástica não é questão nenhuma. Se fiz e não gostei, faço outra para resolver. Não potencializo as coisas como se não tivessem volta. E plástica é uma coisa que as pessoas tem dificuldade de assumir, pois tem isso do “você tem que se amar do jeito que você é”. E essa obrigação traz uma dificuldade em assumir que você fez uma. Falo isso abertamente justamente porque ninguém tem coragem de falar.

Trip: Por que você acha que as pessoas não falam?
Anitta: Quando se é uma pessoa publica, vocês [imprensa] se metem o tempo todo pra fizer se fulano era melhor antes ou depois. E tem muita gente que não gosta dessa entrada das pessoas, dessa invasão.

Trip: Você sente essa invasão?
Anitta: Acho injusto eu chamar de invasão ou reclamar. Adoro ser curtida nas minhas fotos e que meu clipe seja assistido por milhões de pessoas. Não é justo eu querer que as pessoas lotem meu show, assistam ao meu clipe, comprem meu cd, meus produtos e proporcionem a vida que tenho, e não querer que elas se metam na minha vida. Essa é a minha filosofia. Eu acho que faz parte da fama: eu pedi isso e busquei essa vida.

Trip: Então esse preço da fama nunca foi alto?
Anitta: De novo: quando vou atrás de milhões de visualizações, milhares de pessoas no show, eu sei que vai rolar uma espécie de troca. As pessoas tem curiosidade de saber da minha vida. É uma troca e respeito isso. Até quando elas são invasivas, tento entender o lado delas.

Trip: Você já declarou que sonha em ser artista desde que se conhece por gente. É isso mesmo?
Anitta: Penso em ser artista desde que nasci. Tenho fitas em que eu tinha 2 anos de idade e to cantando naqueles microfones de brinquedo. Fazia show para as minhas bonecas e apresentava programas com embalagem de perfume como microfone para meus bichinhos de pelúcia. Eu ia em festas de criança, de penetra, só para dançar. Queria ser atriz, apresentadora, cantora. Eu queria ser tudo.

Trip: Da para dizer que sua casa era musical?
Anitta: Era movida a música porque eu mesma tinha isso. A musica tocada o tempo todo porque eu pedia e fazia questão. Sempre fui muito curiosa. Queria saber como o mundo acontecia, acho que isso me levou a música, mas também me levou pra tudo. Assistia a documentário de biologia e historia, coisa que as crianças da minha idade não gostavam. E vim de um lugar humilde, onde a leitura não era estimulada. Quando mais humilde o lugar, menos você sente a presença da leitura. Na minha casa, a televisão era estimulada, a leitura eu fui atrás.

Trip: Você foi autodidata então.
Anitta: De uma forma, sim. Eu ia atrás do que me interessava. Mas recebi muito conhecimento pela TV também. As pessoas engessam o que é estudar. Tem varias formas de você adquirir conhecimento, a TV pode ser uma delas.

Trip: Ainda vê bastante televisão?
Anitta: Sim, mas procuro assistir coisas que vão me agradar. Assis a muitos documentários. E uma coisa que não imaginam que eu faça, né?

Trip: Que documentário você viu recentemente?
Anitta: É uma serie, chama cosmos, vi na Netflix. Fala sobre a teoria da criação do universo. Tenho muita curiosidade dessa coisa religião versus ciência.

Trip: Você reza?
Anitta: Muito. Creio na ciência, mas, até crendo nela, acredito no poder das minhas rezas. Rezo pra sempre me manter uma pessoa correta, pra que seja justa e merecedora das coisas que tenho. Peço a deus e aos meus anjos da guarda, a pessoas que faleceram, minha avó, por exemplo.

Trip: Você vai a igreja?
Anitta: Não tenho tempo.

Trip: Se tivesse, iria?
Anitta: Não. Nem sempre acho que as pessoas que estão ali tem bons propósitos.

Trip: Você estava contando mais cedo que assiste aos shows da Beyoncé e da Jennifer Lopez para estudar figurino e dança. Você estuda para poder opinar em todos os processos ligados a sua carreira?
Anitta: Olha, não me meto onde não sei. Se abro a boca pra falar alguma coisa, é porque tenho certeza do que estou falando, é porque já pesquisei, e vi que não to falando asneira.

