Central Anitta » Relattório: BANG! – O tiro certo de uma artista eclética e visionária
09
fev
16

Anitta. Um nome bastante revelador. Sim, pois transmite muito, carrega muitas idéias, opiniões, pensamentos, palavras… Há quem diga que é um nome fútil e que em nada acrescenta valores mas claro, um pensar como esse é algo totalmente refutável: só o fato de praticamente encontrarmos em qualquer esquina e em qualquer sítio virtual inúmeras vozes dispostas e necessitadas a exporem o que acham sobre Anitta, já constata o peso que esse nome tem. Chega de falar do nome, falaremos agora do fenômeno. Aliada às maravilhas informativas da atualidade e a uma necessidade por parte de um público dificilmente impressionável e ignorado pela mídia – os admiradores de música pop -, surge a sensação daquele momento que reacende a chama de um âmbito cultural preguiçoso no país, mas não por muito tempo: Show das Poderosas é uma produção brasileira parecidíssima com o que é produzido lá fora, batida envolvente, letra de empoderamento, coreografia sincronizada, tudo que uma cultura pop quase que inativa precisava para receber sua devida atenção.

Passam-se os meses, passam-se os anos, acumulam-se os merecidos frutos de um árduo trabalho e os mais variados julgamentos sobre absolutamente tudo, o que acontece durante todos os processos. Não Para, Zen, discos de ouros, DVD super produzido, Blá Blá Blá, Cobertor, Na Batida, EMA brasileiro, Ritmo Perfeito… Ótimo, uma diva do pop que faz hits, que é reconhecida com prêmios, que lança tendências, que influencia massas e que tirou o pop brasileiro da lama, redefinindo os conceitos sobre um gênero musical segregado no país, ou seja, está tudo certo, temos um nome firmado, uma carreira consolidada, um ícone. Temos? Parece que nem todos concordam, na verdade, muitos. Ainda não era o bastante… Não era o bastante pra impressionar. Como assim? O que esse público carente de música pop brasileira sabe para cobrar algo de uma artista pop brasileira? Experiência com o fanatismo pelo que é de fora? Mas é correto comparar a performance de uma cantora brasileira com uma gringa? Não, não é, mas ninguém quer saber. As cobranças aumentavam.

A menina Larissa, sim, aquela por trás do nome e fenômeno Anitta, sabia que estava fazendo muito mas não o bastante. Entrou em um processo de reflexão… Ou apenas jogou-se no sofá para comer uns milhos, assistir Uma Linda Mulher e pensar um pouco nos seus próximos passos. Haveria uma reviravolta ali. Larissa de Macedo Machado independeu de sua armadura militar com a qual conduzia seu exército poderoso para sentir as mais humanas dúvidas e correr os mais humanos riscos. Estava disposta a forçar os braços e se soltar das mãos que lhe seguravam em uma zona limitada e ignorar as vozes gritantes de quem torce contra ela. Assim ela fez. E após trabalhar arduamente, ganhar muito prestígio e seguir muitas ordens, ela finalmente toma as rédeas de sua carreira e poderá agora trabalhar arduamente, ganhar muito prestígio e seguir muitas ordens… Só que agora ela trabalha por ela e pelos seus sonhos, usufrui de todo o prestígio, não só uma parte, e segue as muitas ordens que agora atendem pelos nomes de decisões e planejamentos, autorais dela.

Se já temos um novo ícone consolidado, não podemos ter a certeza disso. Mas temos uma mulher encantadora. Forte, inteligente e talentosa. Dona de seus próprios passos, nos sentidos figurados ou literais. Isso é uma certeza. E é justamente isso que o álbum BANG! traz. A Anitta forte e destemida que se tornou ainda mais forte e destemida. E, ao contrário do esperado visto o que fazem a maioria das artistas pop (mundiais ou as poucas nacionais), ela não dramatiza a situação com músicas introspectivas e se joga no tiroteio que é sua musicalidade: é um álbum sobre a cantora que todos conhecem e opinam sobre ela; é um álbum sobre a aventura de se envolver em vários gêneros musicais; é um álbum sobre todas as artimanhas de uma cantora para demonstrar a grandeza do que ela sabe fazer de melhor – seu trabalho, em questão.

