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08
abr
18

Meiga e abusada. Zen. Mina louca. Pistoleira. Malandra. Indecente. Ela já se colocou na pele dessas personagens e outras mais. Com 25 anos, completados no último dia 30, Larissa de Macedo Machado começou na carreira musical em 2010 como a funkeira MC Anitta. Depois, ao abraçar o pop, passou a assinar somente Anitta e viu a fama chegar. Mais recentemente, o nome artístico ganhou um sotaque americanizado para celebrar as primeiras conquistas mundo afora da moça nascida em Honório Gurgel, subúrbio do Rio.

Citada pela conceituada revista “Billboard” no top dez dos artistas mais influentes do mundo, sendo a única brasileira da lista, ela comanda com mãos de ferro a própria carreira e uma equipe de 60 funcionários — número que pode chegar a 200, se incluídos os terceirizados —, além de empresariar dois jovens talentos: os cantores Clau e Micael Borges. De seus quatro álbuns lançados, saíram ao menos duas dezenas de hits, cujos clipes alcançaram quase dois bilhões e meio de visualizações no YouTube. Entre eles, “Essa Mina É Louca” concorre ao Prêmio Extra de TV na categoria Tema de Novela (veja com quem ela disputa na página 42). “Anira”, coisa nossa, agora é internacional e está cada vez mais Poderosa, como já bradava num de seus primeiros sucessos.

Acho que todo mundo tem momentos assim, né? Acorda com a autoestima elevada, dá aquela olhada no espelho e se sente (risos). Quando estou no palco, eu me sinto poderosa. É a realização do meu sonho, de algo que eu quis muito. Mas, tirando isso, sou como você ou como qualquer outra pessoa, que tem dias bons e outros nem tanto“, minimiza a artista, que não gosta de separar a Anitta da Larissa: “Na verdade, as duas figuras são uma só: eu. Posso ser Anitta nos palcos, mas, dentro de mim, nunca deixei de ser Larissa. Os hábitos também não mudaram muito. O que mudou foi a minha falta de tempo, já que a agenda hoje é muito mais cheia. Mas, nos meus dias de folga, gosto de ter amigos e família por perto, ficar em casa tranquila, viajar, assistir a séries… É claro que, hoje em dia, ir ao cinema não é tão simples, mas não há nada que eu deixe de fazer.“.

Se a essência se manteve nos poucos anos de carreira — que aparentam muitos, tamanha a quantidade de façanhas —, o mesmo não se pode dizer do visual. Mutante, Anitta ora está loura, ora morena; ora com a cabeleira vermelha, ora pink. Já desfilou de franja, aplique, fios cacheados e trançados. E as transformações são constantes… Haja vista a nossa capa! Quando decidimos reformular o projeto da Canal Extra, já queríamos a cantora na primeira edição da nova revista. Diante da atribulada agenda da estrela, garantimos a sessão de fotos com antecedência, e logo depois ela surgiu platinada, por conta de uma das polpudas campanhas publicitárias que tem abocanhado (hoje, a musa é garota-propaganda de 13 empresas).

Gosto de ser camaleônica… É divertido poder mexer no visual e usar diferentes cabelos! Sempre nos sentimos mais bonitas e confiantes com uma mudança“, diz.

Aos poucos, o estilo de Anitta foi se modernizando, junto a algumas intervenções estéticas. A adolescente que outrora manipulava suas próprias fotos para parecer mais bonita deu lugar à mulher autoconfiante, que hoje assume publicamente um punhado de celulites em seu rebolado malandro:

Apesar de não ser fácil escapar da pressão por um corpo perfeito, desencanei dessa cobrança. Estou bem comigo mesma. Eu me preocupo mais com a saúde, para cumprir a agenda e, claro, aproveitar as folgas. Algumas críticas são pesadas… É difícil ser indiferente a tudo que falam, mas tento absorver as que podem me acrescentar e usá-las ao meu favor.

Indecente”, seu mais novo hit, sem querer, diz muito sobre um julgamento hostil que a acompanha desde os 17 anos, quando decidiu trocar um emprego na área administrativa de uma grande mineradora pela música:

As pessoas têm um certo preconceito com o funk por ser um ritmo periférico, mas isso nunca fez com que eu deixasse de perseguir meu sonho. Quando decidi recusar a efetivação do estágio para ser cantora, até meu pai não concordou. Segui meu coração.

Se não se considera “má de verdade”, como no refrão da canção em espanhol (“Sou exigente, workaholic, focada, persistente… Mas não sou má. Só na letra da música”, garante), Anitta se define espontânea demais. E percebe que, às vezes, é mal interpretada. De um amigo, ouviu que era melhor se resguardar. Mas nunca se arrependeu do que considera ser uma de suas grandes virtudes.

“Sinceridade não é sinônimo de sair falando o que você pensa sem critério. Fazendo as coisas com bom senso e respeito, não há motivo para constrangimento. Ainda assim, sempre terá quem vai te julgar e criticar, independentemente de você estar certa ou errada. Isso faz parte, e eu já entendi”, afirma ela, que também aprendeu a identificar quem se aproxima só por interesse: “Não adianta ter ao meu lado bajuladores. É muito melhor estar cercada de gente sincera. Já sofri decepções, mas geralmente percebo de cara quem tem uma intenção que não é legal, e aí me afasto.”

