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28
jun
16

Anitta é capa da edição de junho da revista Corpo a Corpo, que já está a venda desde o início do mês. Com um ensaio e entrevista em clima descontraído, ela falou sobre sua carreira e cuidados que tem com seu corpo, além de outros assuntos, como críticas que recebe e autoestima. Nessa edição, a revista ainda conversou com pessoas que ajudam a cantora à manter sua aparência, desde sua cabeleireira à seu nutricionista.

Anitta de verdade
Cerca de 30 milhões de seguidores nas redes sociais, disco de ouro já na pré-venda de seu terceiro CD, Bang!, um bilhão de visualizações no YouTube e uma agenda lotada de shows, eventos e entrevistas. De volta às páginas da Corpo, o fenômeno carioca de apenas 23 anos abre o jogo sobre autoestima e carreira e falta que um bom hambúrger faz quando precisa seguir à risca uma rotina de treino e dieta.

Boa noite! Tá no ar o Música Boa Ao Vivo, com cenário novo e apresentadora nova. Quero agradecer a vocês aqui e ao pessoal que está assistindo em casa por participarem de mais uma realização minha. Sempre quis ter um programa, segurar uma ficha… Nem tenho tanta coisa pra falar, mas pedi essa ficha porque dá uma imponência.” Com essas palavras, um vestido preto curtinho e a irreverência de sempre, Anitta assumiu o comando da terceira temporada do musical que vai ao ar no Multishow toda terça-feira, às 20h30. A forma como a atração vem sendo conduzida desde então (dois meses e contando) é resultado de muito ensaio e mostra não só uma vocação clara para o entretenimento, mas também como os anos de prática em sua antiga casa, em Honório Gurgel (RJ), usando um perfume como microfone, valeram a pena. Aliás, foi assim que, certo dia, aos 17 anos, resolveu gravar um vídeo amador simulando a apresentação de um programa em que também cantava e dançava para postar no YouTube. O que ela não imaginava era que a brincadeira chamaria a atenção de ninguém menos que Batutinha, o ‘Midas’ do funk. “Na época, trabalhava na Furacão 2000 (gravadora carioca que produz coletâneas e shows de funk) e uma canção que escrevi e produzi estava indo muito bem nas rádios e nos bailes do Rio. Várias meninas começaram a fazer covers na internet e, logo que vi o da Anitta, pedi para minha equipe localizá-la. Após alguns testes no estúdio, tive a certeza de que havia encontrado alguém com muito talento“, lembra. Ela, claro, não pensou duas vezes antes de abandonar o estágio como administradora em uma empresa e mergulhar de cabeça no que era seu sonho de infância. Mas só em 2012, depois de abrir mão de parte de sua adolescência em busca de oportunidades e perder as contas de quantas vezes fez shows de graça, é que conseguiu fechar contrato com uma grande gravadora.

Nasce uma estrela
No ano seguinte, seu primeiro álbum, homônimo, caiu nas graças do público com Show das Poderosas, lançada contra a vontade de sua equipe na época, que não acreditava no potencial do single. Anitta estava certa. Em pouco tempo, o refrão chiclete dominou as rádios e a coreografia, imortalizada em um vídeo independente, viralizou. “Mesmo sabendo quanto trabalhei pra chegar até aqui, é difícil acreditar que consegui conquistar tantas coisas em tão pouco tempo“, comenta enquanto a manicure retoca o esmalte branco de suas unhas por um mix de dois tons de nude e Renner Souza, seu beauty artist e fiel escudeiro, dá forma e volume ao cabelo, que estava molhado quando chegou ao local das fotos desta edição – um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. De lá pra cá, foram inúmeros hits e prêmios (internacionais, inclusive!). A carreira de Anitta continua ascendente e o álbum Bang! é prova disso. “O processo criativo do CD durou cerca de um ano e reflete bem o modo como gosto de gerenciar tudo: com calma. Não me preocupei com prazo ou rótulos. Cantei o que queria e coloquei ritmos que me agradam. Por isso ele é tão eclético“, pontua. Dona de uma autenticidade tão intrigante quanto envolvente, ela já aprendeu o preço de falar o que quer e está disposta a ouvir o que não quer. “Parei de me importar com o que falam quando percebi que, muitas vezes, as críticas são feitas por pessoas que não me conhecem e baseadas em frases que eu não disse ou situações que nunca existiram. Sou muito sincera e nem passa pela minha cabeça mudar para agradar os outros ou evitar comentários maldosos“, dispara.

Espelho, espelho meu
Quando o assunto é sua aparência, Anitta não esconde que já fez mamoplastia redutora, rinoplastia, lipoaspiração e preenchimento labial, mas é categórica ao negar que tais intervenções tenham a ver com qualquer tipo de complexo. “Fiz, sim, cirúrgias plásticas, mas sempre me amei. Só quis melhorar. É como uma pessoa morena que pinta o cabelo de loiro e nem por isso é insegura, neurótica ou depressiva. É apenas para se sentir mais bonita ou diferente“, afirma, enfatizando que seria bem menos vaidosa se sua imagem não fosse tão essencial.
Quando a Anitta vem ao salão, passa por um de nossos rituais, chamado ressurreição capilar, que hidrata e esfolia os fios, reduz o volume, otimiza o funcionamento dos bulbos e regenera as pontas. O corte é simples, só para manter o comprimento“, revela Claudia Luquet, proprietária do Blush Hair Design, no Rio de Janeiro.
Os cuidados com o rosto e o corpo ficam nas mãos de uma pessoa mais do que especial, sua tia, Lurdinha Mattos, enfermeira que há 15 anos se especializou em estética. “Fazemos depilação a laser, limpeza de pele, peeling de cristal e máscaras à base de aloe vera e argila com chá verde para diminuir a oleosidade e recuperar a tez dos efeitos negativos do uso prolongado de maquiagem. Drenagem linfática, radiofrequência e massagens modeladoras semanais, por sua vez, combatem problemas como retenção de líquidos, celulite, gordura localizada, inchaço e flacidez e favorecem a circulação e a produção de colágeno“, entrega.