Faixa a Faixa

1. BANG
Dei meu tiro certo em você” e como deu. Bastante apropriado começar um comentário de avaliação sobre o hino Bang com a frase mais empírica da canção. De longe, a melhor “farofa” do álbum (quem sabe, a melhor “farofa” da discografia, mas deixemos isto para outra discussão) que traz consigo vários elementos componentes em um hit. Assim como todos os hits de Anitta, não podia faltar em Bang a letra chiclete que é o modelo que, até agora, vem consagrando o trabalho da cantora e, dessa vez, com uma novidade: a aderência à tendência do saxofone, iniciada em 2005 por Jennifer Lopez em seu single “Get Right” e, em dias mais atuais, explorada também por Jason Derulo em “Talk Dirty”, por Ariana Grande em “Problem”, por Biel em “Demorô”, que é quase uma garantia de sucesso para as canções que aderem ao modelo(Bang e as anteriormente citadas constatam isso) e que deu ao segundo single do BANG! um diferencial junto à envolvência da canção com traços do hip-hop a da black music. Bang é uma canção que poderia ser facilmente interpretada por alguma cantora dance/hip hop americana que soaria bem natural devido ao nível internacional de sua produção, embora tenha sido produzida por mãos brasileiras, especificamente as de Umberto Tavares e as de Jeferson Junior, parceiros de Anitta desde o início de sua carreira. É redundante ressaltar a harmonia em que se encontram a melodia e a letra de Bang junto a performance de Anitta, uma parceria que contagiou tribos. É clichê afirmar que Bang é um verdadeiro tiro certo, não só em você, como também em mim, em todos nós.

Letra: ★★★ | Vocal: ★★★ | Produção: ★★★★★ | Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★


 

2. DEIXA ELE SOFRER
O primeiro amor a gente nunca esquece e, nesse caso, nunca deixamos de amar. DES é o carro-chefe do álbum, o single que nos mostrou um pedaço do que seria a nova era: novas sonoridades, as sempre presentes frases pegajosas em suas letras e muitas cores (pode servir tanto para o clipe quanto para a sensação que a música passa). Anitta vinha repetindo fórmulas de uma forma meio que enfadonha na forma de produzir os singles dançantes de seus dois primeiros álbuns, o que fez com que partes do público e da crítica ficassem a espera de uma terceira repetição dessa mesma dose, o que era preocupante. Contudo, Anitta surpreende e lança o lead-single do BANG!, mostrando que estava muito bem ciente das semelhanças entre seus trabalhos anteriores e que isso era um ponto que precisava mudar. As semelhanças entre as músicas anteriores de Anitta foram resultado da pressão imposta à cantora para sempre criar material de fácil digestão para o público e gerar altos números com isso, forma de criação que foi totalmente descartada no processo criativo de seu novo disco, o qual foi preparado com muita cautela e que rendeu uma boa aceitação por partes dos admiradores e outros ouvintes. Deixa Ele Sofrer é um casamento de uma pegada R&B com um toque Urban, inclusive com instrumentais semelhantes a “What’s My Name?” e “Rude Boy” – ambas de Rihanna – que seguem o mesmo estilo, narrado por uma letra empoderada onde Anitta reforça que não é mulher de se iludir com homens que não tem o compromisso como forte. Afinal, quem tem uma brilhante carreira para administrar não tem muito tempo a perder com quem acha que é rei, certo? Certo. “Ele pra mim não é rei. Tudo que eu queria eu falei. […] Se depender de mim ele vai enlouquecer”.