Quem a rodeia sabe: Anitta não é de chorar, mas se debulha em lágrimas com filmes de romance e finais felizes. Também não esbanja dinheiro, adora maquiagens baratinhas, apesar de se dar presentes caros de vez em quando. O dia a dia é sempre tão corrido, que mal descansa: às vezes, dorme somente duas ou três horas por noite — além da falta de sono, trânsito, grosseria e fome são capazes de lhe tirar o bom humor. Já quando está com disposição e tempo, a carioca vai para a cozinha. Em fevereiro, durante férias nos Estados Unidos, seu marido, o empresário Thiago Magalhães, de 25 anos, publicou vídeos dela preparando uma massa de pizza caseira.

Gosto de cozinhar, mas tem dias em que estou muito cansada e prefiro pedir alguma coisa ou comer algo que não me dê trabalho. E já encarei faxinão (risos)!“,  revela a famosa, afirmando que a rotina de casada não difere em nada da de solteira: “Continuo trabalhando como antes, raros são os momentos em que fico em casa.“.

E 2018 promete mais labuta. Além de apresentar o “Anitta entrou no grupo”, programa que estreou no Multishow na última terça-feira, a Poderosa prepara um DVD voltado para crianças, o “Clube da Anittinha”; planeja turnê e novas parcerias internacionais (ela sonha trabalhar com a cantora inglesa Dua Lipa e com o rapper canadense Drake); e se prepara para atuar num filme de Rodrigo Pimentel, roteirista de “Tropa de Elite” (“Estamos conversando, a personagem não está definida”, desconversa), e na nova novela de Aguinaldo Silva, pré-intitulada “O Sétimo Guardião”, com previsão de estreia para novembro. Aos preconceituosos, ela lembra dois nomes que transitam muito bem entre o canto e a dramaturgia: “Claudia Raia atua, canta, dança, sapateia e é diva. Ivete canta, atuou lindamente e é diva.

Sem planos para um futuro longínquo, Anitta espera “poder descansar mais” daqui a cinco anos, já que os últimos foram (e estão sendo) intensos. Ostracismo é uma possibilidade muito remota, mas que não lhe causa temor. “Não tenho esse tipo de medo“, assegura, dando logo seu xeque-mate: “Ando com mais medo da violência e da falta de direitos previstos na Constituição de que o povo brasileiro carece.

Anitta elege seus cinco grandes momentos

  • O início de tudo, com ‘Show das poderosas’
  • O sucesso de ‘Bang’ e a repercussão de ‘Paradinha’ no mercado latino
  • Todo o projeto CheckMate. Foram quatro meses muito especiais para mim
  • Minha apresentação no Prêmio Lo Nuestro (nos EUA, em fevereiro deste ano, cantando ‘Downtown’ e ‘Machika’ ao lado de J Balvin e Jeon Arvani)
  • O show na abertura da Olimpíada (em agosto de 2016, no Estádio do Maracanã, com Caetano Veloso e Gilberto Gil)


Fonte: Canal EXTRA

02
abr
18

A cantora carioca de 25 anos canta em espanhol e inglês para aumentar sua participação no mercado externo, se lança como empresária musical e administra sua carreira com mão de ferro.

Quando se fala em Anitta, os números são superlativos. A única brasileira na lista dos 15 artistas mais influentes do mundo, segundo a Billboard, ela tem 27 milhões de seguidores no Instagram e 8,1 milhões no Youtube. Só um de seus clipes, “Bang”, tem 340 milhões de views. Em apenas 24 horas, “Paradinha”, sua primeira música gravada em espanhol e focada no mercado latino, teve mais de 6 milhões de visualizações. Já o clipe “Vai Malandra” ultrapassou a marca de 500 mil visualizações no Youtube em apenas 20 minutos, convertendo-se na melhor estreia brasileira da história, com 8 milhões em menos de oito horas. Em 2017, Anitta foi o nome brasileiro mais procurado nos sites de busca.

Por trás disso tudo, uma jovem carioca de 25 anos recém-completados, nascida Larissa de Macedo Machado, edifica uma carreira que, na visão de especialistas de marketing, é um case muitíssimo bem-sucedido. “Sempre pensei e planejei muito. Sou focada e só dou um passo quando tenho certeza de que está tudo do jeitinho que eu quero”, ela diz, em uma conversa também planejada com antecipação.

Com uma média de vinte shows por mês e uma carreira internacional em pleno crescimento, Anitta não sabe o que é tempo de folga. “Quando tenho, gosto de ficar em casa com a família, meu maior bem”. Recém-casada com Thiago Magalhães, de 25 anos, ela mora em uma mansão na Barra da Tijuca com o marido e sua mãe, Miriam. “Ele ama tanto a sogra que a convidou para morar junto”, ri a cantora. “Mas nós acabamos ficando a maior parte do tempo fora de casa”.

