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BANG! É com essa expressão, que começamos mais um TThrowback aqui do nosso site, dessa vez, falando sobre um dos maiores, se não o maior, sucessos da Anitta: o álbum ‘Bang‘!

Lançado a exatamente um ano atrás, esse é o terceiro álbum de estúdio da cantora, projeto que serviu para firmar mais ainda o nome dela no nosso país e, consequentemente, quebrar records e elevar sua carreira à um nível que ela (nem nós) imaginava.

Para comemorar esse dia tão especial, vamos relembrar cada detalhe desse lançamento?

Eclético“. Era essa a palavra que Anitta usou desde o começo para definir seu próximo projeto, e foi isso que nós vimos. Em entrevista, em agosto de 2015, a cantora revelou: “Ele [‘A3’, até então] mistura tudo. Pela primeira vez eu consegui fazer um álbum realmente eclético“. Para completar, ela ainda resumia ‘Bang’ como: “Inovador, inesperado e irreverente“.

Desde junho do último ano os surtos sobre o novo álbum começaram, quem lembra? No comecinho do mês, Anitta revelava informações sobre ‘Deixa Ele Sofrer‘, que serviu como carro-chefe desse novo trabalho, e que já recebeu um post especial aqui no nosso TThrowback.

Além disso, nesse mesmo mês, foi revelado o diretor artístico do álbum: Giovanni Bianco, que veio a ser responsável por toda a identidade da era, desde a capa do álbum até a direção de dois clipes oriundos dele. Sobre essa parceria, a cantora revelou: “Fiz uma reunião com Giovanni e dei a ele a missão de agradar a todos os públicos que eu atinjo, de crianças à comunidade gay. Em duas semanas, ele veio com uma proposta tão única, tão impressionante que eu cheguei a chorar.”
Dirigida por Giovanni, Anitta foi clicada por Gui Paganini naquele mesmo mês, com a promessa de um visual “totalmente diferente“.

Para atiçar ainda mais seus fãs, a cantora atualizou suas redes sociais comentando sobre o álbum:

Depois do lançamento do primeiro single do álbum, em julho, o Brasil todo ficou ainda mais curioso sobre o que estava por vir na carreira da Anitta. Em agosto de 2015, ficamos sabendo o nome de diversas músicas do álbum, além dos compositores delas. Entre eles estavam Jhama, Dubeat e ConeCrew Diretoria, que viriam a ser confirmados como parcerias do álbum depois. Além desses, Projota já estava confirmado como compositor de uma das faixas.

Em setembro de 2015, a cantora prometeu uma ‘nova Anitta‘, tanto na imagem quanto na música, e completou falando que mudaria o visual para a divulgação da era, no fim, ela só cortou as pontas do cabelo e deu uma clareada, nada muito radical.
Nesse mesmo mês, Giovanni Bianco foi confirmado como diretor do vídeo clipe da música que daria nome ao álbum, até o momento, o nome ‘Bang‘ não havia sido confirmado, mas já estava entre os favoritos dos fãs, entre os nomes das músicas já reveladas.

Até outubro de 2015, tudo o que sabíamos era que naquele mês aconteceria o lançamento do álbum, sem dia revelado. Mas, no comecinho do mês, dia 02, mais exatamente, a deserto tour estava chegando ao fim.
Começaram a circular pela cidade do Rio de Janeiro ônibus com ‘Bang!‘ estampado no vidro traseiro, algo que gerou especulação no fandom, já que tínhamos uma música com esse mesmo nome entre as registradas.

E, naquela mesma tarde, todo o conteúdo do álbum caiu na internet, através de um serviço de stream. Desde a capa do álbum até a tracklist e data de lançamento do mesmo. Quem lembra dos surtos?
Minutos depois a hashtag #AnittaIsBack já figurava os assuntos mais comentados no Twitter, bem como os avatares com a estética da era. E assim, se iniciou a contagem regressiva para o single e álbum ‘Bang‘.

No dia 05daquele mês, Anitta lançou um desafio entre seus fãs, que tinha como prêmio assistir ao lançamento do clipe de ‘Bang‘ em um cinema em que ela estaria presente. Para isso, bastava colocar a hashtag ‘Bang + single do estado’ no twitter e o mais citado receberia a cantora para o lançamento. O pessoal do Rio de Janeiro fez bonito e assistiu ao clipe com exclusividade no dia 08, com a cantora em um cinema da capital.

Antes do lançamento oficial, ainda foram liberadas as letras das músicas do álbum, de forma aleatória. Através de um site, era possível tweetar os trechos que os fãs mais gostassem. Os tweets com as letras foram usados, posteriormente, em lyrics vídeos de algumas músicas do álbum.

No dia 09, o clipe de ‘Bang‘ foi finalmente lançado no Youtube da cantora, e logo depois, teve sua estreia no TVZ, que foi apresentado por Anitta. O clipe foi um estrondo, recebendo mais de um milhão de visualizações por dia, chegando ao seu centésimo dia com 100 milhões, algo inédito, até então, para um artista brasileiro. A música ficou disponível nas plataformas digitais naquele mesmo dia e, no iTunes, ela vendeu mais 500 cópias em suas primeiras 24hrs, figurando o top 10 por semanas, bem como o álbum, que entrou em pré-venda no mesmo dia.

E por falar em pré-venda, foi com ela que ‘Bang‘ ganhou seu primeiro certificado: o de ouro. Quando foi lançado, no dia 13 de outubro de 2015, digital e fisicamente, o álbum já havia vendido mais de 40 mil cópias, algo que a Warner Music Brasil, gravadora da Anitta, não havia conseguido desde 2013.

O álbum, produzido por Mãozinha, Umberto Tavares, Rafael Castilhol e Papatinho, conta com composições da própria Anitta, Jhama, Jorge Bispo, o pessoal da Cone Crew, Projota e seus grandes parceiros de composições, Jeferson Junior e o já citado, Umberto Tavares, foi elogiado pela crítica.
Para Luis Lima, da Revista VEJA, o álbum é sonoramente mais ousado e experimental dos anteriores da cantora, e que a mesma cumpriu com o objetivo de fazer uma música mais plural e de alcance a diferentes públicos, fazendo um CD mais eclético e ‘internacionalizado’.
Já Rodrigo Ortega e Braulio Lorentz do portal G1 disse que “no geral, Bang mira com precisão no pop, embora erre o alvo tantas vezes. Quando acerta, aí é para matar.” Mauro Ferreira, do site Notas Musicais, disse que Bang é o melhor álbum de Anitta e que era superior a seus dois álbuns lançados anteriormente. Ele classificou a faixa-título junto com as canções ‘Gosto Assim‘, ‘Deixa a Onda Te Levar‘ e ‘Me Leva a Sério‘ como as melhores do CD.

A turnê de divulgação do álbum se iniciou no dia 07 de abril de 2016, no Barra Music, Rio de Janeiro. Com a casa de shows lotada, Anitta contou com convidados bem especiais no show de estreia: Cone Crew, Jhama, Vitin e Projota. Até o momento, a turnê ainda está em andamento.

