Central Anitta » EL MUNDO: Anitta, a estrela pop brasileira
05
maio
18

Anitta concedeu entrevista ao site El Mundo durante sua passagem pela Espanha. A cantora falou sobre o início de sua carreira, influências, polêmicas e o Clube da Anittinha, projeto infantil que deve ser lançado no segundo semestre de 2018.

EM: Começou em uma igreja.
Anitta: Meu avô tocava e minha avó ia a igreja todos os domingos, assim comecei acompanha-la e cantar com meu avô. Tudo que aprendi sobre música, foi alí [na igreja]. Não tinha dinheiro para pagar aulas, nem para aprender outros idiomas. A igreja me ensinou tudo.

EM: Recentemente você colaborou com J Balvin. Foi pela industria ou gosto pessoal?
Anitta: Gosto pessoa. Antes de trabalhar com outra pessoa, penso em como poderá contribuir para necessidade da minha música. Não chamaria alguém visando seus números ou sucesso, e sim se realmente acredito que é bom e combina com o que faço. Com J Balvin foi assim. Não me importa ter números, se não é algo artístico. Agora que cheguei onde queria, onde sonhava, não tenho mais o objetivo de ser a número 1, só quero ser feliz.

EM: O clipe de “Downtown” tem mais de 200 milhões de visualizações. Se tornou um sucesso rápido?
Anitta: As vezes não acredito. Tenho 25 anos, comecei muito jovem, com 17 anos e com minha mãe me ajudando. Eu não saia, não vazia coisas de meninas da minha idade, só pensava em músicas e em trabalho. Agora vendo o resultado de tudo isso, para mim é incrível.
Não sinto que tenha pulado nenhuma etapa porque sonhei com isso durante muito tempo, desde pequena pensava que queria ser cantora, pedia para minha mãe me levar a programas de tv infantil para cantar, porém não tínhamos dinheiro. Era em outro estado do Brasil e não podíamos ir.

EM: E agora, sente que já alcançou o lugar que queria chegar?
Anitta: Estou completa, meu sonho sempre foi poder mostrar a outros países a cultura do Brasil. Isso é muito difícil, o idioma é uma barreira muito grande e ter conseguido isso depois de tanto tempo, para mim, é uma realização. Eu estou muito feliz, quero continuar fazendo meu trabalho, mas sem a pretensão de ser a número 1. Tô aproveitando, fazendo o que gosto, o que me dá prazer, somente isso. Não estou focando nos números de outras pessoas. Estou feliz.

EM: Lembra do primeiro passo que deu até aqui?
Anitta: Faz cinco anos que estive em Madrid pela primeira vez, quando cantei Show das Poderosas. Estava muito feliz porque as pessoas estavam escutando minhas músicas em português e eu ainda não falava nada em espanhol. Foi por estar aqui que aprendi a falar espanhol, pois ficava muito nervosa precisando de tradutor. Eu sou muito comunicativa e me incomodava não poder falar com as pessoas. Quando voltei ao Brasil, a primeira coisa que fiz foi me matricular para fazer aulas de espanhol, para aprender o idioma.Trabalhava ao mesmo tempo e quando tinha uma brecha, saia para as aulas. Agora, com músicas, aulas e assistindo a série La Casa de Papel, tenho aprendido um pouquinho.

EM: Disse que quer trazer a cultura do Brasil, quem são suas influências brasileiras?
Anitta: Marisa Monte é uma cantora brasileira que me inspira. Não é como o que eu canto. Ela é romântica e tranquila, sua voz é incrível. Não faz muitas entrevistas, fotos, não é uma pessoa que trabalha a imagem, mas sim sua música. Também escuto muito Ivete Sangalo, mas ela é mais pela personalidade, pelo seu carisma e sua maneira de fazer as coisas.

EM: Falando sobre o Brasil, parece que cada coisa que você fala ou faz, se torna pelêmica. Como isso afeta em sua vida?
Anitta: Até hoje, sou uma pessoa que tem opinião sobre todas as coisas. Meu marido me disse algo muito importante há pouco tempo, um dia que estava muito cansada porque em uma entrevista eu não me expressei muito bem e as pessoas no Brasil me atacaram por conta disso. Meu marido disse “Olha, quem não erra na vida? Errar é humano, a diferença é que você tem uma câmera e pessoas para ver cada erro que comete, mas todo mundo erra”. E comecei a enxergar as coisas assim. Temos que ter mais cuidado porque somos pessoas publicas e responsáveis pela mensagem que mandamos, mas não errar nunca é impossível. Eu trabalho e faço minhas coisas sempre pensando em minha responsabilidade. Com ou sem polêmicas, tento falar as coisas que penso.

EM: Tem sentido pressão por parte da industria sobre seu modo de vestir, sua estética ou seu comportamento?
Anitta: Não tem sido a indústria. Eu fiz cirurgia plástica, falo em todo canto e pra todo mundo, isso já foi publicado em todas as revistas do Brasil. Eu nasci, não gostava muito de como eu era, trabalhei, fiz meu dinheiro e mudei as coisas que não me agradava. Se você quer mudar, vai e mude. Eu fiz a cirurgia, mas tenho celulite, eu gosto de comer hambúrgueres, você vê, porque eu não vou esconder ou fingir que eu não tenho algo ou que eu não gosto de alguma coisa. Eu não vou ter vergonha do meu corpo. É o que estou tentando dizer.

EM: E você sente a pressão de ter que se renovar ou fazer algo melhor do que já fez?
Anitta: Sim, mas mais de mim mesma que dos outros. Sempre quero estar diferente porque enjoo. Vivo dois anos em uma casa e me canso. Amo mudar.

EM: E está trabalhando em algo novo, diferente?
Anitta: Estou criando uma animação da Anitta, Anittita em espanhol. São histórias educativas para as crianças, para ensinar a perdoar, falar outras línguas, estudar, fazer amigos, ser uma pessoa que cuida da natureza. São músicas como as minhas, feitas da mesma maneira, mas as letras são educativas, para que as crianças deixem seus celulares e passem a brincar com outras crianças.


Fonte: EL MUNDO
Tradução: Central Anitta

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