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08
jun
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Capa da Revista Regional do mês de junho, Anitta fala sobre suas polêmicas, seu projeto mais recente, apresentar o Música Boa Ao Vivo, além de conversar sobre sua nova turnê. Confira a entrevista completa e, no fim do posts, as fotos para do ensaio para a revista.

Tudo o que ela faz ou diz vira notícia. A mais recente foi o preenchimento labial que deu no que falar. Mas, como sempre, Anitta levou tudo com bom humor. “Sou uma pessoa que assume o que faz. É besteira ficar mentindo. Não gosto, não sei e não deixaria de fazer o que tenho vontade só porque fulano ou beltrano irá comentar ou pensar X ou Y“, reponde firmemente. Dessa vez, com novo projeto, ela divide seu tempo entre o palco e a televisão, onde também demonstra seu talento como apresentadora no “Música Boa Ao Vivo”, no Multishow, e explica que a ideia de participar desde programa é acabar com o preconceito musical. “Quero quebrar barreiras, de idade, ritmo, esteriótipos de que se uma pessoa é nova, não entende de música antiga. Se ela canta funk, não entende de MPB. Se é bonita não pode ser afinada. Se fez plástica, não tem talento pra apresentar. Eu quero quebrar esses preconceitos que ainda existem no Brasil“, diz. Cheia de atitude e personalidade, a cantora encara o desafio de improvisar, mas diz que não pretende mudar o seu jeito de ser, só pra agradar as pessoas. “Vou continuar sendo quem eu sou. Acredito que até agora tenha dado certo, por isso a emissora me convidou. Não faz nenhum sentido mudar. As pessoas estão abertas a interpretações. Quanto mais eu tentar mudar pra agradar X ou Y, vou desagradar o Z, que já gosta de mim do jeito que eu sou. Então vou continuar sendo eu mesma, por mais que as pessoas comentem, se elas pararem é porque estão desinteressadas, e o interesse é uma coisa boa. Por mais que me custe uma fofoquinha ou outra, a verdade é sempre a melhor opção. O público tem que se acostumar a ouvir a verdade“, desabafa. Nessa entrevista, ela ainda fala sobre sua nova turnê ‘Bang Tour‘, além das parcerias pra lá de especiais, e a importância, não só da música em sua vida, mas de ser honesta com seu público.

RR: Recentemente saíram algumas notícias sobre um procedimento estético que você havia feito nos lábios e que teria se arrependido e queria reverter a situação. É verdade?
Anitta: Não! Sou uma pessoa que assume o que faz. É besteira ficar mentindo. Não gosto, não sei e não deixaria de fazer o que tenho vontade só porque fulano ou beltrano irá comentar ou pensar X ou Y. O que considero importante é o respeito com a vida do próximo. Gosto de ser verdadeira, primeiro porque não sei mentir, e não quero enganar ninguém. Quando eu era público, sempre me perguntava porque não era igual a fulana, que é tão maravilhosa. Se eu fiz uma dieta e sequei, e a pessoa está querendo ter o meu corpo, não vou dizer que eu não fiz nada. Tem gente que faz isso. Eu não conseguiria mentir, porque o meu fã ficará dentro de casa, se perguntando porque a Anitta tem esse corpo, se ela não faz nada. Não! Eu fiz um monte de coisas, se você fizer também ficará. Gosto de ser verdadeira para as pessoas entenderem que não caiu do céu ou são sortudas. A vida é de verdade e acontece. Gosto de ser sincera e sempre serei. Por mais que me custe uma fofoquinha ou outra, a verdade é sempre a melhor opção. O público tem que se acostumar a ouvir a verdade.

RR: Passado o tempo, como você lida com essa situaçaão? Esse assunto ainda te deixa desconfortável?
Anitta: Quando as pessoas estão comentando, bem ou mal, é porque elas têm interesse em você. Se elas estão prestando atenção é bom, porque é sinal de que você é uma pessoa interessante. Se você fosse uma pessoa irrelevante, ninguém estaria procurando saber sobre sua vida. É a resposta de que meu trabalho está indo muito bem, e que as pessoas estão interessadas em saber da minha boca, imagina do resto…

RR: Com trabalho a todo vapor, você também lançou a nova turnê ‘Bang Tour‘, Poderia falar um pouco sobre este novo projeto? Você também terá algumas participações especiais?
Anitta: Esse disco apresenta uma nova Anitta, com uma nova linguagem e para todas as idades. É uma virada de página na minha carreira. Queria mostrar o poder de um acerto no alvo. Por isso, escolhi fazer um álbum múltiplo, com músicas bem diferentes entre si. O lançamento tem uma direção criativa. Neste disco quero ousar, oferecendo ao público um conteúdo inédito e irreverente. Eu conversei com o Giovanni (Bianco) e disse tudo o que eu precisava ter nesse trabalho e a mensagem que eu gostaria de transmitir. O próprio nome ‘Bang’ foi uma sugestão dele, quando eu falei que queria passar a ideia de um tiro certeiro, uma tacada incrível. E eu achei perfeito. Eu já tenho um show com o Nego do Borel e, além de querer ter um ‘funkão’ no disco, quis levar essa parceria para além dos palcos. Foi um caso parecido com o da Cone Crew, já que também temos um show juntos e eu amo rap! Por outro lado, eu nunca trabalhei com o Dubeat, mas conheci o trabalho dele, adorei, e resolvi chamar. Sempre converso com o Jhama sobre composições. Ele me presenteou com duas músicas que eu amei, ‘Essa Mina é Louca’, que gravamos juntos, e ‘Cravo e Canela’. Essa segunda achei a cara do Vitin, do Onze:20 e por isso o convidei para cantar a música comigo. Sou fã do trabalho dele.