Guerra contra a balança
Anitta assume que tem dificuldade em fazer dieta, sim, mas não faz disso um drama. “Tento buscar o equilíbrio. Há momentos em que estou a fim de acordar cedo, treinar e comer alimentos saudáveis, mas, se tenho vontade, me permito uma ou outra besteira sem culpa. Meu termômetro são minhas roupas: se elas começam a não servir mais, sei que está na hora de fechar a boca e correr atrás do prejuízo“, admite. A cantora não tem alergia ou intolerância alimentar e é contra cardápios megarrestritivos.
Propus a redução do consumo de carboidratos e o aumento do de proteínas, fitoquímicos e gorduras boas, com receitas fáceis de fazer e que promovem saciedade. Para controlar a vontade de comer doces, por exemplo, sugeri sementes de abóbora, ricas em cromo, e snacks de coco, fonte de fibras e ótima pedida para a sobremesa ou para o lanche da tarde“, indica o nutricionista Luciano Bruno, de São Paulo. Ovos, oleaginosas e frutas de baixo índice glicêmico fazem parte do plano alimentar elaborado para a toda poderosa, bem como chás termogênicos e antioxidantes, como o branco, o verde, o de gengibre e o de mulungu com própolis. “Esses chás são ricos em compostos fenólicos, que estimulam a queima de calorias e diminuem o acúmulo de gordura“, esclarece Luciano.

Essa mina é fit
Ou quase. Quem acompanha seu dica a dica no Snapchat sabe que a cantora vive em uma eterna luta contra a preguiça na hora de praticar atividades físicas. “Amo comer e dormir, mas meu trabalho me obriga a não descuidar da saúde. Se paro de treinar, deixo de render no palco“, conta. Assim que decidiu tomar as rédeas de sua carreira, em 2014, Anitta diminuiu sua média mensal de shows de 30 para 10 em busca de qualidade de vida, mas, mesmo assim, está sempre ocupada por conta de algum compromisso profissional. “Parei de me sentir obrigada a ir à academia todos os shows. Vou três ou quatro vezes por semana porque minha prioridade é meu bem-estar. Não adianta estar supergostosa à custa de viver exausta“, diz. A solução? Achar uma maneira prática e prazerosa de colocar o corpo em movimento. “Adoro andar de patins, é praticamente uma terapia antiestresse. Além disso, subo vários lances de escada, faço aula de dança e caminho ao ar livre. Ah, também gosto de lutas! O que detesto mesmo é a esteira. Você faz 10 minutos e parece que está lá há duas horas!“, brinca. Sempre que pode, Anitta investe nos chutes e socos mesclados a um treino funcional com a ajuda dos personal trainers Chico Salgado e Rodrigo Ruiz, do Rio de Janeiro e de São Paulo, respectivamente. “Rodrigo e eu sempre trocamos informações sobre os treinos para que ela consiga potencializar os benefícios. Ela é uma aluna comprometida e se entrega de corpo e alma“, elogia Chico. “As aulas duram mais ou menos uma hora, trabalham o corpo todo e são bem dinâmicas e intensas“, completa Rodrigo Ruiz. Outro profissional que dá uma forcinha nos exercícios é o personal trainer Bruno D’Orleans, do Rio. “Nosso treino foca em descanso ativo e musculação para turbinar o gasto energético, estimular o ganho de massa magra e melhorar a parte cardiorrespiratória“, explica.

Fotos:

Scans:

08
jun
16

Capa da Revista Regional do mês de junho, Anitta fala sobre suas polêmicas, seu projeto mais recente, apresentar o Música Boa Ao Vivo, além de conversar sobre sua nova turnê. Confira a entrevista completa e, no fim do posts, as fotos para do ensaio para a revista.

Tudo o que ela faz ou diz vira notícia. A mais recente foi o preenchimento labial que deu no que falar. Mas, como sempre, Anitta levou tudo com bom humor. “Sou uma pessoa que assume o que faz. É besteira ficar mentindo. Não gosto, não sei e não deixaria de fazer o que tenho vontade só porque fulano ou beltrano irá comentar ou pensar X ou Y“, reponde firmemente. Dessa vez, com novo projeto, ela divide seu tempo entre o palco e a televisão, onde também demonstra seu talento como apresentadora no “Música Boa Ao Vivo”, no Multishow, e explica que a ideia de participar desde programa é acabar com o preconceito musical. “Quero quebrar barreiras, de idade, ritmo, esteriótipos de que se uma pessoa é nova, não entende de música antiga. Se ela canta funk, não entende de MPB. Se é bonita não pode ser afinada. Se fez plástica, não tem talento pra apresentar. Eu quero quebrar esses preconceitos que ainda existem no Brasil“, diz. Cheia de atitude e personalidade, a cantora encara o desafio de improvisar, mas diz que não pretende mudar o seu jeito de ser, só pra agradar as pessoas. “Vou continuar sendo quem eu sou. Acredito que até agora tenha dado certo, por isso a emissora me convidou. Não faz nenhum sentido mudar. As pessoas estão abertas a interpretações. Quanto mais eu tentar mudar pra agradar X ou Y, vou desagradar o Z, que já gosta de mim do jeito que eu sou. Então vou continuar sendo eu mesma, por mais que as pessoas comentem, se elas pararem é porque estão desinteressadas, e o interesse é uma coisa boa. Por mais que me custe uma fofoquinha ou outra, a verdade é sempre a melhor opção. O público tem que se acostumar a ouvir a verdade“, desabafa. Nessa entrevista, ela ainda fala sobre sua nova turnê ‘Bang Tour‘, além das parcerias pra lá de especiais, e a importância, não só da música em sua vida, mas de ser honesta com seu público.