Trip: O vídeo de “Bang” foi um dividir de águas?
Anitta: Foi. Muito. O Giovanni  [Bianco] conseguiu um produto e uma imagem que agradassem gregos e troianos. Aquela imagem ficou entendível pro publico da moda, pro publico que não entende nada de moda, pros adultos, pras crianças…. conseguimos mostrar que é possível fazer um trabalho popular e chique. Divertido e sensual. E, né, eu vim da favela. Minha carreira começou cantando nos bailes de favela. Hoje, canto pra publico AAA – não acredito muito nessa coisa de classe A ou B, mas as pessoas separam -, canto para todos os públicos.

Trip: Tem algo naquele clipe de você se apresentar como uma artista mais ligada a moda. Isso era uma vontade sua?
Anitta: Olha, antes eu não gostava de moda. Mas, a partir do momento em que entendi que tinha que lidar com moda, entendi que tinha que gostar. E hoje não só gosto como tento entender como a moda pode me ajudar na carreira. Não tenho tempo pra estudar como gostaria, porque, afinal, tenho um monte de coisa pra cuidar, mas sempre procuro o profissional ideal pra trabalhar comigo. E tem uma pessoa, que é a Marina Morena [empresária, filha de consideração de Gilberto Gil e Flora Gil], que me ajuda a encontrar as pessoas certas. E aí eu vou aprendendo. Acho que a gente nunca pode ter vergonha de dizer que não entende, porque senão vai continuar sem entender pro resto da vida.

Trip: Você acabou de falar da quantidade de coisas que faz. Você tem empresário?
Anitta: Hoje eu sou minha empresária. Tenho a minha empresa e supervisiono todo o funcionamento dela. São mais de 50 pessoas que vou gerindo diariamente, fora os colaboradores indiretos.

Trip: “Supervisiono” você quer dizer dá a palavra final?
Anitta: Palavra final, mas não só. Eu cuido o tempo inteiro das coisas.

Trip: E quais são elas?
Anitta: Cabelo, maquiagem, stylist. Publicidade, propaganda, patrocinadores, campanhas. Assessoria de imprensa. Mídia sociais – o que eu devo dizer nelas, quando sumo, quando volto, quando faço eles sentirem falta de mim, quando os fãs precisam de mais atenção. Coreografias. Parte musical da direção do show. Compor musicas. Lançamento de clipe. Cenário, luz, roteiro de show. Gerenciamento da equipe técnica que vai fazer isso acontecer. A venda de shows. E agora o internacional. A parte legal também, porque tudo que acontece tem contrato. Contabilidade, que é a parte que eu mais odeio.

Trip: Mas não tem ninguém pra cuidar da contabilidade pra você?
Anitta: Obvio que sim. Mas, se você não vai lá olhar, uma hora algo ruim acontece.

Trip: O que você não supervisiona? O que você confia para outro de olhos fechados?
Anitta: Isso é impossível. Não existe nada que eu nunca cheque. Estou sempre cobrando, analisando, vendo se esta tudo exatamente como gostaria que estivesse. Mas existem, sim, profissionais em quem eu mais confio. É o seguinte: quando eu contrato alguém, deixo por um mês ele fazer o que quiser. E se eu gosto, show.

Trip: Em uma profissão em que todo mundo quer pegar um pedaço do seu sucesso, do seu dinheiro, é necessário ser controladora?
Anitta: Quando eu não to prestando atenção em tudo, você pode ter certeza de que algum lugar vai ter uma falha. Mas esse controle todo, eu não faço com dor, nem com tristeza, porque eu que escolhi isso pra minha vida.

Trip: Você tem dificuldade de confiar ao outro?
Anitta: Eu digo que tenho, mas não tenho, não. Se eu encontrar uma pessoa em quem eu consiga confiar minha carreira, vou amar. Sei o quanto custa de energia para tomar conta de tudo perfeitamente. É uma rotina desgastante. Só consigo porque amo o que faço.

Trip: Seu irmão é seu sócio?
Anitta: Sim. Ele fazia faculdade de ciência da computação e eu meio que obriguei ele a vir viver minha vida e agora ele ama o que faz. Meu irmão cuida pra mim das partes mais exatas, os custos por exemplo. Ele tenta fazer as coisas que eu quero fazer pelo menor custo possível.