RR: No Multishow você estreou como apresentadora do programa ‘Música Boa Ao Vivo‘, que fica até outro. O que os fãs podem esperar dessa Anitta multifacetada?
Anitta: Estou muito feliz e também ansiosa! Teremos mais surpresas nesta temporada, criamos quadros e edições temáticas, queremos trazer coisas diferentes, abrir espaço para novos artistas e também ter mais interação com o público de casa. Eu sempre quis ser apresentadora, desde pequena sonhava com isso. Fiquei muito feliz com o convite do Multishow. É um sonho realizado. É muito especial fazer o programa acontecer e o mais legal é interagir com todos os convidados.

RR: Existem muitos apresentadores que estão na estrada há anos, mas os programas ainda são gravados. De alguma forma, essa situação te deixou nervosa, por ser ao vivo?
Anitta: Eu já apresentei o TVZ ao vivo, e nós só marcamos a minha posição um dia antes. No dia seguinte, cheguei 40 minutos antes e levamos o programa de maneira natural. Eles nunca tinham me visto, mas foram bem confiantes (risos). Não havia participantes, era só eu e o público. Fiquei mais de duas horas no ar e foi bem tranquilo. No ao vivo deu tudo certo, foi incrível. Me deixaram livre pra eu fazer da forma que eu acreditasse. Aqui, converso sempre com as pessoas que escolhem o repertório e decidimos juntos. Na hora falamos o que vai acontecer, por isso, não precisamos de muitos ensaios. Eu faço show todos os dias ao vivo. Estou muito acostumada.

RR: Já percebemos que você funciona super bem no improviso, mas ao mesmo tempo, qualquer palavra errada que você fale gera certa polêmica. Você pretende se policiar ou será natural?
Anitta: Vou continuar sendo quem eu sou. Acredito que até agora tenha dado certo, por isso a emissora me convidou. Não faz sentido nenhum mudar. As pessoas estão abertas a interpretações. Quanto mais eu tentar mudar para agradar X ou Y, vou desagradar o Z, que já gosta de mim do jeito que eu sou. Então, vou continuar sendo eu mesma, por mais que as pessoas comentem, se elas pararem é porque estão desinteressadas e o interesse é uma coisa boa.

RR: Você é uma cantora que começou com o funk, mas hoje conversa com vários ritmos. De que maneira você pretende imprimir a sua personalidade no programa?
Anitta: Vai depender do tipo de artista que nós teremos no programa, porque se for uma mistura, por exemplo, de pessoas irreverentes e pra cima, conseguiremos criar um repertório que tenha a cara deles. Se for com pessoas mais sérias, mais velhas, que conversem com este tipo de público, tudo bem, porque vamos mudando o discurso e a forma que nós conduzimos a situação. É basicamente o que eu costumo fazer em cada programa, seja para o público infantil, de mães, jovens ou gays. Mudamos o discurso e não a entonação. As parcerias são bem inusitadas por misturarem pessoas que nunca imaginariam que fossem cantar juntas.

RR: Alguns nomes como Jorge e Mateus e Sorriso Maroto fizeram parte da estreia do programa. Você tem liberdade de convidar artistas?
Anitta: Até dei uma antecipada, nem sabia se podia, mas fizeram uma fofoca entre mim e Ludmilla. Quero dizer que ela esteve no meu programa. Com certeza vamos convidar pessoas que tenham a ver com o ‘Música Boa Ao Vivo’ e com o público. Não basta eu dizer quem eu gostaria de levar. Tem uma galera que entende sobre audiência. Eu tenho algumas ideias, mas são eles que irão dizer sim ou não. Nós daremos oportunidade pra galera desconhecida se apresentar também. Teremos muito trabalho e cada apresentação será única e diferente. Será um programa que a minha mãe e minha irmã irão amar.

RR: O nome do programa é bem sugestivo, por isso, ter pergunto, o que você considera uma boa música?
Anitta: Música boa é a que faz você querer ouvir novamente. É feita com carinho, que te faz querer aumentar o som, seja num momento em que você está bem ou não. Música boa é bem-feita!

RR: Mesmo com a turnê você conseguiu encaixar o programa na sua agenda. Esse já era um projeto planejado? A emissora já havia feito convite anteriormente?
Anitta: Rolou dessa vez, mas eu já disse sim na mesma hora, não pensei nem por três segundos. O que me fez aceitar, é porque eu amo o programa, quero mostrar para o público que é possível cantar vários ritmos ao mesmo tempo. Quero quebrar barreiras, de idade, ritmo, estereótipos de que se uma pessoa é nova, não entende de música antiga. Se ela canta funk, não entende de MPB. Se é bonita não pode ser afinada. Se fez plástica, não tem talento pra apresentar. Eu quero quebrar esses preconceitos que ainda existem no Brasil. Sobre a agenda de shows, o que eu fiz foi concentrar nos dias em que eu não tenho programa, que acontecem nas segundas e terças. Minha agenda não é só de shows, porque eu tenho campanhas publicitárias, vídeo clipe, CD, estúdio… A quarta-feira eu deixei reservado para o pessoal da publicidade. Quinta, assessoria de imprensa, e na sexta-feira deixei aberto para algo que apareça, mas também faço shows à noite, inclusive sábado e domingo. Minha agenda sempre foi muito corrida, gosto desse esquema. A única coisa que nós ficamos meio assim é quando surge convite internacional, mas nós estamos nos ajeitando.

RR: Seu desempenho como apresentadora tem sido excelente. Se pintar o convite para participar da segunda temporada do programa, você pretende aceitar?
Anitta: Se depender de mim, se Deus quiser, nós vamos continuar. Estou muito feliz. Eu até perguntei quantas temporadas eram essa edição. O programa acontece no Rio de Janeiro, e pra mim está sendo incrível, porque pelo menos eu consigo ficar duas vezes na as semana em casa. Havia dias que eu nem via a minha casa. Moro com a minha família, e a vida deles continua bombando. É bom estar em casa.

