Central Anitta » GAYTIMES: Anitta fala sobre trabalhar com Rita Ora e ser uma aliada para a comunidade LGBT
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Depois de dominar as paradas em seu país de origem, a cantora e compositora Anitta começou a lançar músicas em espanhol (Paradinha) e inglês (Is That For Me) e colaborou com algumas das estrelas mais famosas da música como Diplo, Iggy Azalea, Alesso e J Balvin.

Nós conversamos com Anitta antes de seu primeiro show em Londres para ver o que ela tem reservado para nós…

GAYTIMES: Quão animada você está para se apresentar no Royal Albert Hall?
Anitta: Estou muito, muito, muito animada! Eu simplesmente não consigo acreditar que isso está acontecendo na minha vida, sabe? É tão legal.

GAYTIMES: Esta é sua primeira vez se apresentando no Reino Unido?
Anitta: Sim, você acredita? Eu nunca estive lá antes, mas eu realmente não vou poder aproveitar, porque todo mundo está me pedindo entrevistas e sessões de fotos, então eu vou tentar me divertir no palco. Eu quero mostrar às pessoas minha cultura. Eu quero mostrar a eles uma mistura de música brasileira e também músicas internacionais que as pessoas conhecem em todo o mundo. Eu vou misturar tudo isso com minhas coisas.

GAYTIMES: Quando você descobriu seu amor pela música?
Anitta: Eu comecei a cantar na igreja com meu avô quando tinha uns 9 anos de idade, o que foi muito legal. Eu venho de um lugar realmente humilde no meu país, e neste lugar você não tem oportunidade de aprender música, cultura ou artes, então a igreja era como a minha escola. Tudo que aprendi da música foi na igreja.

GAYTIMES: Você trabalhou com Iggy Azalea no ano passado – o que o inspirou a fazer essa mudança para a música inglesa?
Anitta: Bem, essa foi uma experiência incrível. Eu gosto de colaborar com outros artistas porque sinto que posso aprender com eles, e cada colaboração que faço aprendo algo novo. Eu estive recentemente no estúdio com Rita Ora, e isso foi tão incrível, ela é uma garota tão generosa e tão humilde. Quando trabalhei com Pharrell, isso era inacreditável. J Balvin e Major Lazer também, eles são incríveis. Eu também tenho apenas 25 anos! Então, ainda estou aprendendo muito sobre a vida.

GAYTIMES: Rita Ora é enorme no Reino Unido, como foi trabalhar com ela?
Anitta: Ela é enorme em qualquer lugar! Ela é incrível, ela é tão bonita, eu sou tão fã. Ela é humilde, talentosa, linda e sua voz é tudo. Foi ótimo estar com ela. O trabalho que estamos fazendo é para a música dela, então não posso dizer muito sobre isso. Tudo o que posso dizer é que é tão bom quanto ela.

GAYTIMES: Você consideraria fazer um álbum inteiramente em inglês?
Anitta: Sim, adoraria. Eu só não quero fazer isso agora, porque tenho meu país e minha cultura, quero que as pessoas aproveitem esse lado. Quero que as pessoas ouçam minha música em inglês, mas também quero que elas aproveitem em português, porque é de onde eu venho. Sempre vou encontrar uma maneira de colocar algo brasileiro em tudo que faço.

GAYTIMES: Você já foi comparada a outras superestrelas como Jennifer Lopez e Shakira – você aceita isso como um elogio ou quer ser vista como um indivíduo agora?
Anitta: É um elogio! Elas são meus pontos de referência. Elas me ensinaram como ser uma artista. J Lo, Shakira, eu amo as duas, elas são incríveis, e para mim é uma honra ser comparado a elas.

GAYTIMES: Você tem uma enorme presença na mídia social. Quão difícil é ficar em cima disso enquanto se certifica de que você tem tempo para si mesmo?
Anitta: Bem, antes de tudo, nunca me preocupo com números. Se eu trabalhar pensando nisso, nunca serei feliz, porque os números são infinitivos e sempre iria querer mais. Esse não é meu objetivo. Seja o que for que eu faça no meu trabalho, sempre penso em fazer um ótimo trabalho, fazer uma ótima música ou criar algo atemporal do qual me orgulhar. Se eu fiz um ótimo trabalho, os números virão.

GAYTIMES: Você é um grande aliado LGBTQ. Por que é tão importante que você mostre seu apoio à comunidade?
Anitta: Ah sim, claro que é importante! Eu acho que as pessoas precisam respeitar a diferença. Não importa o que as outras pessoas façam com suas vidas, porque isso não tem nada a ver com a sua. Você precisa aprender a respeitar as outras pessoas, e é isso. Algumas pessoas querem que todos sigam suas regras e vivam como pensam que as pessoas devem viver, e esse é o caso não apenas da comunidade LGBT, mas também das mulheres. Não há um jeito certo de ser mulher, ou homem, há um jeito certo de ser humano, e isso é ser uma pessoa legal e ter um bom caráter. As pessoas precisam começar a deixar o outro viver sua vida e respeitar as diferenças de cada um.

GAYTIMES: Você também se apresentou no São Paulo Pride, que é enorme…
Anitta: Esse foi um dos melhores momentos da minha vida! Mais de dois milhões de pessoas apareceram. Esta comunidade apenas me abraça, eles gostam de mim, e eu sinto que preciso dar algo de volta para eles.

GAYTIMES: Sua Cara foi nossa música do verão do ano passado. De onde surgiu a ideia de colaborar com Pabllo Vittar?
Anitta: Bem, eu tinha essa música com Major Lazer e convidei o Pabllo Vittar para fazer parte da música porque eu gosto de enviar uma mensagem com a minha música, eu não quero apenas fazer as pessoas dançarem pra depois irem embora pra casa. Eu gosto de fazer as pessoas pensarem em algo. Ela foi a primeira drag queen no Brasil que entrou no mainstream da música pop. Então eu a convidei em parte porque eu os apóio, mas também porque ser uma drag queen é algo que eu nunca poderei representar. É tão difícil passar por esse preconceito, passar por todas as dificuldades que essas pessoas enfrentam. Então, eu queria convidá-la para cantar comigo para mostrar às pessoas: “Ei, vamos respeitá-las, elas são pessoas tanto quanto nós, corações, famílias e vidas para viver”. É por isso que eu a apoiei e acho que essa comunidade agora se sente representada por ela e é muito legal. Estou muito feliz com isso.

GAYTIMES: Você acha que outros artistas com uma plataforma como a sua deveriam estar usando sua voz para promover a igualdade?
Anitta: Aqui no Brasil, a maioria dos artistas é como eu. Eu não digo todos eles, porque obviamente eu não conheço todos eles, mas a maioria deles apóia a comunidade LGBTQ, e eles entendem como isso é importante. Acho que todos deveriam fazer isso, porque os artistas influenciam as pessoas e seu modo de pensar, então, se eles se unirem e disserem: “Seja você mesmo”, acho que as pessoas podem seguir esse exemplo.

GAYTIMES: O que os fãs podem esperar de você no futuro?
Anitta: Bem, eu apenas faço as coisas naturalmente, sabe? Eu vou ao estúdio se eu penso em uma ótima música, eu faço, se eu penso em outra, eu faço. Isso vem naturalmente a mim e depois eu faço. Eu estou cantando em espanhol em uma ótima nova música e talvez um álbum esteja chegando no ano que vem. Veremos!


Fonte: GAYTIMES

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