Bang‘ teve, no total, 4 singles: ‘Deixa Ele Sofrer‘, a faixa homônima, ‘Essa Mina É Louca‘, que conta com a participação de Jhama, e ‘Cravo e Canela‘, que teve Vitin, da Onze:20, como convidado especial.
Deixa Ele Sofrer‘: estreou oficialmente como carro chefe do álbum ‘Bang‘ em 16 de julho de 2015. A música composta por Anitta, em parceria de Umberto Tavares e Jefferson Junior, traz uma versão da cantora, mais ‘pop chiclete’, mas sempre seguindo a ideia de woman power: “Quis ressaltar a questão da autoestima na relação entre homem e mulher“.
Bang‘: Lançada como segundo single do álbum homônimo, estreou em 9 de outubro de 2015, assim como seu vídeo clipe. Logo na capa do single, já vemos a nova ideia que Anitta queria passar para seu público: “queria algo revolucionário, que todas as idades curtissem, que fosse universal“, disse ela. A canção, composta pela em parceria com Umberto Tavares e Jefferson Junior, caminha entre o pop e o trap, com influências do eletrônico e funk dos anos 70 e, de acordo com Anitta, “é uma música que pode ser cantada para qualquer tipo de público. Assim como um tiro certeiro ao alvo, é um canto de vitória“.
Essa Mina É Louca‘: confirmada como terceiro single do álbum ‘Bang‘ no começo de dezembro de 2016 e lançada oficialmente como single dia 14 de janeiro de 2016, assim como o vídeo clipe da canção. A música foi composta por Jhama e Luiz Bispo, tendo esse primeiro como participação especial, e produzida por Rafael Castilhol.
Cravo e Canela‘: A canção foi composta por Jhama e Pablo Bispo, conta com a participação especial de Vitin, vocalista da Onze:20, e foi lançada oficialmente como single no dia 12 de maio de 2016, assim como seu clipe.

Em 3 meses de lançamento, o álbum conseguiu o certificado de platina, por 250 mil cópias vendidas, físicas e digitalmente e, dois meses depois, foi revelado que o álbum já havia vendido mais de 300 mil cópias, logo se tornou o primeiro disco de diamante da cantora.

No total, a era ‘Bang‘ já ultrapassa a marca de 480 milhões de visualizações no Youtube e 82 milhões de reproduções no Spotify.


Bang: Anitta em seu sentido mais figurado ou literal

Nove de outubro de dois mil e dezesseis. Um ano desde o lançamento do hino nacional brasileiro de muito mais que uma música junto com seu videoclipe. Lembramos muito bem de ouvir uns toques de piano darem introdução a uma sequência de batidas familiares, essas que nos apresentariam a outra sequência, só que agora de saxofones animados e também familiares. Também nos lembramos dos raios “abrindo” os monitores e nos levando a uma nova direção, onde lá havia, andando em nossa direção, uma formosa silhueta que logo tomaria as mais belas cores e expressões. Tudo isso acompanhado pelas frases que grudariam em nossas mentes pelos próximos meses (quem sabe, para sempre rs) na voz que sempre nos fez rebolar a nossa bunda hoje e não faria diferente, no momento.

São tantas emoções… Lembra-nos até o quanto que essa voz teve que cantar. O quanto que essa silhueta teve que dançar. O quanto de aprendizado que a dona disso tudo teve de adquirir para enfim fazer o que ela faz: dar o tiro certo em nós. O primeiro tiro foi dado pela menina má que conquistou o Rio de Janeiro e os olhares e os corações dos funkeiros cariocas. O segundo tiro ficou por conta do show das poderosas que conquistaram metade do país e provocaram a ira da outra metade, rs. Para tristeza dos provocados e para a alegria dos conquistados, a batida que nos deixa sem pensar puxou o gatilho por mais uma vez, e ainda com um ritmo mais que perfeito. Finalmente, o tiro recente foi assim, na cara dura mesmo, anunciado como um, dado como um, com alvo, ruído, efeito e tudo (BANG!). Este último mal tem um ano.

Falar de Anitta e seus feitos é sempre uma confusão denotativa ou conotativa. Ao mesmo tempo em que alegamos estar em um “tiroteio” diante dos fortes acontecimentos de sua impecável carreira, “levando vários tiros” ou ficarmos “mortas”, sabemos que nossa cantora não levanta mão pra ninguém, muito menos uma arma, rs. Tal explicação chega a ser estúpida. Contudo, o que ela faz atinge o objetivo, rende frutos, agrada, desagrada, estende-se, movimenta-se, faz barulho, influencia vidas… Um verdadeiro tiro certo, rs.

Com seu mais recente ícone vídeo-musical, não seria diferente. Bang é a superação de seus hits patronos antecessores. Estes que haviam conquistado muitos públicos, um mais que outro, foram superados pelo mais recente disparo de Anitta. Menina Má, Meiga & Abusada, Show das Poderosas, Zen, Na Batida, Ritmo Perfeito, Deixa Ele Sofrer… Todos eles têm em comum a qualidade de ser um meio a alcançar um objetivo, que pode vir a ser a satisfação popular, o maior número de views, as maiores reproduções radiofônico, o registro de um marco cultural histórico, talvez. Bang não é diferente neste aspecto mas tem sua singularidade: é um tiro certo e explícito, em letra e arranjo. Carrega consigo a conotação artística que há em cada som e, ao mesmo tempo, a denotação de acabar sendo, de fato, um tiro certo em todos nós.

Bang é o que há de literal e também figurado em Anitta. O fenômeno da natureza que arrasta lonas e multidões e que traz a multidão para performar os mesmos passos daquela silhueta que tomava cor e seguir com aquele som proveniente do piano, das batidas e dos saxofones. É uso do termo “dominação” em seu sentido figurado mas que acaba mobilizando a dª de casa em seus afazeres, o pedreiro em seu intervalo, o empresário em sua festinha privada, o rockeiro que pega o funk e brinca com ele junto de sua guitarra, as crianças e seus algodões doces, as gays discretas e as afeminadas, as mulheres do forró, do samba e das raves. Em suma, é um verdadeiro tiro certo em todo mundo.


Prêmios e indicações da era Bang

Deixa Ele Sofrer
Melhor Clipe Nacional (Capricho Awards)
Melhor Hit Nacional (Capricho Awards)
Melhor Clipe (Melhores do Ano FM O Dia)
Novo Hit (Prêmio Multishow de Música Brasileira)

Bang
Música Nacional (Geração Z Awards)
Clipe Nacional (Geração Z Awards)
Clipe do Ano (MIXME Awards)
Música do Ano (Radio Disney Brasil)
Música Chiclete (Prêmio Multishow de Música Brasileira)
Melhor Clipe TVZ (Prêmio Multishow de Música Brasileira)


Anitta já deu adeus à essa era maravilhosa e, muito provavelmente, já está preparando uma nova! Nós, da Central Anitta, mal podemos esperar para ver o que ela está preparando, e você?