RR: No Brasil, existem muitos programas e você já comentou que quando era criança brincava de ser apresentadora. Dentro deste universo, você se inspirou em alguém?
Anitta: Quando eu era criança, sempre assistia e reproduzia um programa na minha casa. Meus convidados eram bichinhos de pelúcia. Eu tinha meu microfone e, às vezes, até os meus familiares participavam da brincadeira. Todo mundo tinha que fingir e os meus primos eram obrigados a cantar. Se você conversar com a minha mãe, ela irá contar tudo que eu fazia quando eu era menor. Uma loucura! Sempre fui muito fã de televisão porque sempre quis trabalhar nela. Ela fez parte da minha infância e adolescência. Talvez, por isso, eu consiga fazer de forma tranquila, não fico nervosa e nem me sinto pressionada. Aliás, eu fui descoberta dessa maneira. Coloquei um vídeo no youtube em que eu apresentava. Peguei minha câmera de vídeo e fiz um programa falso. Eu era cantora, apresentadora e dançarina. Um produtor viu o vídeo e me convidou para cantar. Uma loucura! Claro que eu fiz o favor de apagar este vídeo, pelo menos na minha memória não tem mais (risos). Espero que ninguém tenha acesso, porque você imagina que as pessoas falam qualquer coisa. Seu eu errar uma preposição, uma conjugação verbal, é capa de jornal, imagina se esse vídeo reaparece? Acabou!

RR: Em algum momento você ficou preocupada em ter que dar audiência no programa?
Anitta: Se existe alguma cobrança, eu não estou sabendo, mas sou muito critica e exigente comigo. Sou assim nos meus clipes, lançamentos, então imagina num programa. Eu fico em cima, querendo que aconteça. Sou bem chata com as minhas coisas. Quero que todo mundo tenha bons resultados. Sou assim quando estou trabalhando. No programa não será diferente, mas não por conta do canal, e sim porque sou exigente.


Fonte: Revista Regional
14
maio
16

Ousada até: Anitta é a estrela da capa da revista Joyce Pascowitch de Maio. No dia do ensaio, TV Glamurama fez um bate bola exclusivo com a cantora que não tem medo nenhum de ousar e não tem limites de onde quer chegar.
Na entrevista, Anitta fala sobre politica, shows, manias e muito mais!

Assista:

14
maio
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Na crista da onda, a cantora Anitta não está nem aí para quem diz que ela copia as coreografias de Beyoncé, os clipes de Kanye West e as plásticas de Kim Kardashian. Com 12,5 milhões de seguidores no Instagram, ela é original até em reconhecer que imita “as pessoas”.

Com o ensaio fotográfico realizado por Paulo Sampaio, vestida por Luna Nigro e beleza de Renner Souza, Anitta é capa da edição de maio da Revista Joyce Pascowitch, confira a entrevista completa a seguir e, no final da postagem, as fotos desse maravilhoso ensaio.

O que não falta na antessala do showbiz é candidato a cantor pop com potencial para virar celebridade. Mas Anitta é diferente. “Ela é muito autêntica. Permanece a mesma esses anos todos, por isso o sucesso se mantém“, acredita o assessor de imprensa da cantora, Paulo Pimenta. Esses “anos todos” a que ele se refere são quatro, se contarmos desde o estouro de ‘Show das Poderosas’, seu primeiro grande sucesso. No mês em que foi lançado, o clipe da música se tornou o mais acessado no YouTube Brasil, com 10 milhões de visualizações. Pimenta tem razão. O ritmo dos lançamentos anda tão alucinante que ninguém mais precisa se manter no topo por 30 anos, como Madonna, para ser considerado um fenômeno no mundo pop. O termômetro são as redes sociais. De 2013 pra cá, Anitta angariou nada menos que 12,5 milhões de seguidores no Instagram; 3 milhões no Twitter; e 700 mil espectadores no Snapchat – ela é detentora do primeiro perfil verificado do aplicativo no Brasil.

‘Bang’, clipe acessado por mais de 177 milhões de pessoas, repercute mundialmente. Até youtubers coreanas fazem sucesso com covers do vídeo: a dupla Waveya produziu um, visto por quase 3 milhões de pessoas. Em visita ao Brasil para ministrar um workshop, três bailarinas de Beyoncé aprenderam os passos criados pela coreógrafa Arielle Macedo e, a pedido dela, gravaram um vídeo em que replicaram a dança de brincadeirinha. Arielle, 26 anos, postou no Instagram e, bem, a publicidade agregada foi extraordinária. A coreógrafa, que conheceu Anitta em um show da produtora carioca Furacão 2000, prefere definir seu trabalho como “o estudo de um fenômeno sociológico em alta”: “Estou sempre plugada no que acontece”. Já Anitta é mais direta: “Eu fui descoberta na internet em um vídeo em que eu imitava as pessoas… porque eu imito pessoas“, disse ela a Serginho Groisman, no programa Altas Horas. Um canal do YouTube chamado McImitta, obcecado em denunciar os pastiches da cantora, adicionou a declaração em um vídeo que teve 2,3 milhões de acessos na net.

EU MESMA SEMPRE
Apesar disso, quando tenta explicar por que viraliza tanto, nossa entrevistada bate na tecla da espontaneidade: “Nunca dou uma resposta que não seja o que eu penso. Eu sou eu mesma sempre“, diz Anitta, cujo nome de batismo é Larissa. Especula-se que ela tenha feito oito plásticas. O número exato é uma incógnita. Até ela ignora: “Não sei quantas foram”, diz, meio sem paciência. Natural que considere o assunto esgotado, agora que chegou a aparecer no programa do Faustão com um esparadrapo no nariz, depois de operá-lo. Na época, disse que aproveitou para reduzir os seios. A boca está visivelmente aumentada. Parece contraditório, mas Anitta garante que não se submeteu às cirurgias porque se sentia infeliz com a aparência. Simplesmente “deu vontade“. “Quando alguém decide pintar o cabelo, você acha que é porque está infeliz?“. A propósito, a irmã Kardashian com a qual ela mais se identifica não é Kim, mas Kylie (que, na verdade, é meia-irmã de Kim por parte de mãe).