A carreira internacional, alavancada em 2017, tem feito a cantora ficar ao menos uma semana por mês nos Estados Unidos e em países da América Latina. Mas nada aconteceu por acaso em sua história. A garota que decidiu mudar seu nome aos 16 anos, por causa da minissérie global “Presença de Anita” – ela se inspirou na personagem vivida pela atriz Mel Lisboa –, também focou na carreira lá fora como uma experiente estrategista. Esmiuçou a fundo o mercado antes de colocar seus pezinhos nesse terreno. “Cara, eu pesquisei muito a história de outras pessoas que fizeram carreira no exterior, analisei os erros e acertos, e vi o que deveria fazer para dar certo, sem deixar o público brasileiro. É um modelo novo, algo que nunca foi criado, e tenho encontrado pessoas que estão me ajudando a fazer isso de uma forma incrível”. Segundo Anitta, o processo não foi fácil. “Foram muitas viagens até que a coisa começasse a funcionar. Parecia um jogo de tabuleiro, sabe, aquele em que você volta para o início do jogo quando algo dá errado?” Se ela pensou em desistir? “Sim, mas a minha vontade era maior, sempre sonhei com uma carreira que envolvesse o Brasil e o exterior”.

Suas gravações em diferentes estilos – do pop ao sertanejo, passando pelo funk e reggaeton – com artistas de vocações diversas se somam às ações conjuntas nas redes sociais e nas parcerias comerciais (hoje são treze marcas publicitárias).

Apenas em 2016 e 2017 Anitta lançou quinze singles, entre eles clipes com a rapper australiana Iggy Azalea (“Switch”), os cantores colombianos Maluma e J Balvin, o DJ sueco Alesso (“Is That For Me”) e os norte-americanos Major Lazer (o grupo fez “Sua Cara”, com participação de Pablo Vittar), Poo Bear (“Will I See You”), e o produtor Maejor (“Vai Malandra”). Lances meticulosamente estudados, especialmente no que tange à divulgação. Em dezembro último, o lançamento em Nova York do single “Vai Malandra”, com clipe gravado no morro do Vidigal, incluiu uma ação do Spotify, com dois enormes telões na fachada de um edifício na esquina da Sétima Avenida. Em novembro, ela já havia ganho destaque na Times Square, um dos pontos mais movimentados de Nova York, em um outdoor de lançamento do single “Downtown”, com J Balvin.

Entrevistada em programas de rádio e televisão nos Estados Unidos e em países da América do Sul, a cantora, fluente em inglês e espanhol, conta que às vezes se confunde com os três idiomas. “É uma fase muito feliz, uma experiência incrível com o mercado espanhol e americano. É uma loucura, mas é muito bom”. Com uma agência internacional para cuidar de suas ações lá fora, mais o time brasileiro – que envolve desde consultores e produtores a personal chef e “life coach” –, Anitta já perdeu a conta do número de pessoas que a assessora. “Há quatro anos abri uma empresa com o Renan, meu irmão, e agora tenho um CEO, que nos ajuda nessa gestão geral”.

Entre as marcas que a procuram, ela diz que escolhe “as que têm a ver” com ela. “Algumas propostas grandes surgiram, mas eu recusei. Não vou porque paga mais, vou pelo que eu acredito”. Outro novo nicho de negócio é gerenciar a carreira de artistas. Como empresária musical ela tem como clientes os jovens cantores Micael e Clau. Há ainda um programa de TV pela Multishow, que começa neste mês de abril: “Anitta Entrou no Grupo”, uma espécie de competição musical com convidados.

Dinheiro, segundo ela, só é prioridade no campo profissional. “Aí sou muito planejada e controladora, fico superligada. Presto muita atenção para fazer o melhor para a carreira. Já na vida pessoal não tô nem aí”, solta. “Sou desprendida, não tô nem aí… Quer um carro, eu dou, quer uma casa, eu dou”. Na festa de final de ano da sua empresa, em dezembro, ela fez um churrasco na sua casa e sorteou um carro e uma viagem para os funcionários. “Cara, sou muito realista, verdadeira, obstinada”, ela se autodefine. “Quando olho para trás eu tenho uma sensação de dever cumprido, e também fico orgulhosa da minha família. Minha mãe parou de trabalhar para cuidar de mim e do meu irmão. Eu não estaria aqui se ela não tivesse se dedicado tanto”. Filha da artesã Miriam Macedo e do vendedor Mauro Machado, que se divorciou de Miriam quando Anitta tinha um ano e meio, a cantora nasceu e cresceu numa casa simples de Honório Gurgel, no subúrbio carioca. Desde pequena, queria ser cantora e famosa. Participava do coral da igreja do bairro e vivia com microfones improvisados – frascos de shampoo e perfumes – na mão.

Aos 16 anos, formada em um curso técnico de administração, foi aprovada como estagiária da Vale do Rio Doce. No mesmo período, descobriu o funk e começou a postar vídeos no Youtube. Um deles despertou a atenção da gravadora independente Furacão 2000. A partir daí, e com o sucesso do hit “Show das Poderosas”, em 2013, Anitta começou a se transformar na marca que é hoje.