Letra: ★★★Vocal: ★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★


 

3. CRAVO & CANELA (feat. Vitin)
Sabemos muito bem que o eu lírico das músicas de Anitta, assim como sua própria pessoa, é uma mulher forte, independente e inacessível a qualquer tipo de libertinagem, o que justifica todas as defensivas, os esculachos e ataques de sinceridade em suas composições. Não é fácil estar o tempo todo ligada dessa forma sendo necessária, alguma hora, dar um tempo em toda essa blindagem, se entregar de corpo e coração a alguém e fazer surgir coisas sublimes como Cravo & Canela. Na melhor balada do álbum e ao lado de  Vitin (Onze:20), Anitta não apenas vive uma intensa paixão como também se envolve em uma forma de cantar que não é muito freqüente em seu repertório, forma na qual a cantora se atenta a aludir os mínimos detalhes do amor vivenciado a seres abstratos (“É teu perfume, flor, cravo, canela e alecrim/ Procurando alguém só pra cuidar do seu jardim/ Regando sua vida todo dia até o fim”). Cravo, canela, flor, estrela, luz, cidade… Cravo & Canela é uma despreocupação com qualquer possibilidade de inconsequências amorosas, é uma total entrega a uma história de amor, a um momento de felicidade ao lado de seu amado ou de sua amada.

Letra: ★★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

4. PAREI
Parei é o que está mais próximo do eletropop/house no álbum Bang. Não são poucas às vezes quando nos jogamos de cabeça em algo que irá nos divertir e nos fazer sentir como se não houvessem problemas em nossas vidas. Contudo, os problemas continuam lá, esperando serem solucionados ou agravados. O que fazemos em uma noite entorpecida pode ser justamente o fator agravante da situação, o que nos daria muita dor de cabeça (sabemos no que dá a mistura de bebida, hematomas da pista de dança e de forçar a memória para tentar descobrir o que houve na noite passada). Parei exprime muito bem essas ideias de se jogar em um momento passageiro de boas sensações e sobre a auto culpa sentida por assim ter feito, por ter se entregado a alegrias efêmeras e amores descartáveis. A canção tem um ponto em comum com a estrondosa Show das Poderosas, que é o uso do sample de Pon de Floor, Major Lazer, em seus instrumentais. Mais uma vez, Anitta acerta ao unir um som contagiante que atrai corpos e mentes acompanhado de uma letra na qual os mesmo se identificam. “Tô no limite, não adianta tentar. Agora é sério, não vai mais dar pra ficar. E nessa vida eu juro que não sou mais fã. Parei. Só volto amanhã”. Parece até que foi feita para nós e nossa vida de fã, rs.

Letra: ★★★★Vocal: ★★★Produção: ★★★Sonoridade: ★★★Conceito: ★★★★★


 

5. ESSA MINA É LOUCA (feat. Jhama)
Jhama ofereceu a Anitta uma das músicas mais conceituais do álbum BANG!. Essa Mina é Louca também pode ser a definição do que representa o álbum e o trabalho da cantora: a diversidade, o experimento e a inovação. Os instrumentais da música são uma mistura perfeita do samba da gafieira com o funk carioca, contando a história de um típico casal vivido em um desses dois lugares que são a origem dos gêneros que compõem a melodia da canção. Ou, um vem de um lugar e o outro, vem do outro, por que não? A canção deixa isso aberto. “Ela” é uma mulher batalhadora e provocante que faz de um tudo para ter uma vida digna e dar uma vida digna aos seus, além de que “ela” amam como ninguém. “(A) que te ensina certin, faço tudin, bem devagarin, pede gostosin. Vem cá meu pretin…”. Já “ele” é um vagabundo poético que vive pela sua arte e à adoração a “ela”. “E eu gosto dela, ela é encantada, ela é minha Cinderela […] Vagabundo pira com a mina da favela…”. Os dois vivem uma história de amor cheia de altos e baixos, mas ainda assim verdadeira, com muito prazer envolvido e narrada numa linda canção.