Seus assessores reforçam o marketing da autenticidade. Bruno Ilogti, diretor de três de seus clipes, incluindo o último, ‘Cravo e Canela’, acredita que Anitta é diferente das outras porque não se apresenta em um envelope pronto, “de acordo com o que está na moda”: “Ela tem opinião, segue o instinto e faz o que acha interessante. O sucesso da Anitta é mérito dela“. Os maldosos insistem em enxergar em seus clipes soluções usadas pelo rapper Kanye West, marido de Kim Kardashian. “No início, quando a gente é jovem, se inspira nas pessoas que a gente ama“, reconhece Ilogti. “A própria Beyoncé, que todo mundo tem como a vanguarda da vanguarda, copiou muita gente antes de ser o que é.” Agora que está mais velha, com 23 anos, Anitta passou a ser copiada – segundo o diretor. “Um mês depois que o ‘Bang’ foi para as redes, o Justin Bieber lançou o ‘Sorry’, com uma coreografia igualzinha“. É. Quer dizer, mais ou menos.

Vamos combinar, o mundo todo copia todo mundo, e isso é quase uma premissa do sucesso nas redes sociais. O que muda, e faz viralizar, é a abordagem de cada um. “Essa questão das imitações é uma bobagem. Tudo já foi feito ou está sendo feito“, diz o diretor de arte dos clipes de Anitta, Giovanni Bianco. “O que faz algo original é o modo com que você faz, sendo que o mais importante é ser corajoso. Neste mundo contemporâneo, eu não crio nada, só faço o que o meu coração me diz

No caso de Anitta, há algo de muito particular, até meio infantil, no modo como repete as caras, bocas e coreografias de suas divas. Tanto que as crianças a adoram. Em homenagem a elas, a cantora inventou o ‘Show das Poderosinhas’. “Uso muita cor, brilho, coloco ursinhos de pelúcia no palco“, explica a stylist Carol Roquete, que foi apresentada à cantora por um amigo e há um ano cuida “de tudo dela“. Só não a veste nos clipes. Carol monta o figurino de acordo com o público. E com a vontade de Anitta, claro, que não tem problemas em se declarar “mandona“. Quando a plateia é mais gay, diz a cantora, ela sobe ao palco com algo propositalmente over: “Plumas eles adoram“; quando é “hétero“, ela aparece mais sensual: “Roupas com telas, decotes e recortes“.”Ninguém no Brasil usa tanta cor, brilho. Foi ela que iniciou essa tendência“, acha Carol, que também veste a blogueira Gabriela Pugliesi

ARROZ, BIFE E BATATA FRITA
Filha de uma artesã e um comerciante (“meu pai vendia bateria de carro“), Larissa/Anitta vive com a mãe e o irmão, que é seu sócio, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Além de cantar, dançar e se mostrar (“sempre fui exibida“), a coisa que ela mais gosta de fazer é comer. “Adoro arroz, feijão, lasanha, amo doce, amo toda comida. Põe na minha frente, eu como“, diz ela. Com 1,62 metro, 64 quilos, shape de gostosona, a cantora diz que não é de fazer dieta nem de malhar. “De vez em quando vou na maré, mas agora, por exemplo, não estou ligando pra isso não. O povo até fala: ‘Você dança tanto no palco que não precisa fazer exercício para emagrecer’. Mas o corpo acostuma, é sempre o mesmo estímulo“. Anitta tem o que chamam de “personalidade forte“. Não vai deixar de fazer o que quer, muito menos quando se trata de abandonar o prazer de comer. No dia da entrevista, apesar de a produção disponibilizar almoço, o tempo todo a cantora pergunta a seus assessores se “a comida já chegou“. O menu da cantora (que ela pediu fora) nem era nada especial. Um bom prato de arroz, dois bifes grandes e tiras grossas de batatas fritas.

Depois da sobremesa, Anitta conta com entusiasmo que tem se saído bem em outras mídias, para além do Instagram e do Snapchat. Sob o comando dela desde o começo do ano, o programa Música Boa ao Vivo, apresentado no canal fechado Multishow, tornou-se um sucesso estrondoso. Na estreia, no começo do ano, só perdeu em audiência para um canal infantil. “Ficar em segundo, nesse caso, é como estar em primeiro. As crianças não deixam de assistir à TV nem na queda das Torres Gêmeas“, acredita Paulo Pimenta. Precavida, a cantora fez aulas particulares de teatro “porque sabia que viria um convite para atuar e não queria deixar ninguém na mão, sabe? Não gosto de dar trabalho“. As lições de arte dramática já foram úteis em duas ocasiões. No filme ‘Copa de Elite’, sátira do blockbuster ‘Tropa de Elite’, ela faz uma repórter; em ‘Breaking Through’, produção americana que não foi exibida no Brasil, aparece em uma ponta. A ambição irrefreável a leva a fazer planos para uma carreira internacional. Diz que no começo do ano foi a Nova York para conversar sobre isso com “algumas pessoas“.

No momento, Anitta ocupa um lugar tão confortável no universo pop nacional que de fato pode se dar ao luxo de ser ela mesma o tempo todo. Ao voltar para casa depois da sessão de fotos, ela e seu maquiador, Renner Souza, ainda estavam tão excitados que não conseguiram pegar no sono. A dupla então se levantou da (mesma) cama, no meio da madrugada, e, sem parar de tagarelar, se dirigiu a uma loja de conveniência para comprar guloseimas. Foram do jeito que estavam. Ela sem maquiagem, de camisola e robe. Ele aos pulos, dançando uma coreografia que faria Arielle Macedo enriquecer muito seu “estudo de um fenômeno sociológico“. E tome Snapchat.