RR: Recentemente saíram algumas notícias sobre um procedimento estético que você havia feito nos lábios e que teria se arrependido e queria reverter a situação. É verdade?
Anitta: Não! Sou uma pessoa que assume o que faz. É besteira ficar mentindo. Não gosto, não sei e não deixaria de fazer o que tenho vontade só porque fulano ou beltrano irá comentar ou pensar X ou Y. O que considero importante é o respeito com a vida do próximo. Gosto de ser verdadeira, primeiro porque não sei mentir, e não quero enganar ninguém. Quando eu era público, sempre me perguntava porque não era igual a fulana, que é tão maravilhosa. Se eu fiz uma dieta e sequei, e a pessoa está querendo ter o meu corpo, não vou dizer que eu não fiz nada. Tem gente que faz isso. Eu não conseguiria mentir, porque o meu fã ficará dentro de casa, se perguntando porque a Anitta tem esse corpo, se ela não faz nada. Não! Eu fiz um monte de coisas, se você fizer também ficará. Gosto de ser verdadeira para as pessoas entenderem que não caiu do céu ou são sortudas. A vida é de verdade e acontece. Gosto de ser sincera e sempre serei. Por mais que me custe uma fofoquinha ou outra, a verdade é sempre a melhor opção. O público tem que se acostumar a ouvir a verdade.

RR: Passado o tempo, como você lida com essa situaçaão? Esse assunto ainda te deixa desconfortável?
Anitta: Quando as pessoas estão comentando, bem ou mal, é porque elas têm interesse em você. Se elas estão prestando atenção é bom, porque é sinal de que você é uma pessoa interessante. Se você fosse uma pessoa irrelevante, ninguém estaria procurando saber sobre sua vida. É a resposta de que meu trabalho está indo muito bem, e que as pessoas estão interessadas em saber da minha boca, imagina do resto…

RR: Com trabalho a todo vapor, você também lançou a nova turnê ‘Bang Tour‘, Poderia falar um pouco sobre este novo projeto? Você também terá algumas participações especiais?
Anitta: Esse disco apresenta uma nova Anitta, com uma nova linguagem e para todas as idades. É uma virada de página na minha carreira. Queria mostrar o poder de um acerto no alvo. Por isso, escolhi fazer um álbum múltiplo, com músicas bem diferentes entre si. O lançamento tem uma direção criativa. Neste disco quero ousar, oferecendo ao público um conteúdo inédito e irreverente. Eu conversei com o Giovanni (Bianco) e disse tudo o que eu precisava ter nesse trabalho e a mensagem que eu gostaria de transmitir. O próprio nome ‘Bang’ foi uma sugestão dele, quando eu falei que queria passar a ideia de um tiro certeiro, uma tacada incrível. E eu achei perfeito. Eu já tenho um show com o Nego do Borel e, além de querer ter um ‘funkão’ no disco, quis levar essa parceria para além dos palcos. Foi um caso parecido com o da Cone Crew, já que também temos um show juntos e eu amo rap! Por outro lado, eu nunca trabalhei com o Dubeat, mas conheci o trabalho dele, adorei, e resolvi chamar. Sempre converso com o Jhama sobre composições. Ele me presenteou com duas músicas que eu amei, ‘Essa Mina é Louca’, que gravamos juntos, e ‘Cravo e Canela’. Essa segunda achei a cara do Vitin, do Onze:20 e por isso o convidei para cantar a música comigo. Sou fã do trabalho dele.

RR: No Multishow você estreou como apresentadora do programa ‘Música Boa Ao Vivo‘, que fica até outro. O que os fãs podem esperar dessa Anitta multifacetada?
Anitta: Estou muito feliz e também ansiosa! Teremos mais surpresas nesta temporada, criamos quadros e edições temáticas, queremos trazer coisas diferentes, abrir espaço para novos artistas e também ter mais interação com o público de casa. Eu sempre quis ser apresentadora, desde pequena sonhava com isso. Fiquei muito feliz com o convite do Multishow. É um sonho realizado. É muito especial fazer o programa acontecer e o mais legal é interagir com todos os convidados.

RR: Existem muitos apresentadores que estão na estrada há anos, mas os programas ainda são gravados. De alguma forma, essa situação te deixou nervosa, por ser ao vivo?
Anitta: Eu já apresentei o TVZ ao vivo, e nós só marcamos a minha posição um dia antes. No dia seguinte, cheguei 40 minutos antes e levamos o programa de maneira natural. Eles nunca tinham me visto, mas foram bem confiantes (risos). Não havia participantes, era só eu e o público. Fiquei mais de duas horas no ar e foi bem tranquilo. No ao vivo deu tudo certo, foi incrível. Me deixaram livre pra eu fazer da forma que eu acreditasse. Aqui, converso sempre com as pessoas que escolhem o repertório e decidimos juntos. Na hora falamos o que vai acontecer, por isso, não precisamos de muitos ensaios. Eu faço show todos os dias ao vivo. Estou muito acostumada.