03
ago
16

Há pouco mais de três semanas, fomos surpreendidos, mas não tão surpreendidos assim, com o anúncio que nos mantém em êxtase até o momento: por ideia de Caetano Veloso, na companhia dele e de Gilberto Gil, Anitta será umas das atrações da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Parte de nós já esperava algo grandioso assim embora seja sempre uma surpresa quando percebemos que não estamos errados em afirmar que nossa cantora é a fenomenal artista que é e a vemos colher os mais maduros frutos de seu trabalho.

Caetano e Gilberto são, sem dúvida alguma, dois dos maiores ícones do nosso país, a história dos dois que o diga. A dupla começou a deixar sua marca na cultura brasileira já no final da década de 60, com o início da Tropicália, movimento artístico do qual os dois foram os príncipes e que teve como principal característica ir contra a maneira tradicional e retrógrada de se fazer arte em uma época ultraconservadora.

Apesar de ter deixado sua marca eminente na história do país, o tropicalismo durou pouco mais de um ano, pois o regime militar da época foi rápido em deter uma manifestação cultural que pregava tudo contrário aos interesses dos líderes fardados que exerciam soberania naquele período. Por serem os principais nomes do movimento considerado subversivo ao regime, os intérpretes de ‘Três Caravelas’, foram quem mais sentiram na pele o pavor da repressão: em um período de quatro anos foram presos, abusivamente interrogados e exilados.

Maria Bethânia – irmã de Caetano -, Geraldo Vandré, Chico Buarque e Rita Lee foram outros artistas, além de Gil e Caetano, que pagaram um alto preço pela liberdade a qual lhes foi retirada, resgatada após fortes atos reivindicativos e garantida para as gerações vindouras. Tais gerações chegaram e cada vez mais sedentas pela liberdade a qual sempre lhes pertenceram. A geração coca-cola burguesa e sem religião da Legião Urbana; Cássia Eller e sua geração poeta que não aprendeu a amar; em seguida, a geração imortal que não morre no final […] assim como a graciosidade dos irmãos Sandy & Júnior; e atualmente, o show das poderosas: Anitta, Pitty, Karol Conká, Ludmilla, Clarice Falcão, muitas mulheres empoderadas como querem, reafirmando onde devemos estar quando nos subestimam (onde nós quisermos, claro).
É, tais gerações chegaram.

Está tudo muito bom, está tudo muito bem. Vivemos em tempos de glória, de total tolerância entre as diferenças e o tão reivindicado sentimento de liberdade passado para nós nos completa. Pelo menos esperávamos ser assim. O sentimento de liberdade completa a todos nós, de fato… Inclusive aos que intrinsecamente desejam o fim do mesmo, livres expressam-se. Seja de uma forma explícita ao levantar em protesto um cartaz de enorme letreiro exigindo uma intervenção coercitivamente institucionalizada ou por uma forma mais discreta e disfarçada (disfarçada, geralmente, de opinião), por exemplo, repudiando as formas com as quais artistas ‘x’ ou ‘y’  fazem sua arte e até mesmo menosprezando o reconhecimento obtido por eles, como se a arte proposta fosse contra a um conceito de arte pré-estabelecido e inerente a todos que queiram executá-la. Tolice.

A arte é relativa, abstrata e abrangente. Total ignorância é resumir a arte a ditames estritos e direcioná-los como um único caminho a ser seguido por quem almeja experimentá-la. E há quem queira desfrutar dessa total ignorância: muitas pessoas descontentes com a participação de cantores populares da massa na cerimônia de abertura da Rio 2016, pois, segundo elas, os artistas não condizem com o que o país é e gerariam constrangimento internacional… Como se o mundo pensasse como eles e como se estivesse disposto a obedecer a limites impostos. Se apropriar de algo inerente há uma infinidade de agentes e defini-los de acordo com interesses próprios é a herança que os antigos ditadores da nossa história deixam para essa classe insensível e equivocada que está disposta a viver tal legado.

Há quinhentos e dezesseis anos, por um erro de trajeto, os portugueses chegaram a essa terra de dimensões continentais, hoje chamada Brasil. Aqui encontraram os índios nativos de cá. Alguns acordos e invasões depois, tivemos a presença dos companheiros espanhóis, franceses e holandeses, em uma quase simultaneidade com o povo que, de uma forma horrendamente injusta, deu base ao crescimento do país: os africanos. A forte cultura indígena entrou em choque com a forte cultura europeia e ao resultado de tal fusão foi acrescido o que o povo da África trouxe consigo para cá. Um lugar tão grande, com tantos povos e tantas culturas deliberadas, certamente, resultou, no mínimo, na mais pura definição de diversidade.

As mais variadas vertentes da cultura brasileira resistiram às barbáries dos colonos invasores e à repressão dos ultrapassados intervencionistas; não será um grupo pequeno, desinformado e iludidamente elitizado da atualidade que as ameaçará. Existe a arte e dentre as mais variadas formas de arte, existe a música, esta que carrega em si suas mais variadas formas. Nós somos o rock, somos a MPB, somos o axé, o samba, o pop, o funk… Somos música. Somos arte. Somos cultura. Somos muitas culturas e todas por uma só, em jogos olímpicos ou em jogos da vida. Somos imbatíveis.

Terá Anitta em parceria com Caetano Veloso e Gilberto Gil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, sim! E abrindo o show para Elza Soares e sua luta pela dignidade da mulher; para Diogo Nogueira e Zeca Pagodinho com o melhor da gafieira; para Ludmilla, Conká, D2 e Soffia representarem o “poder dos pretos”(!); vai ter muita MÚSICA, muita representatividade, muito Rio de Janeiro e muito BRASIL na abertura desses jogos.

Pois eu não volto pra cozinha, nem o negro pra senzala, nem o gay pro armário. O choro é livre e nós também.” Bradou Pitty, certa vez, ao tentarem calá-la. (!!!) A mulher, o negro, o gay, o índio, sejam da Europa ou da Ásia, da América Nortenha ou Sulina: aqui terá lugar para todos. Somos todos livres. Até as lágrimas: as de tristeza por quem insiste em lamentar-se e, sobretudo as de emoção por quem decide viver o momento e desfrutar de tal liberdade.
O choro é livre. Nossa arte também.

 

Central Anitta Postagem por: Central Anitta
29
jun
16

Grande maioria de nós é jovem e cheia de sonhos. Passamos a maior parte de nossos dias idealizando vidas perfeitas e momentos maravilhosos e com uma forte convicção de que a nossa vida será assim, que esses momentos ocorrerão, em breve. Só nos esquecemos de pensar em alguns detalhes. Esse “em breve” não é algo tão breve assim. Na verdade, o “em breve” significa muito tempo e, dentro desse tempo, significa muita luta, muito trabalho, muito esforço, renúncias. Pois é.

Idealizar a luta pelo que queremos e ainda mais quando queremos ter e fazer grandes coisas é, muitas vezes, um tanto que insano às nossas mentes, pois resulta em muita pressão e ansiedade, estas que, com muita recorrência, acabam totalizando em raiva, tristeza, procrastinação de obrigações (o aspirante a colunista que vos fala, no momento, que o diga). É uma verdadeira luta contra o tempo, em nome de cumprir os deveres, assim como também é uma árdua luta contra nossos sentimentos e desejos instintivos sedentos por diversão e bobeira, em nome de, EM BREVE, termos as devidas condições de suprir uma grande parte deles sem precisar se atrelar a um mundo de constantes preocupações. Vamos que vamos.