Trip: Dá impressão de que você tem irmãs gêmeas e que as esconde.
Anitta: Pra você ver! E alem disso tem que ensaiar, fazer show, tirar fotos com a galera, ficar magra [risos]! Essa é brincadeira. Não é tanto assim. Mas sou detalhista. Olho os mínimos detalhes de tudo, pra que tudo fique o mais próximo de perfeito. E consigo porque conheço muito o meu publico.

Trip: Uma reportagem recente dizia que você mesma agendava e fazia reuniões com patrocinadores. Continua assim?
Anitta: Sim. Semana passada eu fiz uma dessas reuniões. Dessa vez com a marca que vai patrocinar o próximo clipe. Conheço meu publico melhor do que ninguém. Então prefiro entender o que o cliente quer e ser sincera. Se meu fã não gostar, não vou fazer. Ou então digo: meu publico vai entender melhor se for desta maneira.

Trip: Quem são seus patrocinadores hoje?
Anitta: Três grandes marcas estão comigo há três anos e a gente acabou de renovar. Samsung, Adidas e Niely Gold. E eles tem meu telefone pessoal. Podem falar comigo quando quiserem.

Trip: Você ainda tem um programa no Multishow, que é ao vivo, toda semana. Nunca faltou na gravação?
Anitta: Este ano eu falei com eles que os próximos meses seriam de muita viagem, por conta da carreira internacional. E eles falaram: “Mas a gente quer muito renovar, então vamos combinar assim: você pode faltar cinco vezes”.

Trip: Em que pé está sua carreira internacional?
Anitta: Eu falo dela porque as pessoas me perguntam muito, mas por enquanto ainda estou fazendo o trabalho de base, armando o jogo.

Trip: E por que você acha que perguntam muito?
Anitta: Acho que é porque as pessoas realmente tem essa esperança de que eu consiga. Mas só falo da carreira internacional porque as pessoas perguntam. Se fosse por mim, não falaria. Não gosto de causa expectativa de uma coisa que nem sei ainda como vai ser, do que vai rolar. Eu sou planejada. E falo isso até com os managers lá de fora. “Olha, se não tiver aqui na minha frente pra eu escolher as datas, como vai ser, quanto, os números, não vou mexer um pauzinho.” Não adianta sair colocando coisas na internet, jogando aí ao léu, entende? Vou estar queimando cartucho.

Trip: Tem uma frase da Beyoncé: “i’m not bossy, i’m the boss” [Eu não sou mandona, sou eu quem manda]. Você se identifica com essa frase?
Anitta: Sim… É… Médio. Eu realmente sou quem manda, mas não gosto de ter que deixar isso claro. Gosto de ver a minha equipe crescer um nível que não precise falar “eu que to mandando” ou “a chefe sou eu”.

Trip: Eu queria voltar nos estudos. O que você está estudando agora?
Anitta: Inglês eu nunca paro. Agora faço accent coach, que é pra tirar o sotaque. Estudo espanhol. E estou lendo muito sobre psicologia. Se não fosse artista, seria uma psicóloga feliz.

Trip: Estuda psicologia em casa?
Anitta: Sim, só em casa. E tenho pessoas que vão me dando recomendações. A minha terapeuta, por exemplo.

Trip: Que tipo de terapia você faz?
Anitta: Não quero dizer, não.

Trip: Quanto tempo faz?
Anitta: Tem pouco tempo, desde que eu conheci a Mayra. Ela indicou.

Trip: Gosta de cozinhar?
Anitta: Amo! Só não tenho tempo, mas adoro.

Trip: Qual é o prato que você mais gosta de fazer?
Anitta: Pizza! Mas sei fazer tudo: panqueca, lasanha, até pão. Sei fazer muita comida, desde criança.

Trip: Tem algo que não interessa aprender de jeito nenhum?
Anitta: Se eu pudesse, aprenderia de tudo. Conhecimento é sempre libertação.

Trip: Como você se informa? Lê jornal, alguma mídia especifica?
Anitta: Leio jornal, sim. Mas não tem nada que eu acesse todo dia.