RR: Já percebemos que você funciona super bem no improviso, mas ao mesmo tempo, qualquer palavra errada que você fale gera certa polêmica. Você pretende se policiar ou será natural?
Anitta: Vou continuar sendo quem eu sou. Acredito que até agora tenha dado certo, por isso a emissora me convidou. Não faz sentido nenhum mudar. As pessoas estão abertas a interpretações. Quanto mais eu tentar mudar para agradar X ou Y, vou desagradar o Z, que já gosta de mim do jeito que eu sou. Então, vou continuar sendo eu mesma, por mais que as pessoas comentem, se elas pararem é porque estão desinteressadas e o interesse é uma coisa boa.

RR: Você é uma cantora que começou com o funk, mas hoje conversa com vários ritmos. De que maneira você pretende imprimir a sua personalidade no programa?
Anitta: Vai depender do tipo de artista que nós teremos no programa, porque se for uma mistura, por exemplo, de pessoas irreverentes e pra cima, conseguiremos criar um repertório que tenha a cara deles. Se for com pessoas mais sérias, mais velhas, que conversem com este tipo de público, tudo bem, porque vamos mudando o discurso e a forma que nós conduzimos a situação. É basicamente o que eu costumo fazer em cada programa, seja para o público infantil, de mães, jovens ou gays. Mudamos o discurso e não a entonação. As parcerias são bem inusitadas por misturarem pessoas que nunca imaginariam que fossem cantar juntas.

RR: Alguns nomes como Jorge e Mateus e Sorriso Maroto fizeram parte da estreia do programa. Você tem liberdade de convidar artistas?
Anitta: Até dei uma antecipada, nem sabia se podia, mas fizeram uma fofoca entre mim e Ludmilla. Quero dizer que ela esteve no meu programa. Com certeza vamos convidar pessoas que tenham a ver com o ‘Música Boa Ao Vivo’ e com o público. Não basta eu dizer quem eu gostaria de levar. Tem uma galera que entende sobre audiência. Eu tenho algumas ideias, mas são eles que irão dizer sim ou não. Nós daremos oportunidade pra galera desconhecida se apresentar também. Teremos muito trabalho e cada apresentação será única e diferente. Será um programa que a minha mãe e minha irmã irão amar.

RR: O nome do programa é bem sugestivo, por isso, ter pergunto, o que você considera uma boa música?
Anitta: Música boa é a que faz você querer ouvir novamente. É feita com carinho, que te faz querer aumentar o som, seja num momento em que você está bem ou não. Música boa é bem-feita!

RR: Mesmo com a turnê você conseguiu encaixar o programa na sua agenda. Esse já era um projeto planejado? A emissora já havia feito convite anteriormente?
Anitta: Rolou dessa vez, mas eu já disse sim na mesma hora, não pensei nem por três segundos. O que me fez aceitar, é porque eu amo o programa, quero mostrar para o público que é possível cantar vários ritmos ao mesmo tempo. Quero quebrar barreiras, de idade, ritmo, estereótipos de que se uma pessoa é nova, não entende de música antiga. Se ela canta funk, não entende de MPB. Se é bonita não pode ser afinada. Se fez plástica, não tem talento pra apresentar. Eu quero quebrar esses preconceitos que ainda existem no Brasil. Sobre a agenda de shows, o que eu fiz foi concentrar nos dias em que eu não tenho programa, que acontecem nas segundas e terças. Minha agenda não é só de shows, porque eu tenho campanhas publicitárias, vídeo clipe, CD, estúdio… A quarta-feira eu deixei reservado para o pessoal da publicidade. Quinta, assessoria de imprensa, e na sexta-feira deixei aberto para algo que apareça, mas também faço shows à noite, inclusive sábado e domingo. Minha agenda sempre foi muito corrida, gosto desse esquema. A única coisa que nós ficamos meio assim é quando surge convite internacional, mas nós estamos nos ajeitando.

RR: Seu desempenho como apresentadora tem sido excelente. Se pintar o convite para participar da segunda temporada do programa, você pretende aceitar?
Anitta: Se depender de mim, se Deus quiser, nós vamos continuar. Estou muito feliz. Eu até perguntei quantas temporadas eram essa edição. O programa acontece no Rio de Janeiro, e pra mim está sendo incrível, porque pelo menos eu consigo ficar duas vezes na as semana em casa. Havia dias que eu nem via a minha casa. Moro com a minha família, e a vida deles continua bombando. É bom estar em casa.

RR: No Brasil, existem muitos programas e você já comentou que quando era criança brincava de ser apresentadora. Dentro deste universo, você se inspirou em alguém?
Anitta: Quando eu era criança, sempre assistia e reproduzia um programa na minha casa. Meus convidados eram bichinhos de pelúcia. Eu tinha meu microfone e, às vezes, até os meus familiares participavam da brincadeira. Todo mundo tinha que fingir e os meus primos eram obrigados a cantar. Se você conversar com a minha mãe, ela irá contar tudo que eu fazia quando eu era menor. Uma loucura! Sempre fui muito fã de televisão porque sempre quis trabalhar nela. Ela fez parte da minha infância e adolescência. Talvez, por isso, eu consiga fazer de forma tranquila, não fico nervosa e nem me sinto pressionada. Aliás, eu fui descoberta dessa maneira. Coloquei um vídeo no youtube em que eu apresentava. Peguei minha câmera de vídeo e fiz um programa falso. Eu era cantora, apresentadora e dançarina. Um produtor viu o vídeo e me convidou para cantar. Uma loucura! Claro que eu fiz o favor de apagar este vídeo, pelo menos na minha memória não tem mais (risos). Espero que ninguém tenha acesso, porque você imagina que as pessoas falam qualquer coisa. Seu eu errar uma preposição, uma conjugação verbal, é capa de jornal, imagina se esse vídeo reaparece? Acabou!