A pergunta do momento deve ser o que isso tem a ver com Anitta. Certo? Explica-se. Assim como nós, Anitta também é jovem. Não muito diferente de como ocorre conosco, a menina-mulher de vinte e três anos também está em constante luta, fazendo muitos esforços, abrindo mão de muita coisa para estar onde está e o X está aí.

Não são todos os jovens que estão sujeitos e este tipo de deslumbramento, pois há um grupo que sente o tempo passar e, ao invés de passá-lo pensando, prefere usá-lo aproveitando oportunidades que surgem. Anitta faz parte desse seleto grupo que prefere ações a idealizações e, no caso específico dela, toda sua trajetória é feita sob os holofotes da mídia e da arte – o que é relevante frisar devido a questão que abordaremos.

Nossa diva do pop está sempre a procura de estar impecável para todos que se disponham a apreciá-la – característica a qual vem sido enaltecida a cada relattório postado -, mesmo sob as pressões que uma jovem – jovem, assim como nós, lembrando – sofre quase que por questões naturais (naturais considerando que a interferência de fatores externos como padrões sociais de status é algo naturalizado por nós).

Pergunta-se agora aonde queremos chegar com tudo isso. Simples. Somos todos jovens ansiosos, procrastinadores,  cheios de sonho e se Anitta é uma jovem como nós ela também é ansiosa, ela também procrastina (na verdade, nem tanto, a mulher é uma máquina) e também é cheia de sonhos. Ainda em perfeita semelhança conosco, Larissa enfrenta seus instintos ataráxicos, mas praticando disciplina, contra eles, em nome de algo maior – coisa que uns conseguem de imediato, outros penam mais um pouco. Agora vejamos uma diferença: nós não fazemos nada sob os holofotes de todo o país, alimentando expectativas em milhões de pessoas. Anitta, sim – a questão relevante.

Se muitas vezes falhamos não correspondendo os planos daqueles três, cinco ou dez que colocam comida e ingressos pra BANG! Tour nas nossas mesas – nossas famílias – o que dizer da cantora que vive sua vida diante dos planos de todos? Muitas vezes agimos errado por adiar uma tarefa ou desistir de algum plano e isso provoca aborrecimento nos nossos familiares, mas eles também agem errado quando, com insistência e pressão, EXIGEM resultados de nós, quando traçam metas e mais metas para nossas vidas sem ao menos nos perguntar se é o que queremos, o que acontece muitas vezes. Ainda não estamos plenamente formados, somos um turbilhão de emoções, temos muitos erros a cometer e muitas lições para aprender, e iremos aprender e fazer certo o que tiver que ser feito na hora certa. Da mesma forma é com a nossa cantora: uma artista na fase inicial de sua promissora jornada, graças aos seus acertos, emocionantemente turbinada e com o fato inapropriado de estar sempre pressionada. Acho que aqui chegamos ao ponto.

Anitta é, longe de ser algo controlável em suas mãos, responsável por corresponder as expectativas de muitos, e, por isso, nunca irá agradar a todos. Mesmo tentando fazer tudo impecavelmente bem, acertando em quase tudo, sempre haverá alguma nova lacuna a ser preenchida, algo que falta, algo que não está bom: ausência em alguma rede social, ausência de transmissões ao vivo, ausência de comemorar fervorosamente cada centena de visualizações obtidas em clipes… Tudo banalidades.

É natural que a mulher se distancie de algum portal de contato por se sentir esgotada e é natural, também, acharmos tal distanciamento algo ruim, mas devemos levar em consideração os sentimentos de uma jovem garota de vinte e três anos, sentimentos os quais são também presentes em nós e influenciam em nossas atitudes (agimos sempre certo? Fazemos tudo sempre certo? Sempre correspondemos o que é esperado de nós?).

Vai ano, vem ano e o trabalho da cantora, seu nome e sua própria pessoa crescem cada vez mais. Proporcionalmente, o número de fãs e admiradores, ou seja, pessoas que depositam nela grandes expectativas, cresce também, tornando impossível que ela corresponda a toda a essa gente de forma satisfatória. Anitta não tem obrigação de suprir nossas carências, pois estas só podem ser supridas por nós mesmos, de acordo com nossas lutas e com nossas decisões.

Quando compramos um CD ou um DVD, obtemos um CD ou um DVD; quando assistimos um clipe por cem vezes, obtemos, no máximo, cem visualizações para este; quando votamos cem mil vezes em uma premiação, no máximo, obtemos cem mil votos que ajudarão a artista a conseguir o almejado prêmio. Haverá gratidão, sentimento de realização e o reconhecimento de nós e esses nossos esforços como a força motriz que a move neste momento e, sinceramente, isso é tudo. Não podemos reivindicar mais coisas quando nos já é dado o que devemos receber: o agradecimento, a função de essência a tudo que ela é hoje e o seu impecável trabalho a ser apreciado por nós e por todos. Se contentar com isso não é se contentar com pouco, é se contentar com o que, de fato, é nosso.

Sabe aquele seleto grupo, o qual Anitta faz parte, de pessoas que preferem agir a idealizar? É um grupo de entrada acessível a todos, requer disciplina e objetivos e no final de tudo resulta na concretização dos nossos ideais de realizações – nossa cantora é uma prova disso. Talvez se nos inserimos aí, passaríamos a entender melhor o que é uma rotina de deveres e como segui-la a risca, nos mantendo ocupados sem tempo para nos preocuparmos com coisas banais mas com tempo apenas para viver os bons frutos disso. Anitta pode até não ter o mais puro sentimento de amor por cada um de nós, mas com certeza ela sente as coisas boas que a emanamos quando estamos bem, confortáveis, deixando-a bem, confortável, também. E isso é tudo.

Central Anitta Postagem por: Central Anitta
30
mar
16

O tempo, os momentos e as consequências

Vinte e três anos de Larissa. Seis anos de Anitta. Um ano de Central
O tempo corre. Os momentos ocorrem. As conseqüências discorrem.
Há quem diga que tudo isso é uma perda de tempo. Há, também, quem nos reconheça como um trabalho lindo. Este último é mais importante, pois tira as coisas boas, enxerga os valores, as reais intenções. Afinal, só queremos o bem porque foi nos ensinado por muitas pessoas a propagá-lo. Muitas pessoas especiais. No dia de hoje, tudo se trata de uma dessas pessoas.

A pessoa que abriu mão de seguir os confortantes e prósperos padrões socialmente estabelecidos para seguir os desejos do seu coração. Ela sempre foi muito mais do quê alguém trabalhador e estudioso. Ela sempre teve muita criatividade, muita visão, muita vontade. Ela sempre foi a que mais acreditou em sua própria capacidade de conquistar a tudo e a todos…

Dia 30 de março de 1993, Dª Mirian Macedo e seu Mauro Machado concedem ao mundo a vida de Larissa de Macedo Machado, uma pequena garotinha do bairro de Honório Gurgel que movimentaria a vida de todos ao seu redor.