Fotos:

01
maio
16

Uma pesquisa sobre Anitta no apartado de notícias do principal buscador do planeta devolvia instantaneamente, no final de abril,mais de 218 mil entradas. É coisa à beça. Não que ela ameace o reinado midiático dos dois primeiros lugares da lista de “maiores celebridades” nacionais da revista americana obcecada por rankings “Forbes” – Neymar (quase 13 milhões de resultados) e Gisele Bundchen (1,1 milhão) governam, incontestes -, mas os números indicam que seu jamais oculto desejo de se converter em uma superestrela do pop trilha o caminho correto. Contribui para essa certeza a predominância de : a) reportagens positivas; b) reportagens sobre qualquer coisa que não as da ex-funkeira tornada diva com ajuda de uma potente e, por aqui, ainda rara operação de marketing. Que não se engane, contudo, o leitor: Anitta pode ser princesa do noticiário de fofocas de famosos (nenhum dos outros colocados do ranking da revista, no qual não é mencionada, a supera), mas tem, sim, muito mais que dizer para além das suas comentadas transformações físicas, dos seus afetos e desafetos e das diárias conjecturas sobre seus affairs amorosos.

Para começar, a construção de sua imagem veio acompanhada de uma boníssima construção de carreira. Anitta compõe a maioria das músicas que canta, tem uma voz poderosa, afinada, e faro para o sucesso. “Componho por prazer, sempre compus, desde o inicio”, diz à Revista UBC. “E conto com a parceria dos meus produtores Umberto Tavares e Jefferson Junior em muitas das minhas músicas, além de receber composições incríveis de amigos e parceiros.” Não é só por isso. Ela participa – e nisso não difere de uma artista independente qualquer – de todas as tomadas de decisões sobre seu repertório, da pré-produção, da produção, das estratégias de distribuição e até de um ponto ainda pouco observado por criadores e cantores no nosso país: direitos autorais. Anitta só assina contratos de shows condicionando a performance à comprovação de depósito ao Ecad. Em outras palavras, sem o repasse, nem sequer sobe ao palco. Um luxo a que se podem permitir poucos, é verdade, mas nem por isso aproveitado pelos maiores da nossa música. “Conto com uma equipe que me ajuda, pessoas muito talentosas que trabalham comigo, mas faço questão de estar à frente de todo o processo”, descreve.

A equipe a que ela se refere a auxilia por meio de armas profissionais e certeiras. Apela para pesquisas de opinião, usa o termômetro do que se diz sobre ela nas redes sociais à perfeição, analisa tendências de gêneros e estilos mais populares quase um tempo real e prospecta os melhores nomes – entre músicas, produtores, figurinistas, stylists, designers, compositores – que possam contribuir com seu projeto evidentemente ambicioso. Ruídos como a briga pública com a ex-empresária por um suposto rombo contábil milionário não abalam a ascensão da estrela.

CONEXÃO RIO-CALOFÓRNIA

Fã declarada de deusas do panteão pop global tipo Beyoncé, em quem se inspirou em alguns de seus clipes, como o do sucesso “Show das Poderosas” (2013), tem se aproximado do superprodutor americano Diplo, um dos responsáveis pelo êxito da americana e de outros astros de primeira grandeza do sistema estelar estadunidense, como Justin Bieber, Chris Brown e Snoop Dogg. No início de abril, gravava um novo single em Los Angeles produzido por Dae One, tido também um mago a quem se atribui a transformação radical na trajetória de Dogg, do submundo de Longbeach, na Califórnia, para o mainstream da música e do cinema no seu país. Anitta, que percorreu senda semelhante ao deixar o universo do funk circunscrito ao subúrbio do Rio de Janeiro para alcançar voos vem mais altos, demonstra se aproximar de quem lhe é afim. “Vamos chocar o mundo”, anunciou o animado produtor californiano, que estaria planejando uma “guinada para o hip hop” no estilo da carioca.

DE LARISSA A ANITTA

Nascida há 23 anos no bairro de Honório Gurgel, Larissa de Macedo Machado é filha de uma artesã e um vendedor que lhe proporcionaram uma infância cômoda e sem grandes percalços. Teve contato desde cedo com a música, segundo atesta, suas mitas “biografias” espalhadas pela rede. Aos 8 anos já cantava no coral de uma igreja católica na mesma zona onde vivia, mas suas aspirações artísticas profissionais só emergiram muitos anos e um curso técnico de administração mais tarde. Revelada num concurso na TV, tomou a primeira das muitas decisões deliberadas que a levaram aonde está: deixou um promissor estágio na multinacional Vale para se dedicar por completo à construção de sua carreira. Fã da minissérie da TV Globo “Presença de Anita”, tornou-lhe o nome e a atitude sexy, decidida, da protagonista e, por proximidade física e cultural, passou a batalhar por seu lugar no competitivo universo funkeiro.

A imersão total no batidão não durou muito tempo. Sem jamais abandonar suas raízes, como reafirma, abraçou o pop e as múltiplas possibilidades que esse estilo mais global e palatável poderiam lhe oferecer. “Comecei minha carreia no funk, adoro e canto até hoje”, sustenta. “Assim como canto os demais ritmos em meus shows e álbuns. Sempre fui eclética, e minha base inclui todos os ritmos. Acho que aos poucos o funk foi mostrando a que veio, ganhando seu espaço, e hoje tem alcançado cada vez mais lugares no Brasil e no mundo. Mas minha vontade sempre foi poder cantar de tudo. Hoje eu consigo.