Trip: Qual sua opinião sobre o caso Su Tonani e Zé Mayer? Muitas globais se posicionara, com a hashtag #MexeuComUmaMexeuComTodas. E você^o que pensa sobre isso?
Anitta: O respeito tem que existir. Era o que eu estava falando sobre limites. O seu limite termina onde o do outro começa. Você pode ir até onde dor o limite do outro. E isso é uma coisa muito delicada, né?

Trip: Você se identifica com o feminismo, com as reivindicações do movimento?
Anitta: As pessoas me perguntam muito sobre isso, sabia? Perguntam também se sou feminista.

Trip: E o que você responde?
Anitta: Que sim, que espero que os direitos sejam iguais para todos. Nesse sentido eu me identifico com o que diz o movimento. Mas, quando vejo mulheres dizendo que são melhores que os homens e tem o direito de se sobrepor, daí não concordo. Não acho que a mulher é melhor que o homem, nem o homem melhor que a mulher. Eu não sou a favor do pensamento que diz que o homem deve ser tratado como coisa. Se não queremos ser tratadas, não podemos tratar ninguém assim.

Trip: Mas você recebe criticas por rebolar e muitas vezes é vista como objeto, não?
Anitta: É verdade. Mas olha que engraçado: recebo mais preconceito de mulheres que de homens. Inclusive, já me deparei com mulheres que se diziam feministas e julgavam minhas vestimentas e jeito de dançar. Mulheres devem se unir, não se atacar. Não existe uma formula certa pra ser melhor. Existe uma formula certa pra ser humano: respeitar o outro e se respeitar. Não gosto de nada que aponte dedos.

Trip: Já pensou que, se você fosse homem, seria menos julgada?
Anitta: Não. Acho que sou julgada por vir do funk, por dançar e porque as minhas musicas não oferecem conhecimento. Minha música é entretenimento, mas você não vai aprender… ou vai, né? Talvez minha musica conte um pouco de feminismo. Acredito que mulheres podem aprender a se amar mais ouvindo o que canto. Isso de autoestima. Pra mim, homens precisam tratar mulheres como tratam os amigos deles: sem julgar.

Trip: Você falou do preconceito que sofre por ter vindo do funk. Não tem mesmo nada sexista aí? Homem cantando funk sofre o mesmo preconceito que você sofre?
Anitta: Quando você vê um homem cantor muito vaidoso, ou que se assuma gay, ou que use roupas justas e femininas… todo mundo não tem preconceito com o cara?

Trip: Mas ainda é machismo, não?
Anitta: É verdade. Pensando bem, a sensualidade é sempre punida. Com homens ou mulheres. Se você é muito vaidoso, vão dizer que sua musica é ruim. Isso acontece comigo.

Trip: Recentemente acusaram você de apropriação cultural por causa de umas tranças que fez em salvador. Aquele era um momento em que todo mundo falava sobre esse tema. Você pensou sobre isso?
Anitta: Pensei. Mas acredito que as pessoas são livres para fazerem tranças em seus cabelos. Eu resolvi fazer no meu. Se causei algum tipo de situação que possa ter ferido alguém, essa nunca foi minha intenção. Eu gosto de tranças.

Trip: Qual é a sua ascendência?
Anitta: Tenho avós maternos nordestinos e paternos negros.

Trip: Você geralmente fala o que pensa, se coloca. Alguém já te aconselhou a ser mais comedida?
Anitta: Já, sim. E com alguma razão. Se a gente é verdadeira, jogam pedra. Mas, sabe, as pessoas tem medo de se impor, medo de falar, medo de se mostrarem como são. Justamente porque, se fizerem, vão tomar muita pedrada. Elas preferem evitar essa fadiga. Eu não. Eu falo, me coloco. E sou incansável. Prefiro dar minha opinião e ser o que quero ser, me sentir confortável na minha pele.

Trip: Alguma critica, noticia ou meme já mexeu de verdade contigo? Botou você pra baixo ou te emputeceu?
Anitta: Já. Mas não gosto de falar. Não gosto porque quando falo parece que a coisa volta. E pra mim é difícil limpar uma coisa que me deixou brava e triste.

Trip: Foram criticas?
Anitta: Não. Foram vezes que inventaram coisas, me botaram em polemica.