Para a cantora, momentos marcantes da sua carreira foram a apresentação na abertura das Olimpíadas, em agosto de 2016, ao lado de Caetano e Gil, e o show com o tenor italiano Andrea Bocelli, em São Paulo, em outubro do mesmo ano. “As pessoas tinham dúvidas e preconceitos em relação a mim, recebi muitas críticas, mas eu me preparei e quebrei mais uma barreira, mostrei do que sou capaz”. Com Bocelli, ela foi vaiada assim que subiu ao palco do Allianz Parque. Depois da apresentação, foi aplaudida de pé e, quando deixou o espaço, desabou no choro.
Mas Anitta espremeu bem o seu limão e fez uma superlimonada. Desde cedo ela soube aprender com as experiências. “Isso acontece com as pessoas de classe baixa, que estudam em escolas públicas do Brasil, onde a televisão é a maior ferramenta. Você não tem acesso aos livros, você aprende a escolher coisas boas na tevê. Aprende com o que tem à mão. Não existe uma forma certa de adquirir conhecimento”, pondera a cantora, lembrando que o que mais gosta de ver é documentário. “De todos os tipos: de guerra, de história, de animais… Adoro séries, mas não tenho tido tempo de seguir”.

O funk é a minha porta de entrada e sou muito grata por todas as oportunidades que ele trouxe, não só para mim, mas para muita gente que nasceu nas favelas do Brasil. as pessoas desconhecem como o funk ajuda uma parcela carente da população”, diz a cantora. Gravado no Vidigal, o clipe de “Vai Malandra” mostra Anitta de biquíni de fita isolante fazendo o “quadradinho” e tomando sol na laje. Ela foi elogiada por mostrar um close de seu bumbum com celulite, sem photoshop, logo na primeira cena. “a mulher real tem celulite. Fico feliz em saber do impacto positivo que a minha celulite teve nas mulheres. Nós devemos nos unir e parar de julgar os corpos e as escolhas umas das outras“, declarou, após a divulgação do clipe, para o jornal O Globo. Em sua luta contra os padrões de beleza ela também emprega garotas plus size como dançarinas.

Os minutos com Anitta estão acabando e ela faz uma pausa, pensativa, quando pergunto sobre o que realmente importa na sua vida. “O principal é o amor. Não adianta ter sucesso e dinheiro se a gente não amar e ser amado. Imagina se agora vem um terremoto e cai tudo… O que vai sobrar é a nossa família. É lá que você encontra carinho de verdade. É a família que me faz ficar com os pés no chão.


Fonte: 29HORAS

30
nov
17

Com um look meio retrô, mas ao mesmo tempo super atual, Anitta é capa da edição 225 da revista TOP Magazine. Além de um ensaio maravilhoso, também já está disponível uma entrevista super bacana onde a cantora fala sobre sua carreira, gostos, futuro e outros assuntos.

Confira abaixo trechos da entrevista, vídeos dos bastidores e também algumas fotos desse photoshoot.


Anitta: Essa Mina é Louca e não fica Paradinha. Seu Ritmo Perfeito já atravessou as fronteiras brasileiras e Sua Cara já está estampada na imprensa internacional. Ela Não Para! Anitta, essa Mulher, veio pra nos dar CheckMate e causar um estouro… Bang!

Na internet, ela é chamada de “Rainha do Lacre” (uma versão 2017 do antigo “namoradinha do Brasil”), já que qualquer coisa que faça vira assunto. Cantora, compositora, produtora, coreógrafa e empresária, tem todos os seus passos cuidadosamente pensados. Estrategista como poucas, movimenta milhões de cifras, seguidores, views e execuções em rádio e streaming. Tudo o que Anitta toca vira ouro! E muitas marcas já estão surfando na onda dessa carioca de apenas 24 anos – é embaixadora da Renault e seu rosto é um dos que mais aparecem em propagandas de TV. De origem humilde, Larissa de Macedo Machado começou a cantar aos 8 anos, no coral de uma igreja, no subúrbio do Rio de Janeiro. Foi lançada como MC Anitta, mas de lá pra cá ficou mais pop, sem deixar de lado o funk, ritmo que defende com unhas e dentes. Agora, “Anira”, como é carinhosamente chamada pelo público após iniciar a carreira internacional, está focada em feats com artistas estrangeiros e sonha em cantar com o rapper canadense Drake. Até lá, causa muito barulho por aqui com o inovador projeto CheckMate, no qual um clipe é lançado por mês em seu canal no YouTube, como Will I See You e Is That For Me (que estreou nas rádios americanas no fim de outubro, mas antes já estava entre as 50 mais tocadas no Spotify dos EUA). Em um raro momento de folga, ela bate um papo com a TOP…