RR: Em algum momento você ficou preocupada em ter que dar audiência no programa?
Anitta: Se existe alguma cobrança, eu não estou sabendo, mas sou muito critica e exigente comigo. Sou assim nos meus clipes, lançamentos, então imagina num programa. Eu fico em cima, querendo que aconteça. Sou bem chata com as minhas coisas. Quero que todo mundo tenha bons resultados. Sou assim quando estou trabalhando. No programa não será diferente, mas não por conta do canal, e sim porque sou exigente.


Fonte: Revista Regional
14
maio
16

Ousada até: Anitta é a estrela da capa da revista Joyce Pascowitch de Maio. No dia do ensaio, TV Glamurama fez um bate bola exclusivo com a cantora que não tem medo nenhum de ousar e não tem limites de onde quer chegar.
Na entrevista, Anitta fala sobre politica, shows, manias e muito mais!

Assista:

14
maio
16

Na crista da onda, a cantora Anitta não está nem aí para quem diz que ela copia as coreografias de Beyoncé, os clipes de Kanye West e as plásticas de Kim Kardashian. Com 12,5 milhões de seguidores no Instagram, ela é original até em reconhecer que imita “as pessoas”.

Com o ensaio fotográfico realizado por Paulo Sampaio, vestida por Luna Nigro e beleza de Renner Souza, Anitta é capa da edição de maio da Revista Joyce Pascowitch, confira a entrevista completa a seguir e, no final da postagem, as fotos desse maravilhoso ensaio.

O que não falta na antessala do showbiz é candidato a cantor pop com potencial para virar celebridade. Mas Anitta é diferente. “Ela é muito autêntica. Permanece a mesma esses anos todos, por isso o sucesso se mantém“, acredita o assessor de imprensa da cantora, Paulo Pimenta. Esses “anos todos” a que ele se refere são quatro, se contarmos desde o estouro de ‘Show das Poderosas’, seu primeiro grande sucesso. No mês em que foi lançado, o clipe da música se tornou o mais acessado no YouTube Brasil, com 10 milhões de visualizações. Pimenta tem razão. O ritmo dos lançamentos anda tão alucinante que ninguém mais precisa se manter no topo por 30 anos, como Madonna, para ser considerado um fenômeno no mundo pop. O termômetro são as redes sociais. De 2013 pra cá, Anitta angariou nada menos que 12,5 milhões de seguidores no Instagram; 3 milhões no Twitter; e 700 mil espectadores no Snapchat – ela é detentora do primeiro perfil verificado do aplicativo no Brasil.

‘Bang’, clipe acessado por mais de 177 milhões de pessoas, repercute mundialmente. Até youtubers coreanas fazem sucesso com covers do vídeo: a dupla Waveya produziu um, visto por quase 3 milhões de pessoas. Em visita ao Brasil para ministrar um workshop, três bailarinas de Beyoncé aprenderam os passos criados pela coreógrafa Arielle Macedo e, a pedido dela, gravaram um vídeo em que replicaram a dança de brincadeirinha. Arielle, 26 anos, postou no Instagram e, bem, a publicidade agregada foi extraordinária. A coreógrafa, que conheceu Anitta em um show da produtora carioca Furacão 2000, prefere definir seu trabalho como “o estudo de um fenômeno sociológico em alta”: “Estou sempre plugada no que acontece”. Já Anitta é mais direta: “Eu fui descoberta na internet em um vídeo em que eu imitava as pessoas… porque eu imito pessoas“, disse ela a Serginho Groisman, no programa Altas Horas. Um canal do YouTube chamado McImitta, obcecado em denunciar os pastiches da cantora, adicionou a declaração em um vídeo que teve 2,3 milhões de acessos na net.

EU MESMA SEMPRE
Apesar disso, quando tenta explicar por que viraliza tanto, nossa entrevistada bate na tecla da espontaneidade: “Nunca dou uma resposta que não seja o que eu penso. Eu sou eu mesma sempre“, diz Anitta, cujo nome de batismo é Larissa. Especula-se que ela tenha feito oito plásticas. O número exato é uma incógnita. Até ela ignora: “Não sei quantas foram”, diz, meio sem paciência. Natural que considere o assunto esgotado, agora que chegou a aparecer no programa do Faustão com um esparadrapo no nariz, depois de operá-lo. Na época, disse que aproveitou para reduzir os seios. A boca está visivelmente aumentada. Parece contraditório, mas Anitta garante que não se submeteu às cirurgias porque se sentia infeliz com a aparência. Simplesmente “deu vontade“. “Quando alguém decide pintar o cabelo, você acha que é porque está infeliz?“. A propósito, a irmã Kardashian com a qual ela mais se identifica não é Kim, mas Kylie (que, na verdade, é meia-irmã de Kim por parte de mãe).