Trip: As vezes que inventam namorado?
Anitta: É tipo isso.

Trip: Você não teve muitos relacionamentos públicos. Namora pouco ou assume pouco?
Anitta: Não tenho problema de assumir. Se alguém pergunta se fiquei ou estou ficando, não sei mentir. No fim, não tive um namoro sério desde que fiquei famosa de verdade.

Trip: Cobram de você esse namorado?
Anitta: Opa! As pessoas têm esse pensamento de que, pra mulher ser feliz, precisa ter um homem do lado. Pelo amor de Deus, né?! Pra eu ser feliz, bastam meus amigos, uma penca de gays que amo.

Trip: Em uma época disseram que você estava namorando uma amiga, por causa de uma selfie postada por ela, ou por você, no Instagram. Vocês se pegavam?
Anitta: Quem!? Ah, já sei: a Juliana. É uma amiga minha lésbica. Não, a gente nunca teve nada.

Trip: Mas você já se relacionou com mulheres?
Anitta: Ainda não.

Trip: Poderia se relacionar?
Anitta: Sim, tranquilamente.

Trip: O tema desta edição da Trip é privilegio. Qual foi o maior que você teve na vida?
Anitta: Minha mãe. O apoio que ela me deu, o fato de ter parado a vida para nos criar, eu e meu irmão. Se não fosse o apoio da minha família, a minha vontade – que é enorme, eu sei – não teria vingado e eu não sei se estaria aqui.

Trip: E seu pai? Onde estava?
Anitta: Ele se separou da minha mãe quando eu tinha 1 ano. Mas, mesmo longe, ele ajudava.

Trip: Era um pai presente?
Anitta: Da maneira dele, sim. Olha, hoje entendo por que meu pai não era tão presente. Hoje que trabalho muito, entendo completamente.

Trip: E hoje vocês são próximos?
Anitta: Somos inclusive muito amigos.

Trip: Quantas horas você dorme por dia?
Anitta: Depende, tem dia que consigo dormir quatro, três horas, tem dia que oito. Mas sou eu que escolho.

Trip: E férias?
Anitta: Prefiro ter um intensivão de trabalho e férias mais folgadas. Quando paro pra descansar, tento realmente descansar.

Trip: O que você faz nas suas folgas, por exemplo?
Anitta: Amo ir ao cinema.

Trip: Pra onde foi sua ultima viagem de férias?
Anitta: Lós Angeles. Mas nessa roubei no jogo, acabei indo pra La porque tinha reuniões da carreira internacional. Eram férias, mas usei pra trabalhar. Antes de lós Angeles, fui pra Los Cabos, no México. Foi incrível.

Trip: Com o que você sonha – literalmente?
Anitta: Ultimamente com comida. Também sonho bastante com trabalho.

Trip: Vivemos um momento particular do pais. Como você se envolve nele? Como é a sua relação com a política?
Anitta: Influencio muita gente, especialmente os jovens, que procuram opinião pra poder formar a sua, por isso evito falar do que não entendo. Acho que vivemos um momento jamais visto antes. E é difícil dar uma opinião quando não tem o veredito de fato. Eu não consigo opinar sobre certo ou errado porque todo dia o cenário muda.

Trip: A crise financeira afetou sua carreira?
Anitta: Afetou, sim. E artista que disse que não afeta, ta mentindo. O país ta vivendo um momento no qual as pessoas precisam fazer escolhas mais criteriosas. Não estão esbanjando.

Trip: Mas você continua fazendo uma media de 20 shows ao mês.
Anitta: Continuo. Mas, se o país não estivesse em crise, os shows poderiam, por exemplo, ser mais luxuosos e custar mais. Entende? Os meus cachês seriam outros também. A equipe poderia ser outra e os shows poderiam chegar a outros lugares.

Trip: A partir de quanto custa um show seu hoje?
Anitta: Essa é uma informação que a gente não dá. E não dá porque os valores mudam. Posso divulgar isso agora e amanha o valor ser outro.

Trip: O que dá mais dinheiro? Show, venda de CD, contrato com marca?
Anitta: Geral. Eu faço uma balança onde tudo tem mais ou menos o mesmo peso. Primeiro porque não quero virar um outdoor ambulante, ostentando marcas e perdendo minha identidade, e depois porque não quero cansar o publico fazendo show todo dia.