TEM ALGO DIFERENTE NO RADAR

Uma precoce turnê internacional, em 2014, um ano depois do lançamento do primeiro disco, “Anitta”, pela Warner, levou-a a lugares como Lisboa, Madri e Barcelona. Alguns meses depois, Nagoya e Tóquio. Somado aos frequentes contatos com produtores americanos, esse movimento diz muito sobre seu desejo de internacionalização. Descrita como “exótica”, “sexy”, “bela” em sites estrangeiros em cujos radares já figura – um deles fez uma “degustação” às cegas do clipe da recente canção “Bang” entre adolescentes americanos, que ressaltaram as coreografias sensuais e o ritmo contagiante -, ela não crê que o português represente barreira. Mesmo assim, já teria novas músicas em espanhol engatilhadas e – a bala de prata – uma versão em inglês de “Bang” pronta para ser lançada e, espera-se, bombar no verão do Hemisfério Norte. “Entre suas ambições está mesmo alavancar de vez a tão sonhada carreira internacional. Ela acaba de gravar a versão de ‘Bang’ em inglês justamente com esse objetivo. Anitta nasceu com borogodó, mas nunca vi uma artista tão comprometida”, disse à revista “Veja” o presidente da Warner no Brasil, Sergio Affonso.

Foi por essa gravadora que ela lançou, em outubro, o álbum “Bang”, ‘tiro certeiro’, como ela define, marca a definitiva guinada para o pop e já vendeu 300 mil cópias. O salto para o inglês seria só mais um passo bem estudado da artista. “A música boa é universal. Não importa em que língua ela é cantada. A música brasileira tem garantido seu espaço mundo afora, e isso mostra a enorme qualidade dos artistas nacionais. Fico muito feliz em fazer parte desse time. Mas geralmente outros países têm como foco principal a língua universal (inglês) e sua própria língua. Eu jamais descataria (cantar em inglês)”, Anitta argumenta.

O resultado de uma ainda incipiente exposição na Europa já rendeu frutos. Ano passado, ela faturou o troféu de melhor apresentação internacional latina do European Music Awards, a premiação continental da MTV: “Para mim, cada premiação, elogio e oportunidade de crescimento é uma forma de reconhecimento do trabalho de formiguinha que eu venho fazendo desde o início da minha carreira. Sempre fui muito dedicada em trazer novidades para o meu público, seja no repertório, nas parcerias, no conceito diferente de um novo disco… Em ‘Bang’ apresentamos inovações gráficas também, que foram feitas pelo Giovanni Bianco e por sua equipe com base naquilo que conversamos e que eu queria”, diz, referindo-se às comentadas inserções que provam o clipe do single principal e também a arte do álbum.

Caso atinja seu objetico e se lance de fato à fogueira global de vaidades, Anitta é consciente  de que pode ser queimada. Ainda em 2013, o jornal inglês “The Guardian” publicou uma reportagem do seu correspondente no Rio de Janeiro criticando as transformações físicas que a cantora vem realizando. O ponto mais polêmico do texto cogita um tratamento de clareamento de pele – que Anitta nega com veemência – para acompanhar o alisamento dos cabelos e a plástica que lhe afinou o nariz. A cantora, que admite recorrer a procedimento estético reitera constantemente o orgulho por suas origens, sejam elas geográficas, estéticas, étnicas. Antes mesmo das previsíveis criticas mundo afora, numa era em que, protegidos pelo anonimato, ‘odiadores’ profissionais metralham ofensas pela rede, Anitta demonstra enfrentar serenamente os ataques que recebe em casa. Continua a fazer os retoques físicos que lhe apetecem, mesmo quando exposta a enxurradas de memes e comentários maus. Mas, principalmente, talvez protegida pela certeza de que forja com habilidade um pop nacional pela primeira vez capaz de brigar de igual para igual por um lugar ao sol fora das nossas fronteiras, contemporiza as criticas negativas à sua obra. “Acredito muito no trabalho dos críticos. Eles são especialistas, realizam pesquisa, fazem comparações e analisam a qualidade do trabalho artístico”, explica a cantora, que faz questão de separar as opiniões de analista musicais das de seus milhões de fãs. “Também acho que opiniões e gostos podem divergir entre si, e isso é natural. O importante é  que sempre haja respeito às diferenças.

  • ISTO É ANITTA 

23 ANOS
3 ÁLBUNS DE ESTÚDIO, COM QUASE 600 MIL CÓPIAS VENDIDAS
31 COMPOSIÇÕES PRÓPRIAS OU COAUTORIAS GRAVADAS ENTRE AS 39 DOS TRES ALBUNS DE ESTUDIO
1º LUGAR NAS PARADAS NACIONAL COM O TRABALHO DE ESTREIA, ‘ANITTA’, DISCO DE PLATINA PELA ABPD
MAIS DE 172 MILHÕES DE VISUALIZAÇÕES DO CLIPE DA CANÇÃO ‘BANG’, SEU ÚLTIMO GRANDE HIT, SOMENTE NO CANAL OFICIAL DO YOUTBE
12 MILHÕES DE SEGUIDORES NA REDE SOCIAL DE FOTO INSTAGRAM
4º LUGAR NO RANKING DE ARTISTAS MAIS TOCADOS NAS CASAS DE FESTAS BRASILEIRAS EM 2015, SEGUNDO O ECAD

Central Anitta Postagem por: Central Anitta
02
abr
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Dona de uma carreira meteórica, a cantora elogiada por Caetano Veloso e pelo novelista Aguinaldo Silva dá o que falar com suas músicas e com a transformação de seu visual. Confira a matéria completa da Anitta para a revista VEJA RIO, que já está nas bancas!