Seus assessores reforçam o marketing da autenticidade. Bruno Ilogti, diretor de três de seus clipes, incluindo o último, ‘Cravo e Canela’, acredita que Anitta é diferente das outras porque não se apresenta em um envelope pronto, “de acordo com o que está na moda”: “Ela tem opinião, segue o instinto e faz o que acha interessante. O sucesso da Anitta é mérito dela“. Os maldosos insistem em enxergar em seus clipes soluções usadas pelo rapper Kanye West, marido de Kim Kardashian. “No início, quando a gente é jovem, se inspira nas pessoas que a gente ama“, reconhece Ilogti. “A própria Beyoncé, que todo mundo tem como a vanguarda da vanguarda, copiou muita gente antes de ser o que é.” Agora que está mais velha, com 23 anos, Anitta passou a ser copiada – segundo o diretor. “Um mês depois que o ‘Bang’ foi para as redes, o Justin Bieber lançou o ‘Sorry’, com uma coreografia igualzinha“. É. Quer dizer, mais ou menos.

Vamos combinar, o mundo todo copia todo mundo, e isso é quase uma premissa do sucesso nas redes sociais. O que muda, e faz viralizar, é a abordagem de cada um. “Essa questão das imitações é uma bobagem. Tudo já foi feito ou está sendo feito“, diz o diretor de arte dos clipes de Anitta, Giovanni Bianco. “O que faz algo original é o modo com que você faz, sendo que o mais importante é ser corajoso. Neste mundo contemporâneo, eu não crio nada, só faço o que o meu coração me diz

No caso de Anitta, há algo de muito particular, até meio infantil, no modo como repete as caras, bocas e coreografias de suas divas. Tanto que as crianças a adoram. Em homenagem a elas, a cantora inventou o ‘Show das Poderosinhas’. “Uso muita cor, brilho, coloco ursinhos de pelúcia no palco“, explica a stylist Carol Roquete, que foi apresentada à cantora por um amigo e há um ano cuida “de tudo dela“. Só não a veste nos clipes. Carol monta o figurino de acordo com o público. E com a vontade de Anitta, claro, que não tem problemas em se declarar “mandona“. Quando a plateia é mais gay, diz a cantora, ela sobe ao palco com algo propositalmente over: “Plumas eles adoram“; quando é “hétero“, ela aparece mais sensual: “Roupas com telas, decotes e recortes“.”Ninguém no Brasil usa tanta cor, brilho. Foi ela que iniciou essa tendência“, acha Carol, que também veste a blogueira Gabriela Pugliesi

ARROZ, BIFE E BATATA FRITA
Filha de uma artesã e um comerciante (“meu pai vendia bateria de carro“), Larissa/Anitta vive com a mãe e o irmão, que é seu sócio, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Além de cantar, dançar e se mostrar (“sempre fui exibida“), a coisa que ela mais gosta de fazer é comer. “Adoro arroz, feijão, lasanha, amo doce, amo toda comida. Põe na minha frente, eu como“, diz ela. Com 1,62 metro, 64 quilos, shape de gostosona, a cantora diz que não é de fazer dieta nem de malhar. “De vez em quando vou na maré, mas agora, por exemplo, não estou ligando pra isso não. O povo até fala: ‘Você dança tanto no palco que não precisa fazer exercício para emagrecer’. Mas o corpo acostuma, é sempre o mesmo estímulo“. Anitta tem o que chamam de “personalidade forte“. Não vai deixar de fazer o que quer, muito menos quando se trata de abandonar o prazer de comer. No dia da entrevista, apesar de a produção disponibilizar almoço, o tempo todo a cantora pergunta a seus assessores se “a comida já chegou“. O menu da cantora (que ela pediu fora) nem era nada especial. Um bom prato de arroz, dois bifes grandes e tiras grossas de batatas fritas.

Depois da sobremesa, Anitta conta com entusiasmo que tem se saído bem em outras mídias, para além do Instagram e do Snapchat. Sob o comando dela desde o começo do ano, o programa Música Boa ao Vivo, apresentado no canal fechado Multishow, tornou-se um sucesso estrondoso. Na estreia, no começo do ano, só perdeu em audiência para um canal infantil. “Ficar em segundo, nesse caso, é como estar em primeiro. As crianças não deixam de assistir à TV nem na queda das Torres Gêmeas“, acredita Paulo Pimenta. Precavida, a cantora fez aulas particulares de teatro “porque sabia que viria um convite para atuar e não queria deixar ninguém na mão, sabe? Não gosto de dar trabalho“. As lições de arte dramática já foram úteis em duas ocasiões. No filme ‘Copa de Elite’, sátira do blockbuster ‘Tropa de Elite’, ela faz uma repórter; em ‘Breaking Through’, produção americana que não foi exibida no Brasil, aparece em uma ponta. A ambição irrefreável a leva a fazer planos para uma carreira internacional. Diz que no começo do ano foi a Nova York para conversar sobre isso com “algumas pessoas“.

No momento, Anitta ocupa um lugar tão confortável no universo pop nacional que de fato pode se dar ao luxo de ser ela mesma o tempo todo. Ao voltar para casa depois da sessão de fotos, ela e seu maquiador, Renner Souza, ainda estavam tão excitados que não conseguiram pegar no sono. A dupla então se levantou da (mesma) cama, no meio da madrugada, e, sem parar de tagarelar, se dirigiu a uma loja de conveniência para comprar guloseimas. Foram do jeito que estavam. Ela sem maquiagem, de camisola e robe. Ele aos pulos, dançando uma coreografia que faria Arielle Macedo enriquecer muito seu “estudo de um fenômeno sociológico“. E tome Snapchat.