Trip: Quanto do dinheiro fica para você e quanto é investido de volta na carreira?
Anitta: Fico com 10% do meu bruto. O resto boto de volta na carreira. Uma vez meu irmão veio com umas contas e disse: “Voce vai ficar chocada, nosso bruto é muito maior do que o dinheiro que fica contigo”. Respondi: “Não fico chocada. Minha carreira tá do jeito que eu sempre quis”.

Trip: Quando foi a coisa mais especial que o seu dinheiro comprou até agora?
Anitta: Meu clipe “Essa Mina É Louca”. Dirigido pelo Giovanni.

Trip: Quanto custou?
Anitta: Não abrimos esses valores.

Trip: Você guarda dinheiro?
Anitta: Guardo. Comigo quase não gasto, acredite.

Trip: Drogas ilícitas: usa alguma?
Anitta: Não.

Trip: Nunca usou?
Anitta: Já usei, mas foi sem querer. Meu assessor me mata se eu contar. Mas foi isto: não tinha gosto, foi oferecida na água. Não tinha ideia que era droga. Foi fora do país isso.

Trip: Mas não sentiu uma vibe maneira?
Anitta: Não, passei mal. Sou totalmente contra drogas. Mas completamente a favor de as pessoas fazerem o que quiserem da vida delas. Só não curto levantar bandeiras.

Trip: E lícitas? Bebida, cigarro?
Anitta: Bebo muito raramente.

Trip: Sobre política de drogas, você é favor da descriminalização, de uma regulamentação.
Anitta: Sou a favor da informação, estudo, educação. Não acredito em livrearbitrio sem conhecimento.

Trip: Você tem vontade de ser mãe?
Anitta: Tenho vontade de ter filhos e de adotar também. Quero muitas crianças. Mas só farei isso quando tiver tempo pra ser mãe por completo.

Trip: Pararia a carreira?
Anitta: Certamente. Porque quero me dedicar de fato. Fez muita diferença a minha mãe ter parado a vida dela pra mim. É uma doação, um sacrifício. Desde que nasci minha mãe não trabalha.

Trip: E de onde vinha o dinheiro da família?
Anitta: Do meu pai, ele trabalhou muito pra manter a gente.

Trip: Você quer casar?
Anitta: Gostaria, sim, mas não é uma obrigação. Se não encontrar a pessoa certa, não vou casar só pra dizer que casei. Seria uma mãe solo tranquilamente.

Trip: Qual é o seu maior medo?
Anitta: Perder a lucidez. Nossa mente é nosso maior bem.

Trip: Hipoteticamente: e se a fama toda acaba amanhã?
Anitta: Vou procurar fazer outra coisa que me deixe feliz. Estudar, por exemplo, me deixa muito feliz. A vida não acaba. Já tive uma sem ser famosa.

Trip: Qual é seu objetivo na carreira internacional? Um Grammy, viver nos Estados Unidos?
Anitta: Não. Quero mostrar pro brasileiro que ele tem que dar valor ao que é daqui. Brasileiro vangloria muito o que é estrangeiro e empobrece o que é nosso. Falta patriotismo e união.


Em sua casa, Anitta conversou com o Trip TV sobre o gosto pelo trabalho, pela fama, pelas cirurgias plásticas e por estudar: “o conhecimento é uma libertação”.


Fonte: Trip
Agradecimento especial: Juliana, @darlinganitta 

08
maio
17

Ontem, dia 07, foi ao ar mais uma participação da Anitta no Hora do Faro, da RecordTV. Dessa vez, ela levou Maluma, seu amigo e parceiro no hit ‘Sim Ou Não‘.

Durante a participação, a cantora conheceu uma fã pra lá de especial, a vovó Anitter, que tem um carinho muito grande por Anitta e se emocionou muito, após finalmente conhecê-la. Para completar, teve performance de ‘Bang‘ e ‘Sim Ou Não‘, dessa vez com o verdadeiro Maluma ao lado da Anitta.

Confira a participação da cantora, ou reveja, e as fotos do programa:

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Matheus Postagem por: Matheus
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