O bebê foi crescendo. Por pura coincidência, um de seus brinquedos favoritos fora uma caixinha de som que vinha com um microfone. Não sabemos se já havia vindo daí o desejo pelo canto ou apenas um significativo atentamento à voz, mas sabemos que mais tarde a garotinha havia se interessado em ir a Igreja para fazer algo: cantar. Muito interesse por coisas que podem ser feitas com a voz e muitas idas à igreja depois, a garotinha não era mais uma criança, se tornara uma adolescente que não desfrutava mais das ternuras de uma infância e enfrentava as dificuldades da vida, as coisas de adulto, junto com sua família. Cheia de responsabilidades e cheia de sonhos, sempre com os pés no chão mas com a mente alta, pensando em uma forma de crescer e de ser feliz. O tempo corre.

A adolescente continuava com pensamentos altos. Sempre hiperativa, sonhava e lutava ao mesmo tempo. Devido a muito esforço da família, estudou em uma instituição particular, uma das mais requisitadas da cidade. Além de estudar, trabalhava para manter a ordem das coisas. Ensinava dança de salão a um grupo de velhinhos que adoravam-na. Vendia roupas em uma loja sendo várias vezes advertida por ser sincera demais com suas clientes. Ao mesmo tempo que era uma das melhores alunas de sua turma, era também muito “notável” para não dizer bagunceira mesmo, rs. O que requeria um escape para tantos deveres e pressão: ela amava bailes funk. E ainda durante tudo isso, seus louvores de adoração continuavam. Uma total discrepância. Tão jovem e com uma vida tão movimentada, cheia de acontecimentos. Os momentos ocorrem.

A adolescente já era uma adulta. Viver de Igreja e de bailes (por que não?) acabou inspirando a união do útil ao agradável: seu prazer pelo canto e pela dança impulsionaram-na a gravar um vídeo de funk que seria postado na internet. Seu talento para a coisa moveu milhares de acessos e os milhares de acessos chamaram a atenção de um produtor que a contataria e lhe faria propostas. Aconteceu. A estudante, vocalista, atendente de loja  e professora de dança ganhava mais um ponto em seu currículo: funkeira por profissão. Cantora.
Finalmente seguindo seu sonho, Larissa de Macedo, agora Mc Anitta, ainda não estava plena sobre o que queria. Afinal sendo muito competente e determinada, todos os seus esforços lhe renderiam frutos e, enquanto colhia a produção de suas habilidades artísticas, a árvore plantada por seus estudos, os de cunho técnico, crescia e florescia.
Dentre um show em cima de caixas de cerveja, outros em palcos de grandes bailes divididos entre vários outros colegas, divulgações de seus trabalhos através de redes como Orkut e YouTube e algumas outras funções para manter a si e aos seus, a ocorrência de significativos momentos na vida da menina mulher ainda era constante, claro que era. Larissa fez parte de um processo seletivo e acabou sendo chamada para trabalhar em uma grande mineradora. Estudante, cantora, atendente de loja, professora de dança e técnica administrativa. Optou por tentar conciliar sua nova ocupação com a arte, pois achava o meio musical um pouco instável. Seu coração dizia que tudo aquilo era uma besteira. Por fim, era muito exaustiva a conciliação pretendida. Ela tinha que fazer uma escolha.
Ela escolheu o que realmente quis. Ela escolheu o que sentiu que era pra ela. Ela escolheu ser feliz. Ela escolheu sê-la.
Larissa virou Mc Anitta que voltou a ser Larissa e decidiu de uma vez por todas ser… Anitta.
Todos a sua volta sentiram o impacto. É sempre assim quando as decisões são tomadas. Para todos os envolvidos. As consequências discorrem.


O tempo corre, os momentos ocorrem e as consequências discorrem.

Nós, da Central Anitta, também sabemos o que é administrar o tempo, viver momentos e colher as conseqüências disso. E no momento, só queremos agradecer a você, Larissa, a você, Anitta, por fazer parte disso.
É um prazer lhe dedicar uma parte de nosso dia, viver momentos ocorridos provenientes de projetos comandados por você, de coisas que você faz e claro, colher os frutos de todo esse nosso trabalho têm sido maravilhoso e edificante.
Você nos ensina muito e seu conjunto nos tem sido uma inspiração.
Agradecemos por tudo, desde pela sua preferência por um microfone de brinquedo quando bebê, pela sua ousadia e perseverança da infância até à fase adulta, por todos os seus esforços diante das limitações até a todas as oportunidades que você agarrou e desenvolveu.
Muito obrigado por estar aqui, linda.
Amamos você.
Que esta dedicação e este carinho nossos sejam cada vez mais uma consequência da dedicação e do carinho seus; que este momento seja mais um de muitos outros que virão a ocorrer; que você ganhe cada vez mais tempo e faça muito bom uso dele como vem fazendo desde então.
Feliz aniversário,
que você seja feliz, esteja bem, continue trabalhando com maestria e ganhe o mundo para si e para todos nós.

Obrigado, Larissa. Obrigado, Anitta.

09
fev
16

Anitta. Um nome bastante revelador. Sim, pois transmite muito, carrega muitas idéias, opiniões, pensamentos, palavras… Há quem diga que é um nome fútil e que em nada acrescenta valores mas claro, um pensar como esse é algo totalmente refutável: só o fato de praticamente encontrarmos em qualquer esquina e em qualquer sítio virtual inúmeras vozes dispostas e necessitadas a exporem o que acham sobre Anitta, já constata o peso que esse nome tem. Chega de falar do nome, falaremos agora do fenômeno. Aliada às maravilhas informativas da atualidade e a uma necessidade por parte de um público dificilmente impressionável e ignorado pela mídia – os admiradores de música pop -, surge a sensação daquele momento que reacende a chama de um âmbito cultural preguiçoso no país, mas não por muito tempo: Show das Poderosas é uma produção brasileira parecidíssima com o que é produzido lá fora, batida envolvente, letra de empoderamento, coreografia sincronizada, tudo que uma cultura pop quase que inativa precisava para receber sua devida atenção.

Passam-se os meses, passam-se os anos, acumulam-se os merecidos frutos de um árduo trabalho e os mais variados julgamentos sobre absolutamente tudo, o que acontece durante todos os processos. Não Para, Zen, discos de ouros, DVD super produzido, Blá Blá Blá, Cobertor, Na Batida, EMA brasileiro, Ritmo Perfeito… Ótimo, uma diva do pop que faz hits, que é reconhecida com prêmios, que lança tendências, que influencia massas e que tirou o pop brasileiro da lama, redefinindo os conceitos sobre um gênero musical segregado no país, ou seja, está tudo certo, temos um nome firmado, uma carreira consolidada, um ícone. Temos? Parece que nem todos concordam, na verdade, muitos. Ainda não era o bastante… Não era o bastante pra impressionar. Como assim? O que esse público carente de música pop brasileira sabe para cobrar algo de uma artista pop brasileira? Experiência com o fanatismo pelo que é de fora? Mas é correto comparar a performance de uma cantora brasileira com uma gringa? Não, não é, mas ninguém quer saber. As cobranças aumentavam.