Fotos:

01
maio
16

Uma pesquisa sobre Anitta no apartado de notícias do principal buscador do planeta devolvia instantaneamente, no final de abril,mais de 218 mil entradas. É coisa à beça. Não que ela ameace o reinado midiático dos dois primeiros lugares da lista de “maiores celebridades” nacionais da revista americana obcecada por rankings “Forbes” – Neymar (quase 13 milhões de resultados) e Gisele Bundchen (1,1 milhão) governam, incontestes -, mas os números indicam que seu jamais oculto desejo de se converter em uma superestrela do pop trilha o caminho correto. Contribui para essa certeza a predominância de : a) reportagens positivas; b) reportagens sobre qualquer coisa que não as da ex-funkeira tornada diva com ajuda de uma potente e, por aqui, ainda rara operação de marketing. Que não se engane, contudo, o leitor: Anitta pode ser princesa do noticiário de fofocas de famosos (nenhum dos outros colocados do ranking da revista, no qual não é mencionada, a supera), mas tem, sim, muito mais que dizer para além das suas comentadas transformações físicas, dos seus afetos e desafetos e das diárias conjecturas sobre seus affairs amorosos.

Para começar, a construção de sua imagem veio acompanhada de uma boníssima construção de carreira. Anitta compõe a maioria das músicas que canta, tem uma voz poderosa, afinada, e faro para o sucesso. “Componho por prazer, sempre compus, desde o inicio”, diz à Revista UBC. “E conto com a parceria dos meus produtores Umberto Tavares e Jefferson Junior em muitas das minhas músicas, além de receber composições incríveis de amigos e parceiros.” Não é só por isso. Ela participa – e nisso não difere de uma artista independente qualquer – de todas as tomadas de decisões sobre seu repertório, da pré-produção, da produção, das estratégias de distribuição e até de um ponto ainda pouco observado por criadores e cantores no nosso país: direitos autorais. Anitta só assina contratos de shows condicionando a performance à comprovação de depósito ao Ecad. Em outras palavras, sem o repasse, nem sequer sobe ao palco. Um luxo a que se podem permitir poucos, é verdade, mas nem por isso aproveitado pelos maiores da nossa música. “Conto com uma equipe que me ajuda, pessoas muito talentosas que trabalham comigo, mas faço questão de estar à frente de todo o processo”, descreve.

A equipe a que ela se refere a auxilia por meio de armas profissionais e certeiras. Apela para pesquisas de opinião, usa o termômetro do que se diz sobre ela nas redes sociais à perfeição, analisa tendências de gêneros e estilos mais populares quase um tempo real e prospecta os melhores nomes – entre músicas, produtores, figurinistas, stylists, designers, compositores – que possam contribuir com seu projeto evidentemente ambicioso. Ruídos como a briga pública com a ex-empresária por um suposto rombo contábil milionário não abalam a ascensão da estrela.

CONEXÃO RIO-CALOFÓRNIA

Fã declarada de deusas do panteão pop global tipo Beyoncé, em quem se inspirou em alguns de seus clipes, como o do sucesso “Show das Poderosas” (2013), tem se aproximado do superprodutor americano Diplo, um dos responsáveis pelo êxito da americana e de outros astros de primeira grandeza do sistema estelar estadunidense, como Justin Bieber, Chris Brown e Snoop Dogg. No início de abril, gravava um novo single em Los Angeles produzido por Dae One, tido também um mago a quem se atribui a transformação radical na trajetória de Dogg, do submundo de Longbeach, na Califórnia, para o mainstream da música e do cinema no seu país. Anitta, que percorreu senda semelhante ao deixar o universo do funk circunscrito ao subúrbio do Rio de Janeiro para alcançar voos vem mais altos, demonstra se aproximar de quem lhe é afim. “Vamos chocar o mundo”, anunciou o animado produtor californiano, que estaria planejando uma “guinada para o hip hop” no estilo da carioca.

DE LARISSA A ANITTA

Nascida há 23 anos no bairro de Honório Gurgel, Larissa de Macedo Machado é filha de uma artesã e um vendedor que lhe proporcionaram uma infância cômoda e sem grandes percalços. Teve contato desde cedo com a música, segundo atesta, suas mitas “biografias” espalhadas pela rede. Aos 8 anos já cantava no coral de uma igreja católica na mesma zona onde vivia, mas suas aspirações artísticas profissionais só emergiram muitos anos e um curso técnico de administração mais tarde. Revelada num concurso na TV, tomou a primeira das muitas decisões deliberadas que a levaram aonde está: deixou um promissor estágio na multinacional Vale para se dedicar por completo à construção de sua carreira. Fã da minissérie da TV Globo “Presença de Anita”, tornou-lhe o nome e a atitude sexy, decidida, da protagonista e, por proximidade física e cultural, passou a batalhar por seu lugar no competitivo universo funkeiro.

A imersão total no batidão não durou muito tempo. Sem jamais abandonar suas raízes, como reafirma, abraçou o pop e as múltiplas possibilidades que esse estilo mais global e palatável poderiam lhe oferecer. “Comecei minha carreia no funk, adoro e canto até hoje”, sustenta. “Assim como canto os demais ritmos em meus shows e álbuns. Sempre fui eclética, e minha base inclui todos os ritmos. Acho que aos poucos o funk foi mostrando a que veio, ganhando seu espaço, e hoje tem alcançado cada vez mais lugares no Brasil e no mundo. Mas minha vontade sempre foi poder cantar de tudo. Hoje eu consigo.