Era pouco mais de 1 da tarde de quinta-feira, 24, quando a cantora Anitta, de 23 anos, chegou para a sessão de fotos que ilustra esta reportagem. “Desculpa o atraso, odeio falta de pontualidade”, disse, enquanto se apresentava. O atraso a que ela se referia não chegava a quinze minutos. Acompanhava a cantora um verdadeiro entourage — um maquiador, uma figurinista, um assessor de imprensa e duas produtoras (uma delas encarregada de transportar a marmita da chefe e servi-la quando solicitado). O séquito dá a medida da ascensão de Anitta no showbiz brasileiro. Autora e intérprete de hits como Show das Poderosas, Meiga e Abusada e Bang, primeira brasileira a vencer o MTV Europe Music Awards, no ano passado, a moça desfruta o status de ser o ativo mais rentável da gravadora Warner Music no Brasil. O clipe de Bang, o carro-chefe de seu último álbum, homônimo, bateu recorde no YouTube brasileiro, atingindo a estratosférica cifra de 100 milhões de visualizações em apenas 100 dias — único a conquistar feito semelhante, o cantor Michel Teló levou 160 dias para alcançar a marca com Ai, Se Eu Te Pego. Enquanto era maquiada no camarim e falava sobre seus guias espirituais (Anitta consulta de pai de santo a médium), ela fez questão de tomar o pincel para dar um toque pessoal à produção. Ao se olhar no espelho, não conteve a exclamação: “Nossa, como eu estou gata!”.

Nos últimos dias, Anitta não saiu do noticiário dos sites na internet. Com milhões de seguidores nas redes sociais, ela é um fenômeno de popularidade. Poucos dias antes do encontro com VEJA RIO, os internautas haviam ido à loucura com as fotos em que ela aparecia com um preenchimento labial recém-executado. Em um clique para lá de desfavorável, sua boca surgia estranhamente distorcida. Resultado: a hashtag “Anitta bico de pato” foi parar entre os cinco tópicos mais comentados do Twitter. Durante o feriado, bombou nas redes um vídeo em que um fã invade o palco de um show em Pernambuco para lhe dar um ovo de Páscoa. A cena de Anitta correndo do rapaz, rapidamente interceptado por um segurança, é hilária. E no domingo foi a vez de uma entrevista concedida ao apresentador Fausto Silva repercutir on-line, com destaque para um convite feito ao vivo pelo autor de novelas Aguinaldo Silva para que ela interprete uma personagem em seu próximo folhetim na TV Globo. “Depois de uma série de cantoras meia-bomba, a gente precisava de alguém que realmente botasse para quebrar”, declarou Silva a VEJA RIO. Confiante e absolutamente focada na carreira, Anitta, que cobra a partir de 80 000 reais por show, não para. Em 7 de abril, abre sua turnê nacional com um show no Barra Music. Cinco dias depois, lança-se em um novo desafio e estreia como apresentadora no canal Multishow, comandando a terceira temporada do Música Boa ao Vivo, programa que promove encontros musicais e era apresentado pelo cantor Thiaguinho. “Meu negócio é me jogar mesmo. Quero cantar outros ritmos, desmistificar o rótulo de funkeira e de que mulher bonita ou que faz plástica é burra”, dispara.

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Nascida Larissa de Macedo Machado e criada em Honório Gurgel, na Zona Norte, Anitta hoje é dona de uma mansão avaliada em 6,5 milhões de reais, na Barra, onde mora com a mãe, o irmão e agregados. O nome artístico foi tomado emprestado da ninfeta sedutora vivida pela atriz Mel Lisboa na minissérie Presença de Anita, sucesso estrondoso de 2001 baseado na obra de Mário Donato. Sem dúvida uma ousadia para quem começou cantando como coroinha na igreja, aos 8 anos, e seguiu carreira em bailes de dança de salão, até postar um vídeo caseiro no YouTube e ser descoberta pelo DJ Batutinha, que também revelou o funkeiro Naldo. Aos 16 anos, deixou um estágio na mineradora Vale e assinou contrato com a Furacão 2000, gravadora que catapultou ícones do funk carioca. Talentosa e exímia dançarina, criou a coreografia do quadradinho, que virou febre e ganhou versões como o quadradinho de 8. Mas nunca escondeu ser fã de musas pop como Rihanna, Beyoncé, Mariah Carey e Katy Perry. Em 2013, depois de estourar com a canção Show das Poderosas, aquela do refrão “Pre-para”, aventurouse por mercados como Argentina, Espanha e Portugal, recebeu uma indicação ao Grammy Latino e foi eleita pela revista Forbes Brasil uma das 100 personalidades mais influentes do país. A metamorfose completa aconteceu no fim do ano passado, quando estabeleceu uma parceria com Giovanni Bianco, diretor criativo de grifes como Ermenegildo Zegna e Versace, artistas do porte de Madonna e celebridades como a top model Gisele Bündchen. Carioca radicado em Nova York, Bianco concebeu a arte do novo álbum de Anitta, Bang, assim como o vídeo do single homônimo e, ainda, o clipe de Essa Mina É Louca, em que a cantora tasca um selinho na atriz Ísis Valverde. “O que Madonna, Gisele e Anitta têm em comum é que todas trabalham muito, muito mesmo, para alcançar seus objetivos”, compara Bianco.

Entre as múltiplas frentes que abriu em sua carreira, Anitta dedica especial atenção à televisão. Espontânea e desenvolta, acumula participações especiais em humorísticos e novelas. Mas é no comando do programa do Multishow que terá seu talento e capacidade de converter popularidade em pontos no ibope postos à prova. Nas noites de terça-feira, de abril a outubro, Anitta vai receber no palco da atração Música Boa ao Vivo, gravada em Jacarepaguá, grandes nomes da MPB para shows inéditos, em que os convidados apresentam clássicos e fazem parcerias. Sua missão será alavancar uma audiência que já contava com índices respeitáveis — mais de 22,5 milhões de pessoas assistiram às duas primeiras temporadas. Um desafio para o qual ela parece estar à altura. Em 2015, Anitta rivalizou com a americana Rihanna entre as cantoras mais ouvidas pelos brasileiros no Spotify, o serviço de streaming musical mais famoso do mundo. No Instagram, tem o 61º perfil mais seguido do planeta e, entre os brasileiros, só fica atrás de Neymar, Bruna Marquezine, David Luiz e Ronaldinho Gaúcho, com mais de 12 milhões de seguidores que acompanham suas fotos. No aplicativo Snapchat, um único vídeo de Anitta chega a quase 500 000 visualizações, segundo a Spark Inc, empresa de mídia especializada na ativação de marcas através das redes sociais de celebridades. “Anitta tem uma audiência cativa e figura entre os principais nomes das redes sociais no Brasil, podendo atingir diretamente mais de 20 milhões de pessoas através de seus canais”, afirma Rafael Coca, sócio da Spark Inc.