Letra: ★★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

6. ATENÇÃO
Cá está mais uma sacada de Anitta para um mané que acha que está se envolvendo com alguém que veio à pista, ou ao mundo, a passeio. A triste moça que está envolvida com esse rapaz não sabe com quem está se metendo mas Anitta sabe, dar valor a tal moça e se dar o valor também. “Eu me dou valor”. Como foi sugerido a umas duas faixas atrás, homem que se acha rei não passa nem na fila. Quer pegar as duas, lindo? O lindo é guloso? Risos. Atenção é um hino para as baladas, a ser cantado com a mão no peito, as pratarias no pescoço, o salto no pé e o boy no choro por ter almejado tudo e ter ficado sem nada. “Aqui não trabalhamos com canalha”. Boa, Anitta.

Letra: ★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★Sonoridade: ★★★Conceito: ★★★★


 

7. GOSTO ASSIM (feat. Dubeat)
A exuberante Gosto Assim é mais uma novidade do álbum. Anitta se une ao DJ Kalfani e ao rapper Dubeat para fazer um genuíno manifesto ostentativo de muito glamour, apesar do estilo mais largadão. “Salto alto, só na pressão. Eu to pronta pro extermínio. Não preciso seguir padrão. Eu te trago pro meu caminho.” Já estava na hora de Anitta ousar mais um pouco em letras e melodias e fazer algo mais próximo do que fazem Beyoncé ou Nicki Minaj – músicas sobre a auto-suficiência feminina com uma voz masculina para incrementar e exaltar a figura da mulher envolvida. O único problema da canção foi a humildade de Anitta: cedeu muito espaço de um trabalho seu ao Dubeat, parecendo até que a música é do rapper devido a sua maior participação na colaboração. Contudo, ela vai acertando aos poucos e a mensagem foi dada, afinal, queen dos hits. Sempre. “Calmo ao observar o salão… Ela dança como um vulcão. Na Batida mostra quem manda. No seu talento tira meu chão. […] Eu não falo que eu posso, é que eu realmente posso do meu jeito. Porque eu gosto assim.

Letra: ★★★Vocal: ★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

8. SHOW COMPLETO
Uma canção sobre se envolver com alguém e tal alguém não corresponder com as expectativas criadas. Alguém que não sabe o que faz e nem é capaz de dar esperanças sobre uma melhora. Alguém que não é artista o suficiente para apresentar um show completo. Quem nunca? Pois bem. A melhor maneira de lidar com a situação? Compondo uma boa música dançante e descontraída parar tratar de um assunto bem desestimulante. Anitta é isso, rs. Show Completo é um papo franco entre um artista completo e um amador. O artista completo tem muito o que dar. Quem muito tem a oferecer tem muito a almejar, consequentemente, muito ao que correr atrás e muito ao que conquistar. É normativo. “Olha deseja mas não chega perto. Não perde a linha! Tenta ser discreto. Você não faz do jeito que eu quero. Eu gosto é do show completo.

Letra: ★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★Sonoridade: ★★★★Conceito: ★★★★★


 

9. VOLTA AMOR
Devamos concordar que a música só está presente no álbum para preencher a cota de ‘música de luau’, como foi dito em alguma outra review por aí. Volta Amor é mais uma declaração de amor no repertório de Anitta, contudo desprovida de diferencial. É uma música meiga e animada, Anitta deve amá-la e agradou a muitos, mas seria mentira falar que ela é fundamental no álbum. Em geral, é uma música que fala sobre a saudade de alguém que se distanciou. Tentou mais uma vez abordar de forma descontraída uma coisa triste, mas não obteve um resultado tão bom. Bom, pelo menos é uma das canções preferidas de Anitta, rs.