A menina Larissa, sim, aquela por trás do nome e fenômeno Anitta, sabia que estava fazendo muito mas não o bastante. Entrou em um processo de reflexão… Ou apenas jogou-se no sofá para comer uns milhos, assistir Uma Linda Mulher e pensar um pouco nos seus próximos passos. Haveria uma reviravolta ali. Larissa de Macedo Machado independeu de sua armadura militar com a qual conduzia seu exército poderoso para sentir as mais humanas dúvidas e correr os mais humanos riscos. Estava disposta a forçar os braços e se soltar das mãos que lhe seguravam em uma zona limitada e ignorar as vozes gritantes de quem torce contra ela. Assim ela fez. E após trabalhar arduamente, ganhar muito prestígio e seguir muitas ordens, ela finalmente toma as rédeas de sua carreira e poderá agora trabalhar arduamente, ganhar muito prestígio e seguir muitas ordens… Só que agora ela trabalha por ela e pelos seus sonhos, usufrui de todo o prestígio, não só uma parte, e segue as muitas ordens que agora atendem pelos nomes de decisões e planejamentos, autorais dela.

Se já temos um novo ícone consolidado, não podemos ter a certeza disso. Mas temos uma mulher encantadora. Forte, inteligente e talentosa. Dona de seus próprios passos, nos sentidos figurados ou literais. Isso é uma certeza. E é justamente isso que o álbum BANG! traz. A Anitta forte e destemida que se tornou ainda mais forte e destemida. E, ao contrário do esperado visto o que fazem a maioria das artistas pop (mundiais ou as poucas nacionais), ela não dramatiza a situação com músicas introspectivas e se joga no tiroteio que é sua musicalidade: é um álbum sobre a cantora que todos conhecem e opinam sobre ela; é um álbum sobre a aventura de se envolver em vários gêneros musicais; é um álbum sobre todas as artimanhas de uma cantora para demonstrar a grandeza do que ela sabe fazer de melhor – seu trabalho, em questão.

Faixa a Faixa

1. BANG
Dei meu tiro certo em você” e como deu. Bastante apropriado começar um comentário de avaliação sobre o hino Bang com a frase mais empírica da canção. De longe, a melhor “farofa” do álbum (quem sabe, a melhor “farofa” da discografia, mas deixemos isto para outra discussão) que traz consigo vários elementos componentes em um hit. Assim como todos os hits de Anitta, não podia faltar em Bang a letra chiclete que é o modelo que, até agora, vem consagrando o trabalho da cantora e, dessa vez, com uma novidade: a aderência à tendência do saxofone, iniciada em 2005 por Jennifer Lopez em seu single “Get Right” e, em dias mais atuais, explorada também por Jason Derulo em “Talk Dirty”, por Ariana Grande em “Problem”, por Biel em “Demorô”, que é quase uma garantia de sucesso para as canções que aderem ao modelo(Bang e as anteriormente citadas constatam isso) e que deu ao segundo single do BANG! um diferencial junto à envolvência da canção com traços do hip-hop a da black music. Bang é uma canção que poderia ser facilmente interpretada por alguma cantora dance/hip hop americana que soaria bem natural devido ao nível internacional de sua produção, embora tenha sido produzida por mãos brasileiras, especificamente as de Umberto Tavares e as de Jeferson Junior, parceiros de Anitta desde o início de sua carreira. É redundante ressaltar a harmonia em que se encontram a melodia e a letra de Bang junto a performance de Anitta, uma parceria que contagiou tribos. É clichê afirmar que Bang é um verdadeiro tiro certo, não só em você, como também em mim, em todos nós.

Letra: ★★★ | Vocal: ★★★ | Produção: ★★★★★ | Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★


 

2. DEIXA ELE SOFRER
O primeiro amor a gente nunca esquece e, nesse caso, nunca deixamos de amar. DES é o carro-chefe do álbum, o single que nos mostrou um pedaço do que seria a nova era: novas sonoridades, as sempre presentes frases pegajosas em suas letras e muitas cores (pode servir tanto para o clipe quanto para a sensação que a música passa). Anitta vinha repetindo fórmulas de uma forma meio que enfadonha na forma de produzir os singles dançantes de seus dois primeiros álbuns, o que fez com que partes do público e da crítica ficassem a espera de uma terceira repetição dessa mesma dose, o que era preocupante. Contudo, Anitta surpreende e lança o lead-single do BANG!, mostrando que estava muito bem ciente das semelhanças entre seus trabalhos anteriores e que isso era um ponto que precisava mudar. As semelhanças entre as músicas anteriores de Anitta foram resultado da pressão imposta à cantora para sempre criar material de fácil digestão para o público e gerar altos números com isso, forma de criação que foi totalmente descartada no processo criativo de seu novo disco, o qual foi preparado com muita cautela e que rendeu uma boa aceitação por partes dos admiradores e outros ouvintes. Deixa Ele Sofrer é um casamento de uma pegada R&B com um toque Urban, inclusive com instrumentais semelhantes a “What’s My Name?” e “Rude Boy” – ambas de Rihanna – que seguem o mesmo estilo, narrado por uma letra empoderada onde Anitta reforça que não é mulher de se iludir com homens que não tem o compromisso como forte. Afinal, quem tem uma brilhante carreira para administrar não tem muito tempo a perder com quem acha que é rei, certo? Certo. “Ele pra mim não é rei. Tudo que eu queria eu falei. […] Se depender de mim ele vai enlouquecer”.

Letra: ★★★Vocal: ★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★


 

3. CRAVO & CANELA (feat. Vitin)
Sabemos muito bem que o eu lírico das músicas de Anitta, assim como sua própria pessoa, é uma mulher forte, independente e inacessível a qualquer tipo de libertinagem, o que justifica todas as defensivas, os esculachos e ataques de sinceridade em suas composições. Não é fácil estar o tempo todo ligada dessa forma sendo necessária, alguma hora, dar um tempo em toda essa blindagem, se entregar de corpo e coração a alguém e fazer surgir coisas sublimes como Cravo & Canela. Na melhor balada do álbum e ao lado de  Vitin (Onze:20), Anitta não apenas vive uma intensa paixão como também se envolve em uma forma de cantar que não é muito freqüente em seu repertório, forma na qual a cantora se atenta a aludir os mínimos detalhes do amor vivenciado a seres abstratos (“É teu perfume, flor, cravo, canela e alecrim/ Procurando alguém só pra cuidar do seu jardim/ Regando sua vida todo dia até o fim”). Cravo, canela, flor, estrela, luz, cidade… Cravo & Canela é uma despreocupação com qualquer possibilidade de inconsequências amorosas, é uma total entrega a uma história de amor, a um momento de felicidade ao lado de seu amado ou de sua amada.

Letra: ★★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

4. PAREI
Parei é o que está mais próximo do eletropop/house no álbum Bang. Não são poucas às vezes quando nos jogamos de cabeça em algo que irá nos divertir e nos fazer sentir como se não houvessem problemas em nossas vidas. Contudo, os problemas continuam lá, esperando serem solucionados ou agravados. O que fazemos em uma noite entorpecida pode ser justamente o fator agravante da situação, o que nos daria muita dor de cabeça (sabemos no que dá a mistura de bebida, hematomas da pista de dança e de forçar a memória para tentar descobrir o que houve na noite passada). Parei exprime muito bem essas ideias de se jogar em um momento passageiro de boas sensações e sobre a auto culpa sentida por assim ter feito, por ter se entregado a alegrias efêmeras e amores descartáveis. A canção tem um ponto em comum com a estrondosa Show das Poderosas, que é o uso do sample de Pon de Floor, Major Lazer, em seus instrumentais. Mais uma vez, Anitta acerta ao unir um som contagiante que atrai corpos e mentes acompanhado de uma letra na qual os mesmo se identificam. “Tô no limite, não adianta tentar. Agora é sério, não vai mais dar pra ficar. E nessa vida eu juro que não sou mais fã. Parei. Só volto amanhã”. Parece até que foi feita para nós e nossa vida de fã, rs.

Letra: ★★★★Vocal: ★★★Produção: ★★★Sonoridade: ★★★Conceito: ★★★★★


 

5. ESSA MINA É LOUCA (feat. Jhama)
Jhama ofereceu a Anitta uma das músicas mais conceituais do álbum BANG!. Essa Mina é Louca também pode ser a definição do que representa o álbum e o trabalho da cantora: a diversidade, o experimento e a inovação. Os instrumentais da música são uma mistura perfeita do samba da gafieira com o funk carioca, contando a história de um típico casal vivido em um desses dois lugares que são a origem dos gêneros que compõem a melodia da canção. Ou, um vem de um lugar e o outro, vem do outro, por que não? A canção deixa isso aberto. “Ela” é uma mulher batalhadora e provocante que faz de um tudo para ter uma vida digna e dar uma vida digna aos seus, além de que “ela” amam como ninguém. “(A) que te ensina certin, faço tudin, bem devagarin, pede gostosin. Vem cá meu pretin…”. Já “ele” é um vagabundo poético que vive pela sua arte e à adoração a “ela”. “E eu gosto dela, ela é encantada, ela é minha Cinderela […] Vagabundo pira com a mina da favela…”. Os dois vivem uma história de amor cheia de altos e baixos, mas ainda assim verdadeira, com muito prazer envolvido e narrada numa linda canção.

Letra: ★★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

6. ATENÇÃO
Cá está mais uma sacada de Anitta para um mané que acha que está se envolvendo com alguém que veio à pista, ou ao mundo, a passeio. A triste moça que está envolvida com esse rapaz não sabe com quem está se metendo mas Anitta sabe, dar valor a tal moça e se dar o valor também. “Eu me dou valor”. Como foi sugerido a umas duas faixas atrás, homem que se acha rei não passa nem na fila. Quer pegar as duas, lindo? O lindo é guloso? Risos. Atenção é um hino para as baladas, a ser cantado com a mão no peito, as pratarias no pescoço, o salto no pé e o boy no choro por ter almejado tudo e ter ficado sem nada. “Aqui não trabalhamos com canalha”. Boa, Anitta.

Letra: ★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★Sonoridade: ★★★Conceito: ★★★★


 

7. GOSTO ASSIM (feat. Dubeat)
A exuberante Gosto Assim é mais uma novidade do álbum. Anitta se une ao DJ Kalfani e ao rapper Dubeat para fazer um genuíno manifesto ostentativo de muito glamour, apesar do estilo mais largadão. “Salto alto, só na pressão. Eu to pronta pro extermínio. Não preciso seguir padrão. Eu te trago pro meu caminho.” Já estava na hora de Anitta ousar mais um pouco em letras e melodias e fazer algo mais próximo do que fazem Beyoncé ou Nicki Minaj – músicas sobre a auto-suficiência feminina com uma voz masculina para incrementar e exaltar a figura da mulher envolvida. O único problema da canção foi a humildade de Anitta: cedeu muito espaço de um trabalho seu ao Dubeat, parecendo até que a música é do rapper devido a sua maior participação na colaboração. Contudo, ela vai acertando aos poucos e a mensagem foi dada, afinal, queen dos hits. Sempre. “Calmo ao observar o salão… Ela dança como um vulcão. Na Batida mostra quem manda. No seu talento tira meu chão. […] Eu não falo que eu posso, é que eu realmente posso do meu jeito. Porque eu gosto assim.

Letra: ★★★Vocal: ★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

8. SHOW COMPLETO
Uma canção sobre se envolver com alguém e tal alguém não corresponder com as expectativas criadas. Alguém que não sabe o que faz e nem é capaz de dar esperanças sobre uma melhora. Alguém que não é artista o suficiente para apresentar um show completo. Quem nunca? Pois bem. A melhor maneira de lidar com a situação? Compondo uma boa música dançante e descontraída parar tratar de um assunto bem desestimulante. Anitta é isso, rs. Show Completo é um papo franco entre um artista completo e um amador. O artista completo tem muito o que dar. Quem muito tem a oferecer tem muito a almejar, consequentemente, muito ao que correr atrás e muito ao que conquistar. É normativo. “Olha deseja mas não chega perto. Não perde a linha! Tenta ser discreto. Você não faz do jeito que eu quero. Eu gosto é do show completo.

Letra: ★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★Sonoridade: ★★★★Conceito: ★★★★★


 

9. VOLTA AMOR
Devamos concordar que a música só está presente no álbum para preencher a cota de ‘música de luau’, como foi dito em alguma outra review por aí. Volta Amor é mais uma declaração de amor no repertório de Anitta, contudo desprovida de diferencial. É uma música meiga e animada, Anitta deve amá-la e agradou a muitos, mas seria mentira falar que ela é fundamental no álbum. Em geral, é uma música que fala sobre a saudade de alguém que se distanciou. Tentou mais uma vez abordar de forma descontraída uma coisa triste, mas não obteve um resultado tão bom. Bom, pelo menos é uma das canções preferidas de Anitta, rs.

Letra: ★★★★Vocal: ★★★★Produção: ★★★★Sonoridade: ★★Conceito:


 

10. SIM (feat. ConeCrew)
Um dos maiores acertos do álbum. Aprovadíssima por fãs e haters, contagiante e diferente, o manifesto sensualmente explícito de Anitta em parceria com os garotos da ConeCrew tira o nosso fôlego. “Cê vem chegando de um jeito, pegando no meu cabelo, mas o que eu quero é te ouvir… O papo é bom de um desejo. Já to querendo teu beijo, já vamos partir daqui pro…” A música, sozinha, desvincula Anitta da sua fama de só fazer músicas chicletes, de só cantar letras repetitivas e inovar pouco em questão de sonoridade. A letra da música aborda ideias íntimas, de uma forma jamais vista no trabalho de Anitta, acompanhadas de um instrumental genericamente urban com traços do R&B (salve Papatinho!), fazendo de Sim uma aposta ousada, impactante e maravilhosamente provocante. “Mexe essa cintura e não para. Faz o quadradinho… Só que na minha cara!” Os versos inescrupulosos dos garotos da Cone abrilhantam ainda mais a canção. Sim é algo que nos envolve, nos diverte e nos inspira… É mais um verdadeiro tiro certo em todos nós. Um tiro de veludo, na nossa cara. “Sim. Cê chega do meu lado e eu digo ‘sim!’. Se ta jogando charme, é pra mim. Te falo, cê passou mas o teu cheiro ta aqui […] Já to imaginando algum momento nosso…