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Com tamanha exposição, é natural que Anitta tenha aspectos de sua intimidade escancarados aos olhos dos fãs. O assunto tanto pode ser um novo affair como detalhes da impressionante transformação física da artista nos últimos três anos. Eleita pela revista VIP a mulher mais sexy do mundo em 2015, a cantora é alvo de uma verdadeira patrulha quando se trata das intervenções estéticas que realiza. É fácil encontrar na internet, por exemplo, montagens de fotos que comparam a fase atual com a pré-fama, com a legenda maldosa “Antes do Bolsa Família; depois do Bolsa Família”. Em 2012, um ano antes de estourar nas paradas musicais, Anitta operou o desvio de septo do nariz e colocou silicone nos seios. No início de 2013, insatisfeita com o resultado, operou o nariz pela segunda vez e o queixo. Em seguida, foi comparada a Michael Jackson e acusada de fazer clareamento na pele, o que ela garante ser mentira. “O povo inventa muito. É que não tenho tempo de ir à praia. Quando vou, volto neguinha”, diz a artista, que também já fez lipoaspiração na cintura, nos culotes e na barriga. “Antigamente, eu ficava checando tudo o que saía sobre mim na internet, pesquisando o meu nome o tempo todo no Google, mas hoje não estou nem aí para o que dizem. Sou bem resolvida, juro que essas coisas não me afetam. Não tem nada de errado com a minha boca, por exemplo. Ela ficou ótima”, rebate.

Um dos indicadores mais consistentes de quanto é valiosa a imagem de um artista ou celebridade é sua capacidade de atrair marcas e contratos publicitários. Nesse ponto, Anitta desfruta uma situação invejável. Cada post patrocinado em seu Instagram vale 50 000 reais, valor bem próximo dos 60 000 reais cobrados por Bruna Marquezine, uma unanimidade no mercado publicitário. Garota-propaganda de produtos como calçados e cosméticos, a cantora vem ganhando destaque, ainda, no setor de moda, em que chamou a atenção de dois grandes nomes internacionais. Ou melhor, conquistou-os por meio de uma agressiva estratégia de networking. O método Anitta funciona da seguinte forma: ela própria consegue os contatos de quem lhe interessa e trata de se promover, pela internet mesmo. Foi assim com Jeremy Scott, diretor criativo da badalada grife italiana Moschino, a qual ela sonha incluir em seu portfólio de parcerias. No meio da entrevista a VEJA RIO, Anitta chegou a interromper a conversa aos gritos, pulinhos e palmas ao constatar que o designer havia publicado em seu Instagram um vídeo da cantora rebolando com um vestido criado por ele. Outro contato internacional poderoso, o diretor artístico da Givenchy, Riccardo Tisci, também se encantou com a funkeira fashion. “É incrível uma menina da idade dela com tão pouco tempo de carreira e tantos sucessos. Não só suas músicas fazem sucesso aqui em casa, como também as coreografias!”, revela a apresentadora Angélica. Foi em um churrasco na casa da loira, restrito a um seleto grupo de convidados, que Anitta ensinou famosas como Grazi Massafera e Carolina Dieckmann a dançar a coreografia de Bang.

Formada em curso técnico de administração, Anitta hoje é empresária de si mesma. Estruturou, sozinha, seu negócio, no qual emprega o irmão e sócio Renan Machado, um tio que cuida do caixa e uma prima, responsável pelos contatos com o escritório de advocacia que a representa. São cerca de 100 pessoas trabalhando direta ou indiretamente para ela, incluindo músicos e dançarinas. “Eu preferiria entregar essa tarefa a um empresário que cuidasse de tudo para mim, mas ninguém vai se dedicar do modo como eu me dedico. Dou meu sangue”, diz Anitta. Seus ídolos do universo empresarial são Mark Zuckerberg, criador do Facebook (“Ele quer dominar o mundo”) e Kim Kardashian, que transformou a vida num reality show (“A forma como ela faz negócio com a exposição e a fofoca é inteligentíssima”). Se fosse fazer alguma faculdade, seria de psicologia. “Sou boa em estudar as pessoas”, explica. De fato, Anitta parece saber exatamente o que o público quer. Entre suas ambições está alavancar de vez a tão sonhada carreira internacional. Ela acaba de gravar uma versão de Bang em inglês justamente com esse objetivo. “Anitta nasceu com borogodó, mas nunca vi uma artista tão comprometida. O escritório da Warner Music na Grã-Bretanha acredita que ela será hit no verão europeu”, entrega Sergio Affonso, presidente da gravadora no Brasil. Sua contratada já tem um repertório de oito músicas em espanhol e doze em inglês, pronto para iniciar a decolagem. Para quem duvida do talento da moça, ela só tem uma palavra: pre-para.

Making of:

Making of do ensaio para a revista VEJA RIOMaking of do ensaio para a revista VEJA RIO, que Anitta está na capa nessa semana. Visite nosso site e confira o conteúdo da matéria: http://centralanitta.com/

Publicado por Central Anitta em Sábado, 2 de abril de 2016


Fonte: VEJA Rio

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