Letra: ★★★★Vocal: ★★★★Produção: ★★★★Sonoridade: ★★Conceito:


 

10. SIM (feat. ConeCrew)
Um dos maiores acertos do álbum. Aprovadíssima por fãs e haters, contagiante e diferente, o manifesto sensualmente explícito de Anitta em parceria com os garotos da ConeCrew tira o nosso fôlego. “Cê vem chegando de um jeito, pegando no meu cabelo, mas o que eu quero é te ouvir… O papo é bom de um desejo. Já to querendo teu beijo, já vamos partir daqui pro…” A música, sozinha, desvincula Anitta da sua fama de só fazer músicas chicletes, de só cantar letras repetitivas e inovar pouco em questão de sonoridade. A letra da música aborda ideias íntimas, de uma forma jamais vista no trabalho de Anitta, acompanhadas de um instrumental genericamente urban com traços do R&B (salve Papatinho!), fazendo de Sim uma aposta ousada, impactante e maravilhosamente provocante. “Mexe essa cintura e não para. Faz o quadradinho… Só que na minha cara!” Os versos inescrupulosos dos garotos da Cone abrilhantam ainda mais a canção. Sim é algo que nos envolve, nos diverte e nos inspira… É mais um verdadeiro tiro certo em todos nós. Um tiro de veludo, na nossa cara. “Sim. Cê chega do meu lado e eu digo ‘sim!’. Se ta jogando charme, é pra mim. Te falo, cê passou mas o teu cheiro ta aqui […] Já to imaginando algum momento nosso…

Letra: ★★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

11. PODE CHEGAR (feat. Nego do Borel)
Finalmente, a parceria que todos nós almejávamos. O rei do funk carioca com a rainha do funk carioca e também do pop brasileiro. Pois é, não pouparemos títulos, vamos nos jogar nesse mar de ostentação que é Anitta feat. Nego do Borel que só pelos nomes envolvidos já é um luxo. E não alegamos isso simplesmente por serem eles dois, mas sim porque, até agora, Anitta e Nego é uma parceria que dá certo e sempre sai coisa boa. Não poderia ser diferente em Pode Chegar. “Eu vim pra provocar desejo e sedução. Fazer você pirar, comer na minha mão. Eu quero aproveitar. Vem que hoje eu tô acesa! Se não quer então me deixa.” A genialidade de unir o rock (sample de introdução na música) ao trabalho de ANITTA e de NEGO DO BOREL já nos abraça ao começo da música. A junção do funk melody de Anitta com o funk raíz do Nego caíram como uma luva na canção. Elementos eletrônicos para representarem a inovação de Anitta e trompetes mexicanos para representarem a tradição do Nego… Perfeito. “Cheguei na parada! Dj solta o tambor. As mina perde a linha porque sabem quem chegou. O rei do pistão! Que te leva pro o céu. E só pras atrevidas: eu sou o Nego do Borel.” A letra da música é algo que exprime o quão soltos, animados e influentes na pista eles são, não poderia ser menos que isso. Pode Chegar é aquele som que une a favela e a cidade grande na pista, pois quando a música boa toca e quando a música boa é da Anitta com o Nego do Borel, todo mundo é lindo, rico e funkeiro. “Quando o som começar, ninguém pode parar […] Eu cheguei e vou dançar sem hora pra acabar. Quem quiser pode chegar.

Letra: ★★★★Vocal: ★★★★Produção: ★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

12. EU SOU DO TIPO
O resquício do álbum Anitta no álbum BANG!. A música que aborda o lado anjo e o lado demônio, o lado positivo e o negativo, o preto e branco, presente em toda mulher. “Eu sou do tipo que adora o perigo, que metade é juízo mas a outra é louca.Eu Sou Do Tipo representa a mulher forte e determinada que, apesar de inteligente e cautelosa, deixa se envolver em paixões mesmo sabendo dos riscos e se dominar pelo inconsciente, ficar louca e imprevisível, capaz de tudo para se divertir, o que inclui brincar com alguns passos de dança e alguns corações. “É que eu sou aquele tipo de menina que só de olhar já te domina. Provoca tua imaginação” É uma letra que está na ponta de nossas línguas e um som que está no nosso corpo inteiro, abordando o cotidiano, não só das mulheres que são a temática dessa canção mas, de todos que se deixam levar por “amores instantâneos” e “loucuras moderadas”, nem que seja só por uma noite. “Eu sou do tipo, que faz graça de tudo, que te deixa maluco pra dar beijo na boca.