TOP: O que você diz para quem falou lá em 2013, quando lançou Show das Poderosas, que faria sucesso só com a música de estreia?
Anitta: Eu não digo nada. Eu trabalho, porque isso diz mais que qualquer coisa.
TOP: Como está sendo o projeto CheckMate?
Anitta: A intenção era fazer uma estratégia nova no Brasil. Com o primeiro single, queria conquistar outro público que nunca desbravei antes, então não tinha parâmetro de números, porque é um trabalho bem diferente, não é popular e comercial da maneira que costumam me ver. Está tocando em rádios adultas, mas os jovens não estão acostumados. Minha mãe me manda mensagem o tempo inteiro, diz que está viciada na música, não para de ver o clipe. Os outros singles vão vir numa crescente de ritmos, estilos, línguas…
TOP: Quando teve certeza de que era o momento de investir na sua carreira internacional?
Anitta: Quando me deu vontade. Já tinha conquistado muita coisa aqui no Brasil e queria quebrar barreiras e rótulos. Estudei bastante tempo para fazer da melhor maneira possível.
TOP: Como foi descobrir e lançar uma cantora de sucesso como a Pabllo Vittar?
Anitta: Eu adoro pesquisar novas pessoas, coisas que estão aparecendo ou que têm um nicho. Gosto de trazer para perto, e convidei a Pabllo para cantar comigo no Carnaval. Falei “cara, você vai bombar muito!”. E o Diplo, que é parte do grupo Major Lazer, é um amigo de longa data. Fizemos Sua Cara no final do ano passado, e na finalização, ele sugeriu um projeto de parcerias. Soube da Pabllo e perguntou o que eu achava de colocar um backing vocal (uma participação curta). Eu falei “Nãããooo! Coloca mais”. Ele perguntou se eu não me importava e eu disse “coloca todas as participações dela”. Porque sabia que ia ficar incrível. As pessoas têm esse medo da competição, acham que vão roubar seu lugar. Eu sou o contrário, acho que quanto mais união, melhor para todo mundo. O público vê vários artistas fazerem sucesso ao mesmo tempo, se apoiando, sem briga, e trazem isso para a vida deles. Acaba sendo uma vitrine de que é possível dar certo, ser feliz na sua profissão, na sua vida, sem competir com o outro. Amo passar esse tipo de mensagem. Eu falei “cara, vamos fazer um clipe, porque o Brasil vai amar!”. Ficou lindíssimo, é o mais acessado de todos da minha carreira.

Bastidores + entrevista:

Fotos:

A revista já está à vendas nas bancas!

24
nov
17

Anitta foi eleita a mulher do ano na sétima edição do prêmio Men of the Year, realizado pela revista GQ. A cerimônia de entrega acontecerá no próximo hoje (30), em São Paulo, e a cantora está confirmada no evento.

Abaixo, você confere a matéria completa e também a entrevista que Anitta concedeu à revista, além das fotos do ensaio maravilhoso com a cantora.


Anitta é poderosa, mas não se gaba – a não ser quando provocada. Corta para as férias mais recentes da garota. A Mulher do Ano está com o marido, o pai e alguns amigos em Los Cabos, no México. Um calor escorchante, semidesértico e seco, de derreter peiote. Vestindo shortinho de cintura alta, top de manga e uma rasteirinha, ela cola com a sua crew na balada à beira da praia.

Ao lado, as mulheres de um grupo de casais, aparentemente muy bien nacidas, pero peruas, com botellas decoradas com fogos de artifício nas mesas, ficam chocadas com a menina de look simples e começam entre si a fazer pouco caso dela, cuspindo olhares tortos. Uma delas a fotografa.

De um ponto privilegiado – Anitta se levanta do sofá onde concede entrevista à GQ, caminha de um lado a outro para explicar a história –, a brasileira ganha a cena: a foto fora enviada em um grupo de WhatsApp e já é motivo de piada. Mas, na dela, nossa musa continua a dançar “do jeito que eu danço”.

É então que começa a tocar Paradinha, hit em espanhol da cantora que saiu de uma favela carioca e cujo refrão você pode até fingir que não, mas conhece. No telão, à frente dos dois grupos, o clipe bomba. Na sequência, o DJ solta no som e na tela a versão de Sim ou Não com o colombiano Maluma, primeira investida de Anitta no mercado latino. “E aí vieram umas três meninas, pediram foto e saíram. As mulheres ficaram olhando para o telão e olhando para mim, olhando para o telão e olhando para mim. Todas com ciúmes dos maridos! Aí a coisa mudou um pouco, não é mesmo?” Ela, então, sorri um sorriso sarcástico com notas de fundo de vingança e completa: “Chamei o garçom e mandei entregar para a que tinha tirado a minha foto a garrafa mais pirotécnica e cara da balada. Ela ficou morreeendo de vergonha e perguntou: ‘É pra mim?’”. Ah, como é doce a vingança! “‘Sim, é pra você, querida’, eu disse. ‘Como eu vi que você tirou uma foto minha, entendi que você é minha fã. Então, tô te mandando esse regalito. Obrigada pelo carinho!’” Cabe aqui um trecho de Paradinha, sem tecla sap: “Yo no soy santa / Tengo actitud, sí / No soy fácil / Pero te encanta”.

Novo corte, para o dia da entrevista. Em 2017, com hit atrás de hit e carreira internacional construída passo a passo. Sem pressa, com foco e metas. “A cada ano, eu digo: ‘Esse foi meu melhor ano!’. Isso é o máximo que eu poderia querer.” Superlativa na aparência, gentil e sempre atenta, talvez ela não esteja em seus dias mais radiantes.

Na noite anterior, durante a transmissão ao vivo do Prêmio Multishow, seu mamilo esquerdo ficara à mostra em uma das apresentações que a garota fizera em rede nacional. Não é um peitinho de fora o que a incomoda.

Apesar de o show ser impecável para a audiência do canal, de ela ter cantando em três línguas (português, espanhol e inglês) com fluência máxima, ela acredita que não deu seu melhor no palco. “Fiquei meses preparando uma coisa muito especial. Mas erros acontecem. A gente tem de se acostumar.” Segue o baile: “Por isso, um único momento ou um sentimento específico não tem um peso grande na balança do todo, entende? Eu enxergo as coisas na totalidade, as partes ruins e as boas.” No Instagram, um trecho bem-humorado do desabafo em forma de post: “… como tem que ter muito peito pra chegar até aqui, talvez o meu tenha crescido demais nessa jornada e tentou roubar a cena”. Enough said.