TEM ALGO DIFERENTE NO RADAR

Uma precoce turnê internacional, em 2014, um ano depois do lançamento do primeiro disco, “Anitta”, pela Warner, levou-a a lugares como Lisboa, Madri e Barcelona. Alguns meses depois, Nagoya e Tóquio. Somado aos frequentes contatos com produtores americanos, esse movimento diz muito sobre seu desejo de internacionalização. Descrita como “exótica”, “sexy”, “bela” em sites estrangeiros em cujos radares já figura – um deles fez uma “degustação” às cegas do clipe da recente canção “Bang” entre adolescentes americanos, que ressaltaram as coreografias sensuais e o ritmo contagiante -, ela não crê que o português represente barreira. Mesmo assim, já teria novas músicas em espanhol engatilhadas e – a bala de prata – uma versão em inglês de “Bang” pronta para ser lançada e, espera-se, bombar no verão do Hemisfério Norte. “Entre suas ambições está mesmo alavancar de vez a tão sonhada carreira internacional. Ela acaba de gravar a versão de ‘Bang’ em inglês justamente com esse objetivo. Anitta nasceu com borogodó, mas nunca vi uma artista tão comprometida”, disse à revista “Veja” o presidente da Warner no Brasil, Sergio Affonso.

Foi por essa gravadora que ela lançou, em outubro, o álbum “Bang”, ‘tiro certeiro’, como ela define, marca a definitiva guinada para o pop e já vendeu 300 mil cópias. O salto para o inglês seria só mais um passo bem estudado da artista. “A música boa é universal. Não importa em que língua ela é cantada. A música brasileira tem garantido seu espaço mundo afora, e isso mostra a enorme qualidade dos artistas nacionais. Fico muito feliz em fazer parte desse time. Mas geralmente outros países têm como foco principal a língua universal (inglês) e sua própria língua. Eu jamais descataria (cantar em inglês)”, Anitta argumenta.

O resultado de uma ainda incipiente exposição na Europa já rendeu frutos. Ano passado, ela faturou o troféu de melhor apresentação internacional latina do European Music Awards, a premiação continental da MTV: “Para mim, cada premiação, elogio e oportunidade de crescimento é uma forma de reconhecimento do trabalho de formiguinha que eu venho fazendo desde o início da minha carreira. Sempre fui muito dedicada em trazer novidades para o meu público, seja no repertório, nas parcerias, no conceito diferente de um novo disco… Em ‘Bang’ apresentamos inovações gráficas também, que foram feitas pelo Giovanni Bianco e por sua equipe com base naquilo que conversamos e que eu queria”, diz, referindo-se às comentadas inserções que provam o clipe do single principal e também a arte do álbum.

Caso atinja seu objetico e se lance de fato à fogueira global de vaidades, Anitta é consciente  de que pode ser queimada. Ainda em 2013, o jornal inglês “The Guardian” publicou uma reportagem do seu correspondente no Rio de Janeiro criticando as transformações físicas que a cantora vem realizando. O ponto mais polêmico do texto cogita um tratamento de clareamento de pele – que Anitta nega com veemência – para acompanhar o alisamento dos cabelos e a plástica que lhe afinou o nariz. A cantora, que admite recorrer a procedimento estético reitera constantemente o orgulho por suas origens, sejam elas geográficas, estéticas, étnicas. Antes mesmo das previsíveis criticas mundo afora, numa era em que, protegidos pelo anonimato, ‘odiadores’ profissionais metralham ofensas pela rede, Anitta demonstra enfrentar serenamente os ataques que recebe em casa. Continua a fazer os retoques físicos que lhe apetecem, mesmo quando exposta a enxurradas de memes e comentários maus. Mas, principalmente, talvez protegida pela certeza de que forja com habilidade um pop nacional pela primeira vez capaz de brigar de igual para igual por um lugar ao sol fora das nossas fronteiras, contemporiza as criticas negativas à sua obra. “Acredito muito no trabalho dos críticos. Eles são especialistas, realizam pesquisa, fazem comparações e analisam a qualidade do trabalho artístico”, explica a cantora, que faz questão de separar as opiniões de analista musicais das de seus milhões de fãs. “Também acho que opiniões e gostos podem divergir entre si, e isso é natural. O importante é  que sempre haja respeito às diferenças.

  • ISTO É ANITTA 

23 ANOS
3 ÁLBUNS DE ESTÚDIO, COM QUASE 600 MIL CÓPIAS VENDIDAS
31 COMPOSIÇÕES PRÓPRIAS OU COAUTORIAS GRAVADAS ENTRE AS 39 DOS TRES ALBUNS DE ESTUDIO
1º LUGAR NAS PARADAS NACIONAL COM O TRABALHO DE ESTREIA, ‘ANITTA’, DISCO DE PLATINA PELA ABPD
MAIS DE 172 MILHÕES DE VISUALIZAÇÕES DO CLIPE DA CANÇÃO ‘BANG’, SEU ÚLTIMO GRANDE HIT, SOMENTE NO CANAL OFICIAL DO YOUTBE
12 MILHÕES DE SEGUIDORES NA REDE SOCIAL DE FOTO INSTAGRAM
4º LUGAR NO RANKING DE ARTISTAS MAIS TOCADOS NAS CASAS DE FESTAS BRASILEIRAS EM 2015, SEGUNDO O ECAD

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