Letra: ★★★Vocal: ★★★Produção: ★★Sonoridade: ★★★Conceito: ★★★★★


 

13. DEIXA A ONDA TE LEVAR
É uma das melhores músicas da discografia. Uma sonoridade evoluída, uma letra descompromissada e uma vibe maravilhosa. Deixa a Onde Te Levar é uma coisa intensa, relaxante e estimulante como um entorpecente consumido em algum luau onde a música toca, rs. “Sente a vibe solta pelo ar… Esse som te chama pra dançar. Negatividade aqui já era. Tô chegando, fica aí, me espera!” Com uma produção que faz lembrar a estrutura de algo feito por Diplo, Deixa a Onda Te Levar trata-se de uma experiência inovadora com o reggae – feita antes pela cantora, com mais moderação, em Zen e Som do Coração -, uma letra carregada de positividades enaltecendo a natureza e uma energia limpa capaz de iluminar e abastecer. “Deixa a onda te levar, deixa o som te dominar. Larga tudo e vem viver. Relaxa, curte a vida agora e deixa acontecer.” ~break~

Letra: ★★★★★Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

14. ME LEVA A SÉRIO
Estava demorando. Após tratar com descontração e deboche várias situações caóticas (Parei, Atenção, Show Completo), Anitta nos apresenta uma canção que aborda um conflito entre dois corações apaixonados, mas não perfeitos, e que narra com transparência os problemas, as sensações e o desfecho da história dos dois. “Sabe, você diz que tá tranqüilo, que não vai mais dar vacilo, ok. Diz que vai me dar carinho, que não quer ficar sozinho. Só que sinceramente… Não sei. Tá faltando intimidade.” Composta por seu parceiro de carreira e vida, Projota, Me Leva a Sério é a súplica de alguém apaixonado que está em desgaste por ser o único a se esforçar por aquele amor quando tal é uma bagagem pesada, adequada a ser sustentada por dois. Me Leva a Sério é uma pintura, um retrato de muitas situações do real, vivida por muitas pessoas, muitos corações. Pintura na qual Anitta é as formas, as cores e os traços, já Projota, o pintor. Um dos corações envolvidos não leva o outro coração a sério e, como não podemos saber o desenrolar da coisa, afinal a canção aborda só até certo ponto, tudo o que podemos afirmar é que a música é mais um brilhante resultado da parceria Anitta e Projota na qual os dois se levam bastante a sério. “Me leva a sério, por favor. Você me tira do sério, é tudo que eu mais quero, então dá valor.

Letra: ★★★★★ | Vocal: ★★★★★Produção: ★★★★★Sonoridade: ★★★★★Conceito: ★★★★★


 

Bom… Do que estávamos falando mesmo? Ah, sim. Da cantora, do fenômeno, da menina Anitta. Lembra de tudo pelo o que ela passou e de quem torceu contra ela? Pois é. Não lembrávamos mais. Nos perdemos e nos deliciamos diante de uma maravilhosa obra a qual ela administrou de forma esplêndida. Entre erros e acertos, mais acertos que erros, ela melhora como artista a cada passo dado.

Não há espaço para negatividade nem para atrasos na identidade de sua obra. Ela prefere cantar a dança e o amor em suas letras enquanto outros focam em imposições e ataques. Ela não precisa gritar o seu poder, ela carrega sua grandeza dentro de si e por isso não está por baixo de nada nem de ninguém, muito menos por cima, ela está nivelada com as emoções de quem a ouve.

Em suma, Anitta cumpre com seu papel de ser uma diva do pop influente, de nos entreter com seu trabalho e de viver intensamente. Se não podemos ter a certeza de que temos um novo ícone consolidado, pelo menos podemos ter a certeza de que ela está no caminho correto. A Anitta eclética, disposta e visionária acerta mais uma vez. Bang!

Álbum  BANG!: Letras: ★★★ | Sonoridade: ★★★★ | Conceitos: ★★★★

Central Anitta Postagem por: Central Anitta
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