Letra: ★★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

11. PODE CHEGAR (feat. Nego do Borel)
Finalmente, a parceria que todos nós almejávamos. O rei do funk carioca com a rainha do funk carioca e também do pop brasileiro. Pois é, não pouparemos títulos, vamos nos jogar nesse mar de ostentação que é Anitta feat. Nego do Borel que só pelos nomes envolvidos já é um luxo. E não alegamos isso simplesmente por serem eles dois, mas sim porque, até agora, Anitta e Nego é uma parceria que dá certo e sempre sai coisa boa. Não poderia ser diferente em Pode Chegar. “Eu vim pra provocar desejo e sedução. Fazer você pirar, comer na minha mão. Eu quero aproveitar. Vem que hoje eu tô acesa! Se não quer então me deixa.” A genialidade de unir o rock (sample de introdução na música) ao trabalho de ANITTA e de NEGO DO BOREL já nos abraça ao começo da música. A junção do funk melody de Anitta com o funk raíz do Nego caíram como uma luva na canção. Elementos eletrônicos para representarem a inovação de Anitta e trompetes mexicanos para representarem a tradição do Nego… Perfeito. “Cheguei na parada! Dj solta o tambor. As mina perde a linha porque sabem quem chegou. O rei do pistão! Que te leva pro o céu. E só pras atrevidas: eu sou o Nego do Borel.” A letra da música é algo que exprime o quão soltos, animados e influentes na pista eles são, não poderia ser menos que isso. Pode Chegar é aquele som que une a favela e a cidade grande na pista, pois quando a música boa toca e quando a música boa é da Anitta com o Nego do Borel, todo mundo é lindo, rico e funkeiro. “Quando o som começar, ninguém pode parar […] Eu cheguei e vou dançar sem hora pra acabar. Quem quiser pode chegar.

Letra: ★★★★Vocal: ★★★★Produção: ★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

12. EU SOU DO TIPO
O resquício do álbum Anitta no álbum BANG!. A música que aborda o lado anjo e o lado demônio, o lado positivo e o negativo, o preto e branco, presente em toda mulher. “Eu sou do tipo que adora o perigo, que metade é juízo mas a outra é louca.Eu Sou Do Tipo representa a mulher forte e determinada que, apesar de inteligente e cautelosa, deixa se envolver em paixões mesmo sabendo dos riscos e se dominar pelo inconsciente, ficar louca e imprevisível, capaz de tudo para se divertir, o que inclui brincar com alguns passos de dança e alguns corações. “É que eu sou aquele tipo de menina que só de olhar já te domina. Provoca tua imaginação” É uma letra que está na ponta de nossas línguas e um som que está no nosso corpo inteiro, abordando o cotidiano, não só das mulheres que são a temática dessa canção mas, de todos que se deixam levar por “amores instantâneos” e “loucuras moderadas”, nem que seja só por uma noite. “Eu sou do tipo, que faz graça de tudo, que te deixa maluco pra dar beijo na boca.

Letra: ★★★Vocal: ★★★Produção: ★★Sonoridade: ★★★Conceito: ★★★★★


 

13. DEIXA A ONDA TE LEVAR
É uma das melhores músicas da discografia. Uma sonoridade evoluída, uma letra descompromissada e uma vibe maravilhosa. Deixa a Onde Te Levar é uma coisa intensa, relaxante e estimulante como um entorpecente consumido em algum luau onde a música toca, rs. “Sente a vibe solta pelo ar… Esse som te chama pra dançar. Negatividade aqui já era. Tô chegando, fica aí, me espera!” Com uma produção que faz lembrar a estrutura de algo feito por Diplo, Deixa a Onda Te Levar trata-se de uma experiência inovadora com o reggae – feita antes pela cantora, com mais moderação, em Zen e Som do Coração -, uma letra carregada de positividades enaltecendo a natureza e uma energia limpa capaz de iluminar e abastecer. “Deixa a onda te levar, deixa o som te dominar. Larga tudo e vem viver. Relaxa, curte a vida agora e deixa acontecer.” ~break~

Letra: ★★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

14. ME LEVA A SÉRIO
Estava demorando. Após tratar com descontração e deboche várias situações caóticas (Parei, Atenção, Show Completo), Anitta nos apresenta uma canção que aborda um conflito entre dois corações apaixonados, mas não perfeitos, e que narra com transparência os problemas, as sensações e o desfecho da história dos dois. “Sabe, você diz que tá tranqüilo, que não vai mais dar vacilo, ok. Diz que vai me dar carinho, que não quer ficar sozinho. Só que sinceramente… Não sei. Tá faltando intimidade.” Composta por seu parceiro de carreira e vida, Projota, Me Leva a Sério é a súplica de alguém apaixonado que está em desgaste por ser o único a se esforçar por aquele amor quando tal é uma bagagem pesada, adequada a ser sustentada por dois. Me Leva a Sério é uma pintura, um retrato de muitas situações do real, vivida por muitas pessoas, muitos corações. Pintura na qual Anitta é as formas, as cores e os traços, já Projota, o pintor. Um dos corações envolvidos não leva o outro coração a sério e, como não podemos saber o desenrolar da coisa, afinal a canção aborda só até certo ponto, tudo o que podemos afirmar é que a música é mais um brilhante resultado da parceria Anitta e Projota na qual os dois se levam bastante a sério. “Me leva a sério, por favor. Você me tira do sério, é tudo que eu mais quero, então dá valor.

Letra: ★★★★★ | Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

Bom… Do que estávamos falando mesmo? Ah, sim. Da cantora, do fenômeno, da menina Anitta. Lembra de tudo pelo o que ela passou e de quem torceu contra ela? Pois é. Não lembrávamos mais. Nos perdemos e nos deliciamos diante de uma maravilhosa obra a qual ela administrou de forma esplêndida. Entre erros e acertos, mais acertos que erros, ela melhora como artista a cada passo dado.

Não há espaço para negatividade nem para atrasos na identidade de sua obra. Ela prefere cantar a dança e o amor em suas letras enquanto outros focam em imposições e ataques. Ela não precisa gritar o seu poder, ela carrega sua grandeza dentro de si e por isso não está por baixo de nada nem de ninguém, muito menos por cima, ela está nivelada com as emoções de quem a ouve.

Em suma, Anitta cumpre com seu papel de ser uma diva do pop influente, de nos entreter com seu trabalho e de viver intensamente. Se não podemos ter a certeza de que temos um novo ícone consolidado, pelo menos podemos ter a certeza de que ela está no caminho correto. A Anitta eclética, disposta e visionária acerta mais uma vez. Bang!

Álbum  BANG!: Letras: ★★★ | Sonoridade: ★★★★ | Conceitos: ★★★★

Central Anitta Postagem por: Central Anitta
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