Bem à vontade em um sofá, Anitta veste camiseta branca larga, uma calça camuflada de moletom com as barras dobradas e uma bota stiletto de camurça verde oliva. Parece que entrevisto uma jovem CEO. Ela fala em planejamento estratégico, product placement, mídia espontânea, em sugerir ações orgânicas para fortalecer parcerias comerciais, análise de imagem, número de pessoas e marcas impactadas. “Quando comecei a ver os camelôs nas ruas vendendo os looks do clipe Show das Poderosas – ‘Olha a pulseira da Anitta! Olha o short da Anitta!’ –, tive um estalo. Preciso estar atenta a isso também”, conta.

Ela vive tanta coisa e em tamanha intensidade que, dos 19 anos, quando começou, aos 24, o amadurecimento pessoal e artístico parece ter sido brutal – no bom sentido –, justificando suas atuais ambições. Ela alugava uma salinha que fazia de escritório em 2013. Em quatro meses, dobrou o tamanho do espaço. Três meses depois, mais um aumento. E agora, também empresária, é hora de crescer em um Brasil que praticamente não cresce.

Justamente por ter chegado tão rápido a um objetivo que nem imaginava que eu iria conseguir que comecei a planejar uma carreira internacional.” Se continuar nessa velocidade, o mundo pode ficar em breve pequeno para Anitta. Ou não. “Em cinco anos, penso em me preparar para dar um stop na carreira artística do jeito que ela é hoje. Não quero ter medo de envelhecer e nem a cobrança de ter de continuar jovem, linda, sem ruga, dançando, com a bunda lá em cima, fazendo duas horas de show por noite. Me imagino empresariando outros artistas e com uma carreira mais tranquila para poder ser mãe. Hoje, estou no controle de praticamente tudo relativo à minha carreira.

O que não está sob seu controle? “A resposta do público.

A revista chegará às bancas amanhã, dia 01 de dezembro.

Central Anitta Postagem por: Central Anitta
10
nov
17

É improvável que, vivendo no Brasil, você desconheça Anitta. Sua voz está nas rádios e figura entre as mais ouvidas no streaming nacional. Seu rosto hoje está entre 16 campanhas publicitárias e ela é a brasileira mais seguida do Instagram com 23,7 milhões de fãs. Anitta está em programas de televisão, capas de revista, é pauta de programas de fofoca e trilha sonora de novela. Seu nome está na boca do povo –  para o bem e para o mal.

Para nossa capa digital em comemoração aos 17 anos de QUEM Acontece, escolhemos a garota do momento: Anitta. Foram meses de negociação para conseguir encaixar na agenda dela o ensaio que você confere aqui. Por telefone – afinal, é difícil acompanhar Anitta se você não tem seu próprio jatinho – a cantora conversou comigo. “Desculpe o atraso, estava em uma reunião e ela demorou mais do que eu esperava”, disse ao me ligar. Essa é uma parte da sua vida, aliás, que não aparece nos posts do Instagram.

Anitta é cantora, mas também é uma mulher de (muitos) negócios. Quando não está no palco, se divide entre planejar e conduzir os rumos de sua carreira internacional e a vida pessoal. Se ela precisa colocar na agenda um tempinho pra curtir o namorado, Thiago Magalhães? “Não preciso (risos). É um comum acordo, se você está com vontade e a pessoa também… Depende da vontade dos dois”, garante, sem entrar em detalhes.

A meteórica carreira de Anitta já virou um case de sucesso que é assunto no meio publicitário e motivo de orgulho da cantora, que sabe que a voz está longe de ser seu principal trunfo. “A voz é um dos fatores, mas não é o mais importante. A mente é. Se você se perder no caminho, não adianta ter a voz mais incrível”, avalia.

Muitas vezes as pessoas olham superficialmente para carreira de alguém. ‘Ai…se eu sou x, só posso fazer x’… Por mais que o meu trabalho seja conhecido como o de cantora, existe muito mais. Existe ter compromisso com as pessoas, responsabilidade, palavra, ética, honrar o que fala”, continua.

Os motivos do ‘fenômeno Anitta’ não são poucos nem tão simples de se elencar. Gostos musicais à parte – você pode amá-la ou detestá-la – é admirável o quão rápido e longe chegou a artista nascida e criada no Morro do Brinquedo, em Honório Gurgel, subúrbio carioca.

Sempre tive esse desejo, o sonho de ser artista. Mas daí a acontecer é uma coisa que eu não tinha como imaginar”, diz ela, que começou cantando no coral de igreja, onde ia todos os domingos. “Em Honório eu ia muito para igreja e pra festa dos amigos, dos vizinhos. Eu não tinha muito acesso a coisas que não fossem ali de perto”, relembra ela, que nunca se distanciou das suas raízes.

Eu até olho pra trás, porque minha origem é humilde. Meu pai e minha mãe se orgulham muito, meu irmão também. Eles mudaram de vida por causa do meu trabalho e eu mudei de vida por conta do apoio e ajuda deles. Tento mantê-los perto de mim para manter o pé no chão”, diz ela, que hoje em dia leva seus amigos de Honório para as festas que dá em sua mansão na Barra da Tijuca: “Falo com toda a galera de Honório, eles vem pras minhas festas de aniversário, na minha casa. Não tem grupo no whatsapp por que lá eu só tenho de trabalho. Mas converso com eles sempre e os convido para as minhas celebrações“.

Dona do próprio nariz

Fazendo jus ao ditado que diz que ‘o olho do dono é o que engorda o gado’, Anitta se fez empresária dela mesma e está a par de tudo – absolutamente tudo – que envolve sua carreira. “Decidi tomar conta dos meus próprios passos. Tento fazer sempre da forma que amo, que eu sinta prazer e me sinta feliz. O que acontece na minha carreira é resultado de amor, dedicação. Sempre vou fazer algo em que acredito e não o que alguém me mandou e não tem a ver comigo”, avalia.

Sou eu quem dou os comandos, minha equipe cuida da agenda de acordo com o meu direcionamento. Depois que decido, tento apagar da minha memória. Senão fica muita coisa na minha cabeça”, explica.

Aos 24 anos, Anitta é responsável pelo emprego direto de 31 pessoas, entre banda, produção e balé, sem contar o time de publicidade, assessoria e gravadora que se dedica à cantora. Para o maquiador e amigo pessoal Renner Souza – quem acompanha o Instagram Stories dela sabe que os dois são unha e carne – o sucesso de Anitta está intimamente ligado à sua dedicação.

Ela costuma falar: ‘Quero que vocês sejam os melhores profissionais do mundo’. Anitta tem uma equipe que ela treina para ser a melhor, porque ninguém consegue fazer uma carreira dessas só. Ela é focada em tudo o que faz, e faz com amor. Ela realmente abdicou de muitas coisas da vida dela – de uma certa liberdade porque ela é uma menina jovem – pra realizar esse sonho”, diz.


Parceria é a alma do negócio

Anitta estourou em todo o Brasil em 2013, ano em que se tornou a cantora mais buscada do Google. Em 4 anos (sim, apenas 4 anos) virou uma verdadeira fábrica de hits. “Tenho a sensação de ser muito mais tempo. Amadureci muito rápido e muita coisa aconteceu”, conta.

Marina Morena, sócia da Map, agência de negociações para publicidade e licenciamentos que presta consultoria para Anitta, exalta as qualidades da amiga que a levaram onde está hoje. “Eu a vejo como uma atleta pela determinação, pelo fôlego, persistência. Ela tem uma personalidade forte e tem um sexto sentido inacreditável”, avalia. “No começo fiquei em dúvida, nossa empresa fazia o papel inverso de atender o cliente e não o artista. A Amanda (Gomes, sócia) insistiu e falou: ‘Essa menina vai fazer sucesso!’”, relembra.

Foi Marina quem apresentou Anitta a Giovanni Bianco, o diretor-criativo da Vogue Itália e um dos nomes mais importantes da moda internacional, queridinho de estrelas como Madonna e Gisele Bündchen. “Giovanni a conheceu em um jantar e adorou. As pessoas ficam encantadas como uma menina tão nova é tão focada e esperta”, diz Marina.

Ela tem todos os elementos para se tornar uma grande estrela da música pop internacional, se conseguir administrar as ansiedades naturais de uma menina de 24 anos. Ela tem uma estrela gigante e talento, além de armas potentes em sua mão: paciência e inteligência emocional, fatores fundamentais para ela continuar voando. Essa menina não veio ao mundo para brincar”, avalia Giovanni Bianco.

Na época, Anitta se preparava para lançar o álbum Bang, e foi Bianco quem sugeriu a criação da música de mesmo nome, cujo clipe foi dirigido por ele e já soma 324 milhões de visualizações no Youtube.

A gente não tinha grana para pagar o trabalho todo. Ela fez uma campanha de jeans e conseguiu o apoio de uma marca de cosméticos”, relembra Marina Morena sobre Bang. Desde então, Anitta tem se valido também da parceria com as marcas para diminuir os custos das megaproduções.

Sobre dinheiro, no entanto, ela é reticente. “Trabalho pensando em me realizar mais do que em fazer dinheiro. Tento fazer com que eu consiga manter os investimentos da minha carreira do jeito que eu sonho. Beleza, estrutura, qualidade… tudo isso precisa ter investimento. O que faço é trabalhar todos os lados e faço com que um sustente o outro”.


Respeito se conquista

Depois de Bang, um turning point em sua carreira, Anitta fez das parcerias musicais outro trunfo. Com isso, ela conseguiu levar seu nome além do funk, para fãs de sertanejo, pop internacional e até música eletrônica – uma mistura ousada, que poderia ter dado muito errado. Não deu.

Entre os parceiros musicais estão o astro latino Maluma, a rapper Iggy Azalea, Wesley Safadão e Projota. Loka, de Simone e Simaria com Anitta, já soma 483 milhões de visualizações: “Anitta é uma pessoa iluminada, por quem temos um carinho gigante. É sempre uma festa quando nos encontramos”, elogia Simone. “Ela é uma pessoa iluminada, inteligentíssima, que temos um carinho gigante”, emenda Simaria.

Amigo inseparável – dos passeios de barco ao cineminha em casa, Nego do Borel também é parceiro dela no sucesso Você Partiu Meu Coração, com Safadão, que tem 277 milhões de visualizações e ganhou versão em espanhol gravada por Maluma. “Anitta é a irmã que a vida me deu, por ela faço tudo que for preciso. Ela canta muito, é focada, inteligente, gata, gente boa e faz questão de acompanhar cada detalhe do seu trabalho de perto“, derrete-se.

O respeito vem ainda de nomes consagrados na música popular brasileira. “Gosto de Anitta desde que a ouvi num ensaio do Prêmio Multishow. Ela tem tanto talento que seu sucesso aqui ou em qualquer lugar é a coisa mais natural do mundo“, elogia Caetano Veloso, que dividiu com ela e Gilberto Gil a oportunidade única de cantar na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, para o Maracanã lotado.

A moda também faz parte de suas conquistas. Anitta virou queridinha de grifes internacionais, estilistas e revistas, algo impensável para uma funkeira alguns anos atrás. “O primeiro passo é muito difícil. Entrar num terreno que já está capinado e correr por ele é muito mais fácil do que ter que capinar tudo”, avalia ela.

Quando eu lembro de todas as barreiras que tive que enfrentar para abrir as portas, acabo me sentindo mais orgulhosa ainda, procurando forças para conseguir mais coisas. Na fase em que comecei não existia nada do tipo acontecendo, a galera não acreditava muito, duvidava. É mais difícil, mas depois é mais prazeroso lembrar da estrada toda e de como foi galgar esse lugar”, diz, cheia de orgulho.

Para se ter uma dimensão do império musical que ela vem construindo, alguns números: O clipe de Sua Cara, em parceria com Pabllo Vittar e Major Lazer, alcançou 20 milhões de views em 24h e é o terceiro mais visto do Youtube em 1 dia. Paradinha está na lista dos vídeos em alta nos Estados Unidos.

Checkmate

Para quem ainda não é fã, Anitta tem dado seu ultimato: o projeto Checkmate, em que ela se propôs a lançar um vídeo todo mês. “Esse projeto me apresenta para pessoas que não me conhecem. O grande desafio é conseguir ir aos poucos, sem muita ousadia, pra conseguir trilhar um caminho seguro, mas ao mesmo tempo manter o que tenho”, explica ela.

Ela já pensava em fazer algo que impactasse o mercado brasileiro em qualidade e quantidade de clipes. Fomos afinando e chegamos ao Checkmate, que todos aguardam mensalmente, com giros pelo Brasil, peças de xadrez em capitais e eventos com marcas e imprensa. O projeto é audacioso e conta com uma estrutura incrível. Anitta é tudo isso que a gente vê: pioneira, original, genial e muito talentosa”, conta Paulo Pimenta, assessor de imprensa da cantora.

Com Checkmate, Anitta já lançou Will I See You, uma balada romântica que é também flerte musical com Poo Bear, produtor de Justin Bieber, e Is That For Me, feat. com o DJ Alesso que envereda pela música eletrônica. Depois de nosso bate-papo, Anitta voou para Nova York para sua nova aposta: Downtown, parceria em espanhol com o colombiano J.Balvin – sucesso mundial com o reaggeton Mi Gente.

O projeto faz parte de uma estratégia ambiciosa de Anitta na construção de sua carreira e é inédita no mercado fonográfico brasileiro – podendo ser comparada ao marketing de grandes estrelas pop, como Taylor Swift e Katy Perry que, aliás, já espalhou globos espelhados pelo mundo em uma ação semelhante às peças de xadrez pelo Brasil.

Tenho o sonho da carreira internacional, mas preciso fazer isso de maneira inteligente para não perder meu público no Brasil, ao mesmo tempo que começo a construir lá fora. É uma coisa que não vai ser rápida, assim como não foi no meu país. É mais difícil ainda porque ninguém fez isso ainda antes. É começar do zero”, explica. Com isso, Anitta renova, mês a mês, o interesse do público por sua carreira, despertando também o interesse de quem é apenas curioso (ou hater).


Assumindo riscos

Apesar de investir suas fichas na carreira internacional, Anitta diz não se sentir pressionada a se tornar essa grande estrela pop tipo exportação que há anos o mercado brasileiro tenta impulsionar. “Fico muito feliz em ver a torcida das pessoas e em ver que elas acreditam que eu possa acontecer lá, mas tento não me sentir pressionada e informar ao público que essa não é uma tarefa fácil. Se fosse, teríamos outros casos e não temos. Tento dizer para galera que pode não se concretizar e não tem problema nenhum. A gente não tem que deixar de fazer por medo de fracassar. Fracasso pode ocorrer, eu não estou imune a ele. Se não der certo, vou ter a convicção de que fiz tudo da melhor maneira possível. Fiz tudo pra que acontecesse”.

Para quem já chegou tão longe, colocar o pé no freio não é uma opção. “Se a gente tiver medo, a gente não faz. Tenho a consciência da possibilidade. Tenho consciência de que é possível tanto o sucesso quanto o fracasso. Você vai em frente e a vida não acaba. Morei em Honório, tinha minha vida lá e era super feliz. Tenho minha carreira no Brasil e sou super feliz. Posso crescer e ser feliz, posso não crescer… Mas medo eu não tenho”.


Fonte: QUEM
Reportagem: Fabiana Sato
Fotos: Eduardo